Análises

Análise – Lara Croft and the Temple of Osiris

8
Tomb Raider clássico de volta
Lara Croft and the Temple of Osiris não é exatamente profundo ou inovador, mas equilibra combate, puzzles e exploração na medida certa com um modo cooperativo muito divertido.

Lara Croft and the Temple of Osiris é a sequência da aventura isométrica de 2010, Lara Croft and the Guardian of Light.

Produzido pela Crystal Dynamics e publicado pela Square-Enix, esse spin off da franquia Tomb Raider, faz questão de mudar de nome para não enganar os jogadores em pensarem que se trata de um título no mesmo esquema da série original, embora existam muitas similaridades com os títulos originais da série, ainda nos 32 bits.

Temple of Osiris é um action game isométrico e cooperativo, com puzzles e plataformas, que trás um mix de Diablo e shooters, e aproveita pra revisitar os antigos Tomb Raiders ao trazer alguns elementos da franquia original de volta, como a exploração de tumbas e a coleta de artefatos.

História

A trama acontece no Templo de Osíris, onde Lara e outro explorador, Carter, acabam despertando Set, o deus egípcio da Escuridão. Pra evitar a destruição do mundo, Lara e Carter tem que coletar as partes do corpo de Osíris, para que ele possa reencarnar e finalmente lutar contra Set. Com a ajuda das divindades Isis e Horus, Lara deve explorar o templo de Osíris, desvendando mistérios, tumbas, puzzles e enfrentando chefes.

Lara Croft and the Temple of Osiris (15)

O enredo não é exatamente original ou profundo, mas serve de embalo para justificar a ação que é o principal foco do jogo. Ao invés de uma aventura cinematográfica, o game é muito mais focado na objetividade e ação direta.

Jogabilidade

E de um modo geral, esse esquema de cair direto na ação funciona bem, graças aos controles que são bastante precisos. Você se move com o analógico esquerdo, mira com o direito e atira com o R2. Lara conta com um cajado mágico de Osíris que é usado como arma, ou pra ativar plataformas e switches. O arsenal de Lara ainda conta com uma tocha, minas e uma corda de rapel. O jogo apresenta equilíbrio entre as sequências de exploraração, quebra cabeças e lutas contra inimigos ou chefes. O destaque dos puzzles fica por conta das Challenge Tombs, que você encontrará ao longo da jornada. São 5 no total e elas são opcionais, mas os puzzles são bem interessantes e as recompensas de novas armas e itens incentivam o jogador a finalizar esses desafios.

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Jogando sozinho Lara é auto suficiente, podendo utilizar todos os equipamentos sem qualquer restrição. Em modo cooperativo, com um ou mais jogadores no entanto a coisa muda, e Lara deixa de ter acesso ao cajado mágico e outras habilidades, que acabam sendo divididas entre os jogadores, visando forçar a cooperação entre eles. Algo que é válido, visto que sempre existirá uma grande disputa na coleta de diamantes no jogo, que permitem abrir baús extras que darão acesso a itens e armas. Existe uma boa variedade de armas, anéis e amuletos, que adicionam bônus de status para os personagens.

A maior crítica ao modo cooperativo é que o online não funciona tão bem quanto o modo offline, visto que o jogo não permite que outro jogador entre em qualquer momento em sua partida, fazendo você retornar ao último checkpoint quando ele entrar em seu jogo. Além disso, a resolução de alguns puzzles necessita de constante comunicação, então o modo local ainda é o ideal para isso, a menos que você tenha um headset em mãos.

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Gráficos

Apesar de não ser um título do tamanho da série principal e não receber o mesmo investimento no departamento gráfico por isso, Temple of Osiris mostra o poder dos consoles next-gen nos efeitos de iluminação dinâmica, efeitos de água e chefes gigantescos. O modelo de Lara aparentemente recebeu mais capricho que os demais, mas no geral inimigos e cenários são variados e bem trabalhados. E nas diversas situações de muitos inimigos ou elementos destruídos na tela, o jogo não sofre de slowdown, mesmo com 4 jogadores.

Não é o jogo mais bonito da próxima geração, mas é bastante competente no aspecto gráfico e não fica devendo aos fãs da série.

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Finalizando

Lara Croft and the Temple of Osiris oferece diversão descompromissada entre amigos, em meio a tantos jogos “serious business” que tentam compromisso com o jogador atualmente. Ele trás diversos elementos que os jogadores apreciavam nos antigos jogos da série Tomb Raider, indo direto ao assunto e sem se levar tão a sério.

O ponto fraco é que ele é um jogo curto, que não tem um grande valor de replay e apesar de ser um estilo de jogo meio único, a maior parte dos jogadores não vai notar nenhum elemento realmente inovador nele.

Ainda assim, é justamente isso que é o atrativo do título. Um jogo de ação cooperativo dinâmico, que você pode chamar os amigos num final de semana, para detonar no sofá da sua casa.

Átila Graef

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