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Análise: Battlefield 4

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Battlefield volta com tudo para disputar pelo trono de rei do FPS!

Battlefield é uma das franquias mais reconhecidas na indústria. Seu multiplayer é conhecido por praticamente todo gamer no mundo e por um bom motivo. Battlefield depende de cooperação por parte do time, fazendo com que todos precisem desempenhar seu papel na equipe para atingir a vitória, desestimulando aqueles que preferem agir sozinhos. A ênfase sempre esteve em trabalho em equipe ao invés de glória pessoal e isso não muda em Battlefield 4.

Em termos de mecânica de jogo, não houve grandes mudanças, permancendo quatro classes de soldados: Assault, Engineer, Support e Recon.  Assault é encarregado de curar aliados e reviver soldados mortos. Engineer é o mestre de veículos, carregando equipamentos para consertá-los, além de possuir bazucas que auxiliam contra tanques e helicópteros inimigos. Support suprime as forças inimigas com grande poder de artilharia uma vez que carrega LMGs com clipes grandes, além de pacotes com estoque extra de munição para todos no time. Finalmente, Recon é o sniper do jogo, mantendo distância, localizando inimigos para seus companheiros e marcando veículos hostis para destruí-los com explosivos de detonação remota, caso necessário.

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O time, composto de até 64 jogadores no PC, Xbox One e PS4 e 32 no Xbox 360 e PS3, é dividido em esquadrões de até 5 jogadores. Isso traz alguns benefícios aos jogadores, como por exemplo a possibilidade de renascer nos parceiros de esquadrão e de receber pontos de experiência extras por trabalho em equipe. Adicionalmente, o modo “Commander” foi reintroduzido à franquia. Neste, o jogador tem visão total do campo de batalha podendo coordenar melhor os esquadrões indicando locais para ataque ou defesa além de ajudar o time com bombardeios, radares e caixas de munição.

Desde Battlefield: Bad Company a destruição do cenário tem sido uma constante na franquia, mas Battlefield 4 introduz um novo conceito, chamado “Levolution”. Agora é possível destruir estruturas enormes que alteram o mapa de forma significativa, seja criando novas passagens, ilhando navios de guerra, ou até mesmo rompendo represas para inundar o campo de batalha. Essas alterações em grande escala tornam as partidas muito mais dinâmicas e divertidas, uma vez que a qualquer momento podem ocorrer mudanças no mapa ou, como já de costume na franquia, a destruição de paredes.

Visualmente o jogo está maravilhoso. Foi utilizada para este review a versão de PC com o inconveniente de que minha máquina não consegue rodar o jogo com todas as configurações gráficas no seu máximo mantendo ainda assim 60fps.

Isso não quer dizer de forma alguma que o jogo não é belo. Mesmo com recursos como texturas em alta definição, partículas em todas as explosões, pedaços de veículos e estruturas voando para todos os lados, em nenhum momento o fps caiu abaixo de 30. A equipe da desenvolvedora DICE mais uma vez estabeleceu o novo padrão de qualidade em termos gráficos para jogos de tiros em primeira pessoa. O áudio também não fica para trás, com cada arma tendo som próprio ao atirar e explosões altas com graves potentes, fazendo tremer até a alma do jogador. Infelizmente foram observados cortes de áudio eventuais no caso de muitas explosões simultâneas, porém nada suficiente para estragar a experiência.

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Embora provavelmente ninguém tenha comprado o Battlefield 4 por causa do single player, falarei um pouco sobre ele também, já que faz parte do jogo. Neste caso, a campanha nada mais é do que uma espécie de treino para o online. Grande parte das armas, equipamentos e veículos são utilizados durante as sete missões. O jogador assume o papel de Recker, um soldado que faz parte do grupo elite Tombstone que, após a morte de seu superior, vira o novo líder. O maior problema com esse personagem é que como ele é um líder que não fala, muitas vezes quem toma as decisões no grupo são seus subordinados. O jogador é meramente um observador durante as partes que avançam a narrativa. Além disso, a campanha corresponde ao esperado em termos de história, com a ameaça de uma nova guerra começar e sendo o esquadrão o único capaz de impedir isso. É repleto de cenas de ação que fazem o jogador pensar que está em um filme do Michael Bay.

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O maior problema de Battlefield 4 e que pode ser temporário, ainda persiste mesmo uma semana após o lançamento: servidores. Os servidores sul-americanos simplesmente não estão suportando a demanda. Fui desconectado de várias partidas porque o servidor caiu, ou às vezes nem conseguia entrar já que a partida sumia da lista misteriosamente. A quantidade de servidores com conexão aceitável ainda é muito pequena, embora seja esperado que isso se resolva com o tempo.

Em conclusão, Battlefield 4 está chegando com tudo que tem, mostrando que não só está pronto para a nova geração de consoles como também desafiando outros jogos a baterem seu visual impressionante. Se muitas características permanecem familiares, os novos elementos adicionados são suficientes para fazer a experiência não parecer repetitiva.

Bernardo Dabul
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