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vgBR | 22 de agosto de 2019

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Um Comentário

Análise – World of Warcraft: Legion

Análise – World of Warcraft: Legion
Cleber Avelar

Review

Selo de qualidade Blizzard

Legion expande a história e oferece muito conteúdo novo (alguns ainda não acessíveis no entanto). É uma das melhores expansões recentes de WoW e um ótimo motivo pra voltar ao jogo.

Como fazer para que um jogo fique relevante por mais de 10 anos? Aparentemente a Blizzard sabe a resposta, que é até bem simples: ouvir o que a sua comunidade quer e arrumar o que a comunidade não gosta.

Legion é a nova expansão e World of Warcraft, é a prova de como atender as demandas da comunidade faz com que um jogo continue sendo relevante mesmo depois de tanto tempo.

Nessa nova expansão somos levados a um novo continente, as Ilhas Partidas, onde o mago Gul’Dan faz uma aliança com a Burning Legion e pretende destruir toda a vida em Azeroth. A expansão começa com a invasão da fortaleza da legião com as forças combinadas tanto da aliança quanto da horda para enfrentar esse inimigo em comum.

É importante ressaltar que logo de cara a Blizzard, faz algo que era impensado por muitos. Ela remove vários personagens icônicos na franquia, de ambos os lados. Personagens que estão a mais de uma década fazendo parte da história.

Mas essas mudanças são necessárias para fazer a história do jogo andar, além de servir como pretexto para uma das novas adições ao jogo.

Em Legion não existe mais drop de armas. Ao invés disso cada classe tem uma arma artefato. Essas armas são as grandes armas de personagens icônicos da franquia, e podem ser melhoradas através de recursos ganhos durante o jogo. Cada arma também pode ser aperfeiçoada com runas que garantem propriedades únicas a cada uma delas.

Cada classe possui 3 armas dessas, uma para cada especialização. Além disso não existem mais equipamentos específicos para PvP e PvE.

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Temos também como já é de praxe a inclusão de uma nova classe e uma nova raça nessa expansão. Os Demon Hunter são uma classe meele que pode ser usada tanto como tank quanto como dps, com mecânicas únicas ao universo de World of Warcraft, como double jumps e dash, e os Ilidaris, uma raça de elfos caídos, liderados por uma figura icônica Illidan Stormrage.

Outra grande mudança no jogo foi o sistema de progressão no mapa. Agora existem 6 regiões novas, e todas as regiões tem níveis de dificuldade dinâmicos. Isso quer dizer que os inimigos de uma região se adaptam ao nível do jogador que a explora. Com exceção a Suramar (essa é a única região que só pode ser explorada após a chegada ao lvl máximo 110 e após cumprir uma quest especifica)

Além dessa mudança de nível dinâmico foi introduzido um modo de capítulos em cada uma dessas regiões, que consistem em uma série de missões que fazem a história seguir adiante. Quando todos os capítulos de uma região são concluídos você é levado a escolher uma nova região.

A escolha das regiões é feita em sua guarnição, uma característica introduzida na expansão passada, mas que embora tenha tido conceitos interessantes, foi criticada pela comunidade, já que você tinha de cuidar de seu “quartel” diariamente, dar ordens a suas unidades, desenvolver tecnologias e outras coisas. Isso foi resolvido e diminuiu-se drasticamente o número de coisas a serem feitas. Além disso introduziu-se um companion app, que permite que você de ordens ao seus soldados remotamente, sem precisar entrar no jogo.

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Existe agora um sistema de progressão baseado em reputação. Isso é visto ao se chegar na região de Suramar. As quests que fazem a história andar só são liberadas caso você tenha uma determinada quantidade de reputação, e de todas as facções que você ajuda, a dos Nightfallen é a que menos rende reputação, ou seja o grind por reputação é enorme. Mas como você ganha reputação se não existem quest a serem feitas?

Foi introduzido nessa expansão o sistema de missões mundiais (disponíveis apenas após o lvl 110 e depois de se cumprir alguns requisitos). Essas missões variam pelo mapa e se expiram com o tempo. Existem missões especificas para cada uma das regiões que recompensam o jogador com itens diversos, armas, ouro, recursos para sua guarnição e reputação.

As missões variam entre matar x inimigos, matar um world boss, concluir uma dungeon determinada e por aí vai. A única missão mundial diferente, sãos as de Kirin Tor (uma das facções que você deve ganhar reputação). Elas são interessantes, e consistem em você ir até um determinado local do mapa, e resolver alguns puzzles, alguns simples outros nem tanto, mas são mais divertidas do que as outras.

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Uma boa parte do conteúdo do jogo ainda não foi lançado (a primeira grande RAID do jogo, Emerald Nightmare, foi aberta na última terça dia 20/09 ) e outras estão planejadas para serem lançadas durante os próximos meses, então ainda vai demorar um bocado para o jogo ficar “completo”

Mas não se engane Legion é uma das melhores expansões recentes de World of Warcraft e arrisco a dizer que ela é quase tão boa quanto a Burning Legion que foi a primeira expansão do jogo e é uma das mais queridas dos fãs. Se você joga World of Warcraft, é compra obrigatória. Se já jogou, Legion pode ser um belo incentivo para retornar ao maior MMORPG de todos os tempos.

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Prós

  • Renova a franquia com mudanças em algumas mecânicas
  • Faz a trama andar para frente após um longo período de estagnação
  • Algumas pequenas melhorias gráficas fazem com que o jogo seja visualmente agradável mesmo nos dias de hoje.
  • A trilha sonora
  • Algumas dungeons são bastante inspiradas

Contras

  • O excesso de grind por reputação e recursos
  • Boa parte das raids ainda não estarem disponíveis e/ou trancadas atrás de requisitos de reputação.
  • Há desbalanceamento entre algumas classes
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Cleber Avelar

Oldgamer, jogou pong com jesus, famoso também pelo seu selo de qualidade OMFG e pelo bordãos e for old é velho.