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vgBR | 16 de julho de 2019

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Análise – Lightning Returns: Final Fantasy XIII

Análise – Lightning Returns: Final Fantasy XIII
David Signorelli

Review

GRÁFICOS
8.5
8.5

O final da saga de Lightning

Muito conteúdo e um sistema de batalha caprichado fazem de Lightning Returns: Final Fantasy XIII um RPG imperdível para os amantes do gênero.

Finalmente a trilogia da saga Final Fantasy XIII chega ao fim com um Lightning Returns, um título bem diferente do que foi apresentado pela Square-Enix nas duas versões anteriores. Bem, o feedback dos fãs foi ouvido e vários problemas foram sanados, mas será que a aventura de Lightning e seus amigos teve um final feliz?

HISTÓRIA

500 anos se passam depois dos eventos em Final Fantasy XIII-2, onde o mundo foi praticamente todo destruído pelo Chaos e Lightning com uma missão divina precisa salvar as almas das boas pessoas antes que seja tarde demais. Essa missão dada por Bhunivelze não será fácil visto que Light terá apenas 13 dias para tal.

A premissa é simples mas o desenvolvimento da mesma é confuso e com certeza o enredo é a parte mais fraca do jogo com pouquíssimos momentos interessantes e de textos bem escritos. Infelizmente o desenvolvimento da trama perde muito espaço e para as side-quests, que tiveram mais ênfase, e com isso ficou difícil desenvolver o que deveria ser mais importante, o mundo e as personagens que nos acompanharam nessa trilogia.

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lightning returns final fantasy XIII (1)

GRÁFICOS

É impossível comentar sobre um título da série Final Fantasy sem dar uma boa analisada nos gráficos. A engine Crystal Tools se despede aqui com a impressão de que fez mais do que aguentaria. Lightning Returns é um jogo completamente aberto e essa engine aparentemente não foi feita pensada nesse tipo de ambiente como visto no jogo de debut da mesma (Final Fantasy XIII, 2009).

Porém isso não significa que o jogo seja feio ou engasgado, muito pelo contrário. Em Nova Chrysalia o tempo não para e com isso efeitos de ciclo dia/noite são presentes nos 4 distintos cenários mostrando algo ainda não visto nessa engine. É bem interessante ver o entardecer em Dead Dunes, o amanhecer na cinzenta cidade Luxerion, dentre outros; não é nada inédito mas vale a pena mencionar. A taxa de frames oscila entre 25-30 FPS, bem próximo do Final Fantasy XIII original e uma grande avanço em comparação ao segundo título que parecia rodar a 20 frames durante toda a jornada.

As texturas variam entre boas e péssimas, sendo essas últimas encontradas apenas em locais pouco visíveis nos cenários, algo que para aqueles que como eu, gostam de observar cada cantinho, não é nada agradável ter uma lembrança repentina do Nintendo 64. Nesse aspecto percebe-se que o trabalho de texturas no original teve muito mais esmero, o que é uma pena.

lightning returns final fantasy XIII (2)

Como de praxe, o trabalho nos modelos das personagens principais é excelente, só que a coisa fica bem feia nos secundários como os NPCs que te dão as quests ou qualquer pessoa andando por ai. Pense em algo como Shenmue (1999, SEGA).

Nas batalhas a Square-Enix sempre deu um jeito de impressionar, as magias e golpes tem efeitos muito bonitos e no fim sempre transparece uma sensação legal de poder, com destaque para belíssima magia Blizzaga.

MÚSICAS

No departamento sonoro mais um grande ponto pra Square-Enix. Belíssimas novas músicas como Crimson Blitz, Almighty Bhunivelze (13 minutos de música aqui!), Desert Lullaby e Army of One mostram que Masashi Hamauzu e cia não perderam a mão; fora que o título ainda recicla positivamente várias faixas dos outros 2 jogos dando uma sensação gostosa de nostalgia ainda que recente. A dublagem é excelente, e personagens como Noel e Caius se destacam, mas num geral o elenco todo fez um ótimo trabalho.

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É no jogo propriamente dito que Lightning Returns se destaca. Agora o mundo funciona com um sistema de tempo onde Light tem 6 dias(que podem ser prolongados) para fazer tudo que tem que fazer. Isso é algo que parece agoniante mas na realidade não é bem assim. Para aqueles que não ficarem mofando muito o jogo dá tempo o suficiente para fazer grande parte das milhares de Quests oferecidas. E se mesmo assim ainda tiver faltado alguma coisa, o incentivo para New Game+ é notável.

Realmente é um jogo para ser re-jogado, lembrando e muito o antigo Romancing SaGa: Minstrel Song (2005, Square-Enix) onde rola uma total liberdade mas o mundo não fica parado esperando que as coisas aconteçam. E para facilitar ainda mais as coisas, Lightning está mais rápida e ágil do que nunca, com um botão de correr (e a famigerada barra de Stamina) a nossa protagonista consegue explorar rapidamente qualquer ambiente, fazendo uso de escadas, se pendurando em diversos lugares e com um botão de pulo que dessa vez foi inteligentemente utilizado, é divertido demais controlar Light por aí.

JOGABILIDADE

Só que o melhor ainda está por vir: o novo sistema de batalha. Agora o jogo conta com um negócio chamado Schemata onde você pode escolher uma roupa (entre aproximadamente 80 modelos diferentes) com suas skills próprias e ainda customizar 4 slots com habilidades encontradas ao longo do jogo. É muito complexo e divertido explorar as possibilidades. São 3 Schematas por vez e nunca cansa brincar de Dress-up com Light, mas considerando a alta dificuldade do jogo (mesmo no Normal) essa brincadeira se torna mais séria visto que nem sempre conseguimos estar preparados para todos os inimigos.

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Dentro do combate conseguimos ver uma clara evolução, existe uma barra de ATB para cada Schemata e Light consegue se mover(ainda que muito lento) livremente pelo campo de batalha, dando um toque de Action-RPG. Você pode gastar sua barra de ATB como preferir, não existe cooldown, só tem que ficar ligado pois a defesa é extremamente importante e uma defesa aplicada no momento certo pode neutralizar totalmente o dano do inimigo, com o tempo fica tranquilo pegar o tempo mas exige bastante concentração por parte do jogador.

Mesmo com seus pesares, é certo dizer que Lightning Returns é um jogo divertido e que vai agradar bastante gente, ainda mais aqueles que reclamavam da dificuldade e linearidade do original. Muito conteúdo e o capricho no sistema de batalha fazem dele um RPG imperdível para os amantes do gênero.

David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.