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Clássicos do Arcade – Pit Fighter (Atari Games, 1990)

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Mediano
Na época em que foi lançado, era um jogo que atraia muita gente em fliperamas, mas o jogo não envelheceu mal, apesar das notas, é um jogo que vale a pena ser jogado como curiosidade, ou talvez você vire um grande fã...

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História

Pit-Fighter é um dos grandes sucessos do arcade. Trata-se de um jogo baseado em briga de rua, no qual existem 3 jogadores para se selecionar: Ty, Buzz e Kato, cada um com seu estilo de luta e golpes específicos. Aparentemente os personagens foram baseados no filme O Grande Dragão Branco, pois Ty se parece com Frank Dux (Jean Claude Van Damme), Buzz é idêntico a Ray Jackson (Donald Gibb) e Kato seria Chong Li (Bolo Yeung), tanto no físico e aparência quanto nos golpes.

O interessante é que esse jogo também suportava três lutadores simultâneos, o que aumentava a diversão e o número de inimigos também para compensar. Na época, poucos jogos suportavam esta quantidade de jogadores.

Foi lançado para o Mega Drive, se tornando também sucesso nos consoles domésticos. A versão para Super Nintendo não fez o mesmo sucesso por oferecer jogabilidade mais limitada em comparação ao Mega Drive.

O Jogo

A movimentação era possibilitada em todas as direções: cima, baixo, diagonais e lados direito e esquerdo. Nos cantos havia uma platéia assistindo, e caso você fosse para o meio da platéia, eles o empurravam para a luta ou te batiam. Era possível também arremessar o oponente ou jogar coisas nele como: barris, caixotes, facas, shurikens e até uma moto. Também podia-se bater no oponente com tacos de sinuca ou bastões. A cada fase do jogo era um inimigo diferente e na penúltima fase você enfrentava dois ao mesmo tempo. O jogo possuia um bom nível de desafio e para alguns terminá-lo era algo muito dificil sem ter muitas fichas, pois se sua vida acabasse era necessário colocar mais uma ficha para continuar.

Na versão do Mega Drive isso foi adaptado para três vidas e continues limitados.

Havia também modos death match em que você lutava contra um clone do seu personagem. Bastava derrubá-lo três vezes para conseguir pontos extras. É uma espécie de fase bônus.

Alguns objetos ao serem destruídos liberavam uma esfera com um P de power, chamada de Power Pill (Pílula de Poder). Ao pegar essa esfera seu personagem brilhava em tom verde, aumentando muito a força do personagem e também sua resitência a golpes, por um tempo limitado. Os adversários controlados pelo computador também podiam coletar a “Power Pill” e adquirir os mesmos poderes.

Gráficos

Pela época que foi lançado, Pit-Fighter possuia um gráfico revolucionário com atores digitalizados, algo que seria usado mais tarde em Mortal Kombat. Os personagens eram grandes, isso aumentava o realismo e colocava o foco maior na luta um contra um.

Jogabilidade

Jogar Pit-Fighter lembra um pouco Final Fight, pois é muito simples. O arcade possuia apenas três botões: soco, chute e pulo. Logo não havia muita dificuldade em se aprender os golpes que eram apenas a combinação de dois ou três botões simultaneamente.

Som

As músicas e efeitos sonoros desse arcade eram razoáveis para a época. Nada de inesquecível, mas tinha uma trilha sonora de acordo para um jogo de luta.

Curiosidades

O chefe final parecia uma cópia escancarada do vilão do filme Mad Max 2 que por sua vez parecia ter sido inspirado no Jason de Sexta-Feira 13. O nome dele é Warrior.

 

Luiz Rafael
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Comentários(1)

  1. Avatar

    Eu adorava esse jogo, não tinha Mega Drive, mas joguei muito ele na casa do meu primo. O realismo dos personagens para época impressionava.

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