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Análise – Metal Gear Solid V: Ground Zeroes

7.5
Demo de Metal Gear Solid 5
<p style="text-align: justify;">O caminho traçado por Ground Zeroes é de um produto de qualidade, porém incompleto. É necessário pegar o substancial dele e expandir muito. Resta aguardar por Phantom Pain para ver se isso vai se concretizar.</p>

Metal Gear Solid V: Ground Zeroes é a continuação direta dos eventos de Metal Gear Solid: Peace Walker e um prólogo do que virá a ser Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, ainda sem data confirmada.

Como um prólogo, sabemos que o jogo é uma experiência incompleta e por isso não é muito fácil falar dessa nova empreitada da Konami no mundo dos games. A questão que fica no ar é: vale o investimento (20 dólares no PS3/360, a versão digital do PS4/One custa U$30 e o disco custaU$40)? Depende muito do que o jogador espera do game e de qual versão irá escolher. Dito isto, vamos por partes.

THIS IS SNAKE

Ground Zeroes conta com uma missão principal de mesmo nome onde Big Boss deve resgatar Chico e Paz Ortega (personagens de Peace Walker). ao concluir essa breve missão, o jogo termina; sim, algo que em menos de 2 horas qualquer jogador consegue fazer. Ao longo dessas “2 horas” o nosso herói tem uma vasta base militar para explorar a bel prazer, mudando drasticamente o que a série tinha apresentado até agora. Não chega a ser um território enorme mas é bem divertido explorar as possibilidades dentro desse novo “universo”. Até veículos estão disponíveis, uma novidade na série.

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Ao terminar a missão Ground Zeroes, o jogo desbloqueia uma série de missões complementares em diversas situações e condições climáticas diferentes (GZ se passa numa noite chuvosa), ensolarado, céu encoberto, pôr-do-sol e por ai vai. O interessante é que isso não é apenas cosmético e se você correr loucamente em pleno dia no meio da base será facilmente avistado pelos guardas exigindo ainda mais furtividade. As missões num geral são bem divertidas e rendem mais umas 2 horas de diversão, com a possibilidade de destravar uma missão final e exclusiva de cada plataforma caso o jogador colete os 9 XOF Emblems. Nos consoles da Sony é a missão Dejà Vú onde você terá que “recriar” cenas do Metal Gear Solid original e nos consoles da Microsoft é uma missão onde você joga com Raiden de Metal Gear Revengeance, somando mais uma hora tranquilamente.

Até então já foram 5 horas de jogo aproximadamente e isso desconsiderando extras como fitas cassete (músicas e gravações), Hard Mode para todas as missões, etc… O interessante é que apesar da aventura principal rápida, o jogador tem a opção de prolongar essa experiência como quiser. O que dá a impressão de que é uma jogatina curta é o fato de tudo se passar no mesmo lugar. Até em jogos com campanhas curtas como Call of Duty, contamos com uma variedade bem maior de cenários. Infelizmente a repetição visual de Ground Zeroes acaba cansando.

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FOX ENGINE

Graficamente Ground Zeroes surpreende, ainda mais rodando muito estável nos consoles da geração passada. Os efeitos de luz são muito bons, as texturas tem uma ótima qualidade e os modelos poligonais são um dos melhores já vistos. É uma pena que a Fox Engine foi mostrada tão tarde, visto que teria sido bem-vinda na geração passada. Obviamente existem problemas: as explosões são terríveis, o mar é muito mal feito e alguns feixes de luz dão a impressão de serem tirados diretamente de Metal Gear Solid 2, diretos do túnel do tempo de 2001.

O departamento sonoro como sempre não decepciona e a dublagem é excelente. Mesmo o sotaque “caribenho” de alguns personagens não parece forçado como em Peace Walker. Os efeitos sonoros fazem sua parte e as músicas… bem, Here’s to You do “drama documentário” Sacco e Vanzetti (Itália, 1971) é utilizado pela segunda vez na série (a primeira foi nos créditos de Metal Gear Solid 4, 2008) tanto na cutscene inicial quanto nos créditos. É legal, mas esperamos não ouvir isso novamente em Phantom Pain. As demais faixas são bem genéricas com exceção da que toca na cutscene final que é razoável. Por se tratar de um prólogo, não devíamos esperar composições do nível de Peace Walker nesse jogo, mas ficou um gostinho amargo que com certeza será apagado com o lançamento do próximo título.

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JOGABILIDADE

Controlar Big Boss em Ground Zeroes é incrível. Tudo flui perfeitamente e agora com um belo upgrade na agilidade podemos realizar coisas como correr loucamente, mergulhar no chão após um salto, escalar e saltar, (sendo esse último meio automático como em Zelda: Ocarina) entre outras ações. O jogo é uma clara evolução de Peace Walker e tanto o combate armado quanto mano-a-mano são remanescentes do jogo anterior da série, o que não é problema algum. O CQC de Peace Walker já era uma evolução do precário sistema; porém inovador, mostrado em Metal Gear Solid 3 pela primeira vez.

Obviamente você conta com um arsenal de causar inveja e com esses novos controles tudo fica mais interessante. Faça da base militar seu playground, já que as possibilidades pra isso são enormes.

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FINALIZANDO

Ground Zeroes vale seu dinheiro? Respondendo a pergunta do início do review: A versão de U$20 é válida, porém na minha humilde opinião, eu diria que investir valores acima isso pode se tornar complicado. Principalmente com um mercado que tem jogos que trazem muito mais conteúdo e valor para o jogador, isso sem contar o multiplayer. O mais curioso disso tudo é que o último jogo da série; Metal Gear Solid: Peace Walker, tinha muito conteúdo extra e não é difícil achar jogadores que tiveram mais de 100 horas investidas nele.

Reavaliar o valor das coisas é importante para que os consumidores se conscientizem do que é certo e o que é errado. A indústria como um tudo só tem a ganhar com isso… e consequentemente, você também. O caminho traçado por Ground Zeroes é de um produto de qualidade, porém incompleto. É necessário pegar o substancial dele e expandir muito. Resta aguardar por Phantom Pain para ver se isso vai se concretizar.

David Signorelli

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