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vgBR | 18 de agosto de 2019

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Um Comentário

Análise – Starcraft II: Legacy of the Void

Análise – Starcraft II: Legacy of the Void
Cleber Avelar

Review

RTS da velha guarda

Legacy of the Void é um jogo sólido, com uma campanha de 20 horas e multiplayer praticamente infinito. Se você é fã de RTS, tem a "obrigação" de jogar esse título.

Foram 6 longos anos de muita luta, mas finalmente chegamos ao fim da jornada, com o lançamento de Starcraft II: Legacy of the Void encerramos a trilogia de um dos mais longos RTS.

Lançado em 2010 Starcraft II teve sua campanha dividida em 3 episódios, um para cada uma das raças (Terran, Zergs e Protoss). Wings of Liberty, o primeiro da saga, narrou a campanha dos humanos. Hearth of the Swarm continuou a história com a campanha dos ZergsLegacy of the Void, a última e “derradeira” (será mesmo Blizzard?) campanha. Aqui nós vemos Artanis, líder dos Protoss, lidar contra a maior ameaça que o universo já enfrentou. Um inimigo antigo, que coloca todas as formas de vida a beira da extinção.

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O jogo é dividido em 2 modos distintos: Campanha e Multiplayer. Boa parte das features da campanha não estão disponíveis no modo multiplayer (esse ultimo fez Starcraft se tornar um dos primeiros e mais bem sucedidos e-sports do mundo) sendo assim vamos analisar o jogo em duas etapas.

CAMPANHA

Como já dito anteriormente, esse é o capitulo final. Sem spoilers, alguma coisas realmente interessantes acontecem durante a campanha, amarrando a história de maneira inteligente. O destino de todos os principais personagens é definido e você irá ver alguns rostos familiares novamente.

Para trazer a base de jogadores de volta, o jogo possui um prólogo que pode ser jogado por todos os proprietários de Starcraft II. No prólogo você joga com Zeratul, o heróico Dark Templar, que descobre a força por trás da criação dos híbridos, uma mistura sinistra entre Protoss e Zergs.

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Após descobrir que Amon tem como único objetivo destruir toda a vida como nós a conhecemos, Zeratul também recebe uma mensagem de um antigo aliado, Tassadar. Dado como morto, Tassadar envia uma mensagem de algum lugar dizendo que a salvação do universo esta na Keystone, um antigo artefato Xel´naga (a antiga raça que supostamente criou tudo no universo).

Legacy of the Void começa com Zeratul entrando em contato com Artanis (lider da raça protoss e antigo aliado de Zeratul) pedindo sua ajuda para deter Amon, no exato momento em que Artanis está preste a retomar Aiur, o planeta natal dos Protoss. Contrariando os avisos de Zeratul, Artanis decide atacar o planeta, que foi tomado pelos zergs. Após um grande combate, tudo dá errado, os Protoss são corrompidos por Amon, e Artanis se vê forçado a desistir de retomar seu lar, após perder vários de seus aliados no processo.

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Durante as próximas 19 missões muitas coisas acontecem e dentre elas o surgimento de um personagem único na campanha. A Spear of Aiur, é a nave mãe Protoss e ela se torna uma parte importante do gameplay, garantindo habilidades únicas ao seu exército, como fazer com que você consiga desenvolver qualquer coisa com 20x da velocidade normal durante 20 segundos, um ataque orbital, congelar inimigos e outras habilidades. Claro que tudo isso vem com um preço: Solaris, um recurso especial que você obtém ao concluir os objetivos secundários.

Por falar em objetivos secundários, esse é tanto um ponto positivo quanto negativo do jogo. A dificuldade é um pouco desequilibrada e certas missões são bastante fáceis enquanto outras são extremamente difíceis (mesmo que você coloque o jogo na dificuldade normal).

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Visualmente Legacy of the Void é agradável (estamos falando de um jogo com uma engine de 6 anos de idade) e lembra bastante os outros dois jogos da série. O grande destaque aqui é a arte e design da tecnologia protoss. Tudo é bem mais bonito que nos capítulos anteriores. O jogo é leve para os padrões atuais, e a grande maioria das pessoas mesmo com um pc mid-range deve ser capaz de jogar com tudo no ultra a 60fps.

Multiplayer

Aqui é onde a Blizzard separa os homens dos meninos. Starcraft II é um jogo difícil, com uma curva de aprendizado alta, e que requer bastante dedicação daqueles que quiserem se aventurar nesse modo. Ordem de construção das unidades, micro e macro management são exigidos do jogador, mas por sorte existe um tutorial que ajuda aos iniciantes a aprender o básico do jogo.

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As partidas rankeadas são bastante disputadas, sendo assim a Blizzard decidiu fazer algumas alterações (que não agradaram muito a comunidade). A primeira delas foi a redução de resource spots nos mapas (fazendo com que haja mais early agression), mais workers para coletar recursos (as bases começavam com 6 antes, agora começam com 12) e a adição de mais duas novas unidades para cada classes.

É quase um consenso entre os jogadores que essas mudanças não foram muito positivas, mas como sabemos, é muito cedo ainda para afirmar o quanto isso vai mudar o metagame, e a Blizzard sempre escuta o feedback dos jogadores, então o jeito é esperar e ver como as coisas vão se desenrolar nas próximas semanas.

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Se você não quer algo tão hardcore assim existem outras opções: partidas casuais usando as mesma regras das partidas rankeadas e os jogos Arcade, que consistem em mapas criados pela comunidade, com diversos modos de jogo com situações totalmente diferentes como tower defense maps, corridas, entre outros.

E ainda existem as missões coop, onde 2 jogadores podem escolher entre vários heróis de cada raça, cada um com unidades e habilidades especificas, e jogar mapas da campanha com missões especificas.

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Legacy of the Void é um jogo sólido, com uma campanha relativamente longa (umas 20 horas de jogo dependo da dificuldade) um multiplayer praticamente infinito e embora use uma engine “datada” é um jogo bonito e agradável, e se você é fã de RTS, tem a “obrigação” de jogar essa belezinha.

Prós

+ A campanha é longa
+ As missões co-op
+ Visualmente agradavel
+ Multiplayer

Contras

– A engine já está um pouco datada
– Alguns pequenos bugs (um em particular faz o pc reiniciar, mas deve ser corrigido em breve por um update)

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Cleber Avelar

Oldgamer, jogou pong com jesus, famoso também pelo seu selo de qualidade OMFG e pelo bordãos e for old é velho.