Análises

Análise – Dark Souls II: Crown of the Ivory King

10
Fechando com chave de ouro
Maior, melhor e mais complexo que os anteriores. É triste imaginar que Dark Souls II tenha finalmente chegado ao final, mas ficamos felizes em ver que ele não poderia ter acabado de maneira melhor.

Após ser adiado em uma semana, finalmente recebemos Crown of the Ivory King, a esperada conclusão da trilogia de DLCs de Dark Souls II, The Lost Crowns.

Crown of the Ivory King, tem como ponto de entrada o Shrine of Winter e com isso já entrega que um cenário de neve espera os jogadores nesse novo desafio. Um antigo templo congelado em ruínas é a localidade da vez.

Diferente dos DLCs anteriores, Crown of the Ivory King trás novidades no estilo de jogo de Dark Souls II. Aqui, você não só terá a dificuldade costumeira da série com os chefes, mas também terá que adaptar-se e descobrir itens para sequer ter alguma chance ao enfrentá-los.

Quase como puzzles na maneira da progressão, a mudança no esquema de repetir o desafio do chefe até derrotá-lo é uma novidade bem vinda neste último DLC, quebrando um pouco o padrão de “tentativa e erro” do jogo.

Dessa vez, sem um item essencial, ou sem completar uma determinada sequência no mapa, os chefes serão realmente impossíveis.

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Crown of the Ivory King é também o mais longo estágio do jogo, seja comparando aos episódios anteriores Crown of the Sunken King ou Crown of the Old Iron King, ou até mesmo aos estágios da campanha original. Levamos cerca de 8 horas para completá-lo e ainda não temos certeza se realmente vimos tudo que há para ser visto. A exploração é o ponto forte aqui e o seu sucesso nos chefes está diretamente ligado ao seu progresso no templo congelado.

Há um cenário em particular, onde a tempestade de neve é tão intensa que não é possível enxergar nada na tela além do seu personagem. E esse local é realmente gigantesco e cercado de inimigos muito fortes, que poderão matá-lo em dois ou três ataques. Felizmente o cenário permite exploração cooperativa, o que vai garantir um gameplay diferenciado, mais focado na exploração.

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Um elemento que retorna do jogo original é o backtracking. Aqui, você terá que deixar pra trás itens e caminhos diferentes que estarão bloqueados inicialmente pra retornar em diferentes momentos, onde será possível seguir em frente.

Os chefes não são os mais difíceis do jogo (Fume Knight em Crown of the Old Iron King ainda detém esse título), mas como dependem de alguns “gatilhos” para tornar a luta mais justa, os jogadores terão seus momentos de dificuldade neles. Será interessante no entanto, ver futuros vídeos onde experts certamente irão enfrentar e derrotar esses chefes sem precisar das tais “facilidades”.

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O último DLC também trás ainda um evento extra após fechar todos os episódios adicionais, onde os jogadores deverão levar as três coroas ao antigo rei Vendrick, pra acessar uma memória adicional liberando uma habilidade bastante especial nos artefatos.

No geral Crown of the Ivory King é maior, melhor e mais complexo que os DLCs anteriores. Apesar de não ser o mais difícil, ainda assim é o melhor conteúdo adicional de Dark Souls II até agora, fechando a trilogia The Lost Crowns com maestria. Se por um lado é triste imaginar que Dark Souls II tenha finalmente chegado ao final, por outro ficamos felizes em ver que ele não poderia ter acabado de maneira melhor.

Átila Graef

Comentários(3)

  1. Avatar

    Devidamente comprado. Sabe como é né! 😉
    boa revisão!

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    Ótima análise! Dark souls 2 se tornou um ótimo pacote com os dlcs inclusos.

  3. Avatar

    I bow down humbly in the presence of such grasentes.

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