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vgBR | 17 de julho de 2019

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Análise – Dragon Ball Xenoverse

Análise – Dragon Ball Xenoverse
Daniel Galvani

Review

GRÁFICOS
7
7

DBZ na nova geração!

DBX é um bom jogo que entrega um refresco na história da série. Não é perfeito e não entrega o mesmo "UOU" de Budokai no PS2, mas ainda é o melhor jogo de DBZ dos últimos anos.

“Os únicos que sobrevivem são os fortes, os fracos morrem.”

Essa frase do principe dos sayajins, Vegeta, pode resumir um pouco a nova aventura do universo de Toriyama. Coloque “Chala head chala” na cabeça e vamos falar de Dragon Ball: Xenoverse.

Anunciado ano passado e lançado dia 24 de Fevereiro, Dragon Ball Xenoverse é o mais novo jogo da série Dragon Ball e o primeiro título para os consoles da próxima geração.

História

“Mas eu vou novamente passar pelas mesmas histórias da série como os mesmos 50 jogos anteriores?”

Acalme-se… DBX traz uma grande novidade para os amantes de uma das séries de anime mais bem sucedidas de todos os tempos. Uma “nova” história!

Dessa vez, durante a campanha principal você não mais controla Goku ou algum dos outros guerreiros famosos. A grande novidade em Xenoverse, é que o jogador vai criar um personagem que irá interagir com as histórias da linha do tempo de Dragon Ball.

O jogador pode criar personagens a partir de várias raças do desenho, como Saiyajins, Namekuseijins, Humanos, Majins e Icer (a raça de Freeza). Cada raça possui pontos fortes e fracos, sendo a humana a mais balanceada. E pense bem em qual raça criar, apenas após o final do game será possivél criar um novo personagem.

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Mas como um novo personagem (você) se encaixa no universo de Dragon Ball? Você é simplesmente a resposta a um pedido feito por Trunks à Shenlong, que solicita um forte guerreiro para ajudá-lo (que honra, não?).

Trunks do futuro faz parte de uma equipe comandada pela Senhora Kaio do tempo. encarregada de manter a ordem da história nos eixos, Trunks percebe que a história está sendo muito alterada e precisa de ajuda para corrigi-lá (dai o pedido) e você é o escolhido.

As alterações na história são basicamente alterações nos eventos de Dragon Ball. Seu personagem vai entrar na história para deixá-la como antes, e ainda terá que sobrar um tempo para descobrir quem está por trás disso e porque.

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O mais interessante nesse enredo de falhas da linha do tempo, é que pela primeira vez, um jogo de Dragon Ball trás uma história inovadora, mas ainda fiel a do anime, apresentando com variações bem interessantes ao melhor estilo “o que aconteceria se”, como Raditz conseguindo desviar do Makankousapou de Piccolo e Goku morrendo sozinho, ou Vegeta e Nappa se transformando em macacões, além de várias outras situações bem humoradas, como Ginyu trocando de corpo com o seu personagem, ao invés de trocar com Goku.

Após ser chamado por Trunks para a cidade futurista de Toki-Toki City, você irá encontrar-se se com outros jogadores num mundo online e encarar missões de viagens no tempo para corrigir as falhas da linha do tempo do anime.

Pronto, temos novidades então. E são muito bem vindas. Mas na opinião deste que voz fala, poderiam ter ousado mais. Eu adoraria ver alguma confusão causada por inimigos no casamento de Goku por exemplo. Seria algo REALMENTE novo e um fan service ainda maior.

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Gameplay

A jogabilidade é num mundo aberto 3D, característica da série. As batalhas acontecem em espaços muito grandes e os jogadores podem estar lutando em uma plataforma, no ar ou até debaixo d’água. De forma sucinta, trata-se de um jogo de luta em 3D, com pegadas de Naruto, e com pequenos toques de MMORPG.

Não, não é um MMO. Porém DBX tem muitas características semelhantes como um Lobby (planeta da senhora Kaio) onde o jogador pode ver outras pessoas online, reunir-se para missões extras com coop, um contra mano a mano ou por time, comprar itens, roupas (dos personagens), acessórios ou misturar elementos para conseguir itens.

Além disso, o planeta é o hub onde você pode acessar suas estatísticas, missões principais e missões extras offline.

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As lutas em si tem comandos simples, nada de hadoukens ou sonic boons. Três botões de face definem o ataque: Fraco, Forte, Ki e um 4º botão é usado para esquiva e teletransporte.

Além desses, temos um botão de ombro para defesa ou agarrão e outro para travar a mira no adversário. Nos gatilhos ficam o voo rápido e os modificadores de ataque, com um pressionado (mais um botão de face) pode-se soltar um ataque especial (como o kamehameha), uma defesa ou esquiva especial e carregar o KI. Pressionando os dois gatilhos altera para ataque ou esquiva máximos.

Falando parece mais complicado do que realmente é. Após algumas jogadas você já estará acostumado o suficiente para fazer quase tudo e com um pouco de treino, os combates serão muito naturais. Isso permite uma combinação de ataques corpo-a-corpo com ataques KI bem velozes, que podem gerar ótimos combos, de maneira bem fluida e gostosa de jogar.

[tube]https://www.youtube.com/watch?v=hF5ZNUQu7ZM[/tube]

Mas nem tudo são flores. Volta e meia o controle não executa a ação esperada, como se houvesse um pequeno delay ao apertar um gatilho e um botão de face, as vezes você acaba dando golpes a esmo por ficar meio perdido entre movimentações rápidas e teletransporte.

Você ganha novas técnicas fazendo missões, missões extras ou escolhendo um mestre para te treinar, como Kuririn ou Piccolo (entre outros). Isso talvez seja uma das coisas mais legais do jogo, principalmente para os fãs da série, além de raça e aparência, você customiza os poderes do seu personagem como quiser. Coloque o kamehameha junto com a explosão de ki de Piccolo. Ativar Super Saiajin com kaioken 3x? Sem problemas!

Porém não pense que por isso você terá vida fácil. Duro é o caminho do Sayajin. As primeiras missões são bem tranquilas, mas logo você começará a querer dar um kienzan na TV com o controle do seu videogame. O jogo apresenta algumas missões difíceis (e algumas chatas). Então fazer missões extras para ganhar KI XP é essencial.

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Outra coisa que você vai se acostumar a fazer é comprar itens de cura! Muitas missões não são apenas luta contra um personagem, mas contra vários, as vezes ao mesmo tempo, as vezes um por vez… mas sempre com a mesma barra de vida. Então jovem, comece a carregar baldes de leite morro a cima desde cedo.

Som

Nada muito especial nem muito decepcionante. Musicas competentes (muitas variações e próprias do anime) e efeitos sonoros também apenas igual ao anime. Nada de inovador porém nada que desagrade.

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Gráficos

São muito competentes nos sistemas da geração atual. Finalmente um game de Dragon Ball recebe um tratamento no quesito gráfico que o aproxime um pouco de um dos games de Naruto. Cel shading como deveria ser, para parecer o anime, efeitos bacanas nos golpes e a arte dos planetas/arenas é muito bem feita.

[tube]https://www.youtube.com/watch?v=VjRDgaCx6Ms[/tube]

Existem alguns problemas chatos que nos sistemas atuais ficam estranhos como arenas delimitadas por paredes invisíveis, areas enormes inacessíveis, luta na água não é muito convincente, entre outras pequenas coisas que não comprometem a jogabilidade, mas talvez um pouco a imersão no mundo.

A falta de vida em alguns cenários também pode incomodar. Não se veem os dinossauros da série em canto algum, a cidade não possui qualquer tipo de cidadão, carros e etc… tudo muito estático. E mesmo a parte destrutível dos cenários soa muito falso (até para uma animação).

Na gen atual seria esperado que pelo menos golpes potentes, como um kamehameha deixasse uma marca permanente de grama queimada. Detalhes como eu disse.

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Finalmente

Em resumo, DBX é um bom jogo. Divertido, bom para quem não é fã da série, ótimo para quem é. Traz um refresco no modo história e controles rápidos. Não é perfeito e não entrega o mesmo “UOU” de Budokai no PS2, mas também não faz feio. É o melhor jogo de DBZ dos últimos anos.

Daniel Galvani

Daniel Galvani

Daniel Galvani é apaixonado por games desde a mais tenra idade. Começou neste hobby em 1983 com um Atari 2600 Polyvox e segue firme até hoje. PC Gamer, amante de jogos de tiro, estratégia e action RPG, retrogamer, estuda a história dos jogos eletrônicos com afinco.