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vgBR | 18 de julho de 2019

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Análise – Assassin’s Creed: Rogue

Análise – Assassin’s Creed: Rogue
Daniel Galvani

Review

GRÁFICOS
8
8

Em time que está ganhando...

Rogue é um ótimo jogo e fecha com competência uma saga que não começou bem. Recomendado pra quem curtiu Black Flag, é possivelmente a despedida das batalhas navais na série.

YO-HO-HO, uma vida de pirata pra mim.

De volta ao mar no ultimo capítulo da saga Americana de Assassins Creed: Rogue.

Rogue não trará muitas diferenças ao já visto nos últimos 2 jogos, principalmente se comparado a Black Flag. Tudo está lá: os combates, as caçadas para montar equipamentos, as batalhas navais, as investigações fora do Animus e as caças ao tesouro. Então se você curtiu Black Flag, podemos considerar que Rogue é uma compra segura. Se não gostou, dificilmente será diferente com esse.

Nessa aventura temos dois pontos que realmente se destacam. O primeiro é que o jogo faz uma boa ponte entre a saga americana e seu predecessor next-gen, Assassin’s Creed: Unity.

Se você jogou Unity antes (como eu) vai sentir uma estranha sensação de Poder. Unity é muito mais difícil (principalmente nos combates) do restante da saga. Voltar a jogar “da forma antiga” faz você perceber como sua vida era simples…. é uma volta a ser um Assassino todo-poderoso. Aliás, falando em ASSASSINO, esqueça isso! Nesse jogo você entra na pele de Shay Cormac, um templário caçador de assassinos!

A Ubisoft se esforçou em tornar ainda mais cinza a relação assassinos-templários iniciada em Assassin’s Creed III (e provavelmente não lembrada devido à ser o jogo mais fraco da série). Rogue consegue consolidar uma certa dúvida se ser um Assassino é realmente ser o mocinho da história.

assassins creed rogue (9)

História

Cormac começa como um aprendiz de assassino, guiado por Achiles (sim, ele está de volta, bem como outros personagens vistos em AC3, Liberation e Black Flag). Cormac deve recuperar dois artefatos roubados pelos templários, e com esses artefatos localizar uma das construções dos antigos. Ao faze-lo, Cormac irrompe um poderoso terremoto (como ocorrido em Black Flag) devido ao mecanismo de segurança dos antigos , fazendo uma cidade inteira ruir e levando milhares de almas.

assassins creed rogue (10)

Cormac acusa Achiles de saber que isso ocorreria e questiona quem tem direito de dizer qual cidade deve ser destruída, qual inocente deve morrer… tomado pela culpa, Shay trai o credo e acaba virando as casaca, indo para os templários.

A história fora do Animus, apenas sacramenta que a Ubisoft, assim como eu, acha que todo o rolo do Sol destoou demais da briga entre Assassinos e Templários, e foi lentamente varrida pra baixo do tapete.

Durante boa parte da trama, você, fã da série, vai se perguntar se os assassinos são realmente os mocinhos, ou se tudo não passa de uma briga pelo poder. Para os fãs da série, esse capítulo é muito especial, por estarmos jogando pela primeira vez (desconsiderando Haytam) com um Templário. É permitido ao jogador dar uma espiadela no outro lado da moeda.

Jogabilidade

[tube]https://www.youtube.com/watch?v=mt7I0XZxZCE[/tube]

Mecanicamente, o jogo não mudou muito. Pule, escale, se esconda no mato, mate furtivamente, use a hidden blade, cace animais… os controles continuam muito responsivos porém ainda pode ser complicado pular para um galho e o jogo entender para pular para um muro. Algo que mudou em Unity (novamente, depois de jogar Unity fica impossível não fazer comparações), ou seja, a mecânica já mostra desgate. Se seu ultimo jogo foi Black Flag, você não terá grandes preocupações em controlar Shay, nem entender as missões (que são bem semelhantes também à Black Flag).

assassins creed rogue (12)

Talvez a maior alteração (por assim dizer) esteja no combate naval. A utilização das canhoeiras (aquelas de danificar as embarcações inimigas) foi facilitada, tornando o tiro praticamente automático, e está mais fácil afundar inimigos, para o bem e para o mal, já que em Black Flag, o jogador poderia preferir abordar a embarcação, enquanto em Rogue, afundar um inimigo pode acabar sendo feito até sem-querer.

Um ponto positivo (talvez não para todos) é o fim do multiplayer. Algo que foi totalmente dispensável nas versões anteriores (e alterado, novamente, em Unity).

Gráficos

assassins creed rogue (16)

Graficamente o jogo está belo; para os padrões Last Gen. Como o jogo não saiu para consoles (e PC) atuais, comparações com gráficos de Unity seriam injustas. Comparado com sua versão anterior (Black Flag last gen) não houve uma melhora significativa, mas sim pequenas lapidações. A água está mais real, os poucos serrilhados foram diminuídos, praticamente não existe slow-down, e é possivel considera-lo um dos melhores gráficos já exibidos na last-gen, obtidos após quase 8 anos de experiência. É inclusive o primeiro jogo a exigir uma instalação de texturas no console X360 (1gb). E os loadings continuam rápidos.

Finalmente

Assassin’s Creed: Rogue é um ótimo jogo que fecha com competência uma saga que não começou bem. É um jogo para quem curtiu Black Flag, mas quer uma história levemente mais profunda. E possivelmente uma despedida das batalhas navais.

Daniel Galvani

Daniel Galvani

Daniel Galvani é apaixonado por games desde a mais tenra idade. Começou neste hobby em 1983 com um Atari 2600 Polyvox e segue firme até hoje. PC Gamer, amante de jogos de tiro, estratégia e action RPG, retrogamer, estuda a história dos jogos eletrônicos com afinco.