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Análise – Jojo’s Bizarre Adventure: Eyes of the Heaven

7.5
FABULOSO
Gráficos fiéis ao manga, cenários abertos e 30 personagens bem distintos fazem de Eyes of the Heaven um jogo divertido para os fãs da série.

Jojo’s Bizarre Adventure: Eyes of the Heaven, distribuído pela Bandai Namco e desenvolvido pela CyberConnect 2. Não a toa é um jogo de luta muito parecido com Naruto Ultimate Ninja Storm, também desenvolvido pela mesma empresa.

Grandes jogos como .Hack//GU vol.1, 2 e 3, Asura’s Wrath e todos da série de luta Naruto por exemplo foram desenvolvidos por esta equipe.

Jojo’s Bizarre Adventure é um jogo baseado num Manga/Anime de ação muito popular por algumas peculiaridades muito especiais, como o traço mais grosso em seus heróis carrancudos e musculosos descendo a porrada ou as poses dramáticas antes dos personagens desferirem os seus ataques. Tudo muito “fabuloso”.

Hirohiko Araki, o criador dos mangás é muito respeitado entre os mais famosos mangakás do Japão e fãs de seu trabalho vão ficar muito satisfeitos com esse novo título diante da execução artística e da fidelidade ao trabalho do desenhista.

Gameplay

Como havia mencionado anteriormente, o jogo se parece muito com os da série Naruto, colocando os jogadores em arenas grandes dando a liberdade e espaço para poder correr e pular pelo cenário, ou aproveitar do mesmo para jogar objetos em seus inimigos.

As batalhas funcionam de 2 vs 2, como um tag battle, usando o personagem secundário para contra-atacar ou combinar seus ataques para causar maiores danos, chamados de Dual Combos e Dual Heat Attacks, que são usados ao acumular barrinhas de especial.

Eyes of Heaven é um daqueles títulos em que você aprende a lutar rapidamente, mas demora muito para ter um domínio nos campos de batalha, o que é um ponto muito positivo. As batalhas são sempre longas e desafiadoras, podendo inclusive ser jogado online através da PSN.

O modo história é longo, o que é um prato cheio para os fãs da série. Confesso que fiquei confuso com algumas nomenclaturas e acontecimentos da série anterior, mas nada que estragasse a experiência no final das contas. Claro que ser fã da série vai ajudar e quem não conhecer muito, vai ficar boiando no geral.

Gráficos

Em se tratando de Jojo, podemos esperar exageros. É o que recebemos ao ligar o jogo pela primeira vez com um layout extremamente caricato, exagerado e colorido e o narrador comentando todos os menus ao navegar por ele no melhor estilo oriental.

É comum que o layout de “hud” na tela e dos menus em si dos jogos produzidos pela CyberConnect 2 sejam cheios de vida. Empolga muito soltar os especiais e ver todo aqueles FX na tela explodindo para tudo que é lado, ainda mais num jogo de luta onde o impacto tem que ser intenso.

Nos gráficos o novo Jojo não é lindo ou maravilhoso, mas é competente. Ele entrega o que ele se propõe: um jogo baseado em anime com estilo gráfico em cell shading, baseado na série. Lembrando que o game também foi lançado para o PS3 no Japão, então é notável que a parte gráfica tenha sido afetada por causa do hardware da geração passada.

No entanto as animações são o ponto forte aqui e você pode jogar com mais de 30 personagens bem diferentes um dos outros.

Os estágios são grandes, bem coloridos e bonitos e artisticamente ele é muito agradável aos olhos. Além disso o título roda a 60 FPS sólidos, o que só acrescenta na experiência visual.

Som e dublagem

A dublagem é um ponto especial sem dúvidas. Eu acredito que dificilmente vou ver um trabalho tão bem feito num jogo de luta nesse aspecto.

Atuação, emoção, empenho e amor pode ser visto em cada uma dessas pessoas que trabalharam neste projeto. A trilha sonora também não fica para trás. O trabalho de Chikayo Fukuda é primoroso.

Ele foi responsável pela maioria dos jogos da CyberConnect 2 e trabalhou em títulos como Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4, Asura’s Wrath, .hack//G.U. Vol 1, 2, 3, .Hack//Infection, entre outros.

jojos bizarre adventure eyes of heaven (58)

Considerações Finais

Jojo’s Bizarre Adventure: Eyes of the Heaven é um jogo para fãs da série. Eu particularmente adorei mas reconheço que é um jogo de luta “diferentão” e que está em praticamente dentro de um outro gênero, muito distinto de Street Fighter ou The King of Fighters. Porém, tem certas coisas que não são possíveis de serem reproduzidas num jogo que não tem esses moldes, principalmente para story-telling e tudo mais.

Jojo’s é mais brawler do que fighting game e você vai ficar minutos numa luta, vai se descabelar para vencer um ou outro adversário, mas a vitória sempre é doce no final das contas.

Se você é fã da série ou gosta de jogos como Naruto, Power Stone ou Smash Bros, provavelmente vai curtir a maluquice que é esse Jojo’s.

Fábio Kraft
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