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vgBR | 18 de julho de 2019

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Análise – Call Of Duty: Black Ops 2 / Campanha

Análise – Call Of Duty: Black Ops 2 / Campanha
Daniel Galvani

Review

Gráficos
8
8

Jogo vale a pena, nota 8.

Olá a todos, estou postando agora, 01:33 da Madruga de Domingo, no meio do feriadão, um review sobre a campanha Single Player do mais novo membro, de uma das franquias mais bem sucedidas da história dos Games, CoD Black Ops 2.

Esse CoD se passa em duas épocas, na primeira Guerra Fria, nos anos 80 e na “segunda guerra fria” em 2025, agora polarizada por China e EUA.

Passei os dois últimos dias jogando esse blockbuster, e posso dizer uma coisa… ele é bem mais do que eu esperava.

Esse review pode ser um pouco… polemico, afinal estou falando de uma das franquias que mais vende no planeta, e também uma das mais odiadas entre alguns gamers mais hardcores… mas alguém precisa fazer esse trabalho 😉

Pois bem, vamos começar, como sempre, avaliando os itens mais fáceis, que são os gráficos e sons.

GRÁFICOS

Muita gente reclamou DEMAIS no CoD MW3 que os gráficos pareciam muito ultrapassados, ainda mais se comparado a Battlefield 3, que saiu no mesmo ano. Porém, creio que o pessoal da Infiny Award e da Treyarch escutaram isso e deram um UP na engine IW 3.o. O jogo ainda não é um primor comparado ao BF3, porém está realmente bem agradavél.

Comparacao de CoDBO BF3

Cod: Black Ops 2 à esquerda e BattleField 2 à Direita

A parte de CGs é muito bem feita e os modelos talvez sejam uns dos melhores que eu tenha visto recentemente. O brilho nos olhos dos modelos é um dos pontos fortes… realmente parecem vivos.

ÁUDIO

Os efeitos sonoros do jogo são muito bons, ar armas possuem sons diferenciados, motores, robôs, tudo remete a um grande cuidado com os efeitos.

Aliás, o áudio pode ser configurado com alguns padrões, entre eles um especifico que deixa o som mais alto.

 A musica é como a maioria dos jogos ocidentais, para dar ritmo à ação, porém as composições são REALMENTE boas e algumas musicas se sobressaem, como a da missão “Judgment Day”. Vale a pena dar uma conferida em algumas:

Sands and Camels

Adrenaline

Vale destacar também que a música tema foi composta por Trent Reznor, o cara por trás da banda Nine Inch Nails.

Musica Tema

GAMEPLAY

Esse fundamento que tem sido a maldição da franquia  “sempre igual” CoD, nesse game foi uma surpresa agradavél!

Falando um pouco da história, mas tentarei ser o menos “SPOLIADOR SAFADO” possível.

O jogo conta com um bom enredo servindo de pano de fundo, uma vingança de um irmão, a vingança de um soldado, e a vingança de um filho. Três vinganças entrelaçadas em uma guerra que acontece no futuro e no passado e surpresa, temos personagens REALMENTE carismáticos em CoD!

Raul Menendes, um “bom” vilão em CoD.

 Nesse jogo vamos acompanhar o que aconteceu com o protagonista da primeira versão, Mason e como seus atos afetaram o futuro, e como uma nova guerra fria começa, entre EUA e China, por causa do material Terra-Rara, indispensavél para aparelhos modernos, desde celulares até Drones de combate.

Guerra… Fria??

Aliás, todo o mote da Guerra Fria do futuro se desenrola em torno desses Drones, eles são a nova arma da vez, aquele que tiver a supremacia nessa tecnologia, domina o mundo. Alguém ai já sacou que, na vida real, Terra-Rara é um elemento que existe em abundancia na China?

Drones são a bola da vez

 Por baixo de toda a politica, existe a história de 3 personagens, que terão papel-chave, tanto para o começo da Guerra quanto para seu desfecho.

Temos o filho de Mason, David, que como o pai integrou as forças JSOC, e agora tenta impedir que o mundo acabe, fazendo o papel de herói.

Temos Raul Menendez, o vilão, que sofre a vida toda e agora quer dar o troco, absolutamente carismático.

E temos Frank Woods, o amigo de Alex Mason, que tem um papel importante na guerra fria passada e na guerra fria futura.

O jogo também vai contar com algumas mudanças interessantes em relação aos seus irmãos de franquia, uma delas é que agora SUAS AÇÕES TEM EFEITOS SOBRE A HISTÓRIA. Isso mesmo! em alguns pontos-chave do jogo será possível tomar decisões do que irá acontecer, e isso afetará como o jogo se desenrola.

Nada como pensar em matar ou não Noriega

 Uma outra adição interessante são as “side-quests” no jogo. Nessas side-quests, você controla uma equipe de soldados da JSOC e equipamentos em missões diversas, assassine alguém, proteja uma instalação, acesse tal área… e essas missões, se bem-sucessidas, terão impacto no desenrolar do jogo.

Mas o melhor é a implementação dessas “Side-quests”, elas unem FPS com RTS! Ou seja, você pode controlar um soldado, atirando em inimigos, mudar pra uma visão de estratégia e assumir o comando de uma unidade blindada, ou mandar seus soldados concentrarem seus eforços em um alvo, no melhor estilo RTS.

Visão RTS em CoD Black Ops 2

O jogo também conta com diversas ações em tempos específicos, utilizando algum equipamento de alta-tecnologia, que só será usado uma ou duas vezes, o que é uma pena, pois isso mostra que o jogo poderia ser bem mais do que é, pois um dos pontos negativos é a campanha ser curta. Fazendo todas as side-quests, ele é mais longo que a média dos CoDs, porém nada que umas 10 ou 12 horas não resolvam.

No final, Call Of Duty Black Ops 2 consegue afastar o Fantasma da mesmice que andava rondando a série. É empolgante, vale a pena, e dá um exemplo de como tentar revitalizar uma franquia já cansada.

A avaliação Galvani é que o jogo vale a pena.

Daniel Galvani

Daniel Galvani

Daniel Galvani é apaixonado por games desde a mais tenra idade. Começou neste hobby em 1983 com um Atari 2600 Polyvox e segue firme até hoje. PC Gamer, amante de jogos de tiro, estratégia e action RPG, retrogamer, estuda a história dos jogos eletrônicos com afinco.