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Analise – One Piece: Burning Blood

7
Bom para os fãs
Com um Story mode quase inexistente, a salvação fica por conta dos modos extras, que irão render mais tempo de diversão aos fãs da franquia.

Anunciado pela Bandai Namco em Setembro de 2015, na conferência de imprensa da Sony Computer Entertainment JapanOne Piece: Burning Blood é o 1º fighting game com o selo One Piece, envolvendo Luffy e seus amigos para consoles de mesa.

É também, a 1º vez da franquia em consoles da Microsoft. Vamos detalhar pontos positivos e negativos do game e comentar sobre porque achamos que a Bandai Namco não deveria utilizar mais os serviços da Spike Chunsoft para versões fighting game de seus animes mais famosos.

Story Mode: Marineford e nada mais?

One Piece: Burning Blood  oferece um story mode que gira em torno da saga de Marineford, precisamente na parte em que Luffy tenta salvar Portgas D. Ace de uma execução pelos Marines. E fica por aí.

Sim, todo o story mode do game tem seu foco nesta pequena parte de uma saga, apresentada sob o ponto de vista de 4 personagens diferentes.

Para prolongar a experiência com o game, é oferecido também modos extras, que na verdade, são mais divertidos (e menos estressantes) que o Story.

Batalha de Bandeiras Piratas

  • Aqui o jogador monta sua trupe, escolhendo personagens principais, de auxilio e filiação ao determinado clã pirata, com o objetivo de conquistar novos territórios através de lutas 1×1 ou 3×3.

Online

  • O tradicional modo de disputa online, com opções de batalhas 1×1 até 3×3.

Versus

  • Outro mode que pode render muito mais que o Story Mode, colocando grandes desafios aos jogadores e os recompensando com valores especiais.

Apenas nestes modos que o jogador poderá conhecer stages fora da congelante Saga Marineford.

São eles:

  • Dressrosa (Acacia Port Town)
  • Dressrosa (Corrida Colosseum)
  • Alabasta (Alubarna Palace)
  • Skypiea (Shandora Ruins)
  • Drum Kingdom
  • Thousand Sunny
  • Marineford (Marineford Bay)
  • Marineford (Oris Plaza)
  • Fishman Island
  • Banaro Island

Gráfico

A engine gráfica utilizada aqui parece ser alguma evolução daquela utilizada em J-Stars Victory Vs+, com um pouco mais de vida (efeitos de rabisco / lápis interessantes) mas longe da qualidade e precisão apresentadas em Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4.

Uma mudança simples no estilo gráfico poderia ter colocado mais vida aos personagens e nos efeitos dos golpes nas batalhas.

Jogabilidade: O padrão Spike Chunsoft

O controle de One Piece: Burning Blood lembra (e muito) o layout utilizado pela própria Spike Chunsoft nos games da saga Tenkaichi de Dragon Ball Z, apresentando uma luta um pouco travada e sem muitas opções na hora da criação de combos.

Um ponto irritante no sistema de batalha é a janela de tempo aonde o adversário fica invencível. Mesmo não sendo uma obra de arte dos fighting games, isto quebra todo o ritmo da luta e ficando bem longe de outros baseados em anime, como as franquias Naruto Shippuden ou Dragon Ball Xenoverse (desenvolvidos pela CyberConnect2 e Dimps, respectivamente).

Se o jogador gostou do que foi apresentado em J-Stars Victory Vs+, não encontrará problemas aqui.

one piece burning blood (5)

Trilha Sonora

A trilha sonora de One Piece: Burning Blood apresenta algumas das faixas criadas para o anime, com modificações suaves mas sem embalar tanto como as criadas para One Piece: Pirate Warriors 3.

É estranho que são raros os título baseado em anime, que utilizam a trilha original do mesmo, sem qualquer tipo de modificação (isto possivelmente acontece graças aos direitos autorais das mesmas com produtores, músicos e estúdios de gravação).

Na parte da dublagem dos personagens, temos apenas as vozes originais. Não há riscos de se assustar com vozes sem nenhuma conexão com o estilo dos Straw Hats.

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Finalizando

One Piece: Burning Blood é uma experiência que será degustada por completo por fãs do mangá ou anime. Com um Story mode raso e quase inexistente, a salvação fica por conta dos modos extras, que irão render muito mais tempo de utilização e diversão aos fãs da franquia.

Esperamos que a Bandai Namco dispense os serviços da Spike Chunsoft e pense na utilização de outras desenvolvedoras competentes na área de games baseados em anime, como a CyberConnect2, Dimps ou Arc System Works.

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