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vgBR | 17 de setembro de 2019

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4 Comentários

Análise – World of Final Fantasy

Análise – World of Final Fantasy

Review

Retorno do RPG de turno

World of Final Fantasy é divertido e viciante. Para os fãs não tem como recomendar mais e para aqueles que nunca jogaram um RPG de turno vale a aventura.

World of Final Fantasy é um RPG clássico de combates em turno para PS4 e PSVita que foi desenvolvido para introduzir novos jogadores ao universo da série. No entanto os veteranos é que vão curtir mesmo esse jogo pois ele é um passeio por toda a história da antiga série de RPG, despertando aquele sentimento nostálgico.

História

Os irmãos, Reynn e Lann são surpreendidos no café que trabalham por uma mulher chamada Enna Kros (que se auto-entitula Deus). Ela começa a falar sobre um mundo chamado Grymoire onde o caos se instalou e precisa de ajuda deles para poder restaurar a ordem.

Os irmãos se perguntam o que eles tem a ver com isso tudo. Kros questiona-os sobre sua origem e família, num momento de silêncio ambos se dão conta que até hoje as lembranças do passado são extremamente vagas e Kros sugere que eles sigam para Grymoire onde irão achar a resposta para todos esses mistérios que os rondam.

Gráficos

World of Final Fantasy apresenta um visual fantástico que muito lembra as animações em CGs da série Kingdom Hearts mas tudo em tempo real com cores e efeitos excelentes.

Os produtores tiveram muito cuidado ao recriar localidades dos jogos da série Final Fantasy atendendo ao estilo artístico das obras e ainda mantendo a essência do que vimos no passado. Manter uma consistência deve ter sido foco do trabalho dos artistas.

O jogo flui a 30 frames por segundo sem quedas e a única reclamação quanto a performance ficaria durante os momentos que o jogador resolve acelerar as batalhas (segurando o botão R1). Nessas horas é normal dar umas “engasgadas” mas nada que atrapalha a jogatina.

Uma coisa que não dá para deixar de mencionar é a qualidade das animações, tanto nas batalhas quanto nas cutscenes. Como o jogo tem um aspecto mais cartoon as expressões e gestos são meio exagerados mas isso dá um charme único. É muito engraçado ver Lann e Tama discutindo e passa uma sensação de assistir uma animação da Pixar de tantos detalhes. Nas batalhas é bem bacana também e como esperado da Square-Enix as magias e ataques especiais são um show à parte. Espere até liberar as invocações que são um deleite para os olhos e um festival de fan-service até dizer chega.

Som

Muito saudosismo é visto na obra musical de World of Final Fantasy. Masashi Hamauzu é o encarregado da vez e nessa trilha sonora vemos diversos remixes de músicas dos antigos jogos da série, algumas ficaram excelentes (To Zanarkand de Final Fantasy X, fantástica) e outras nem tanto (boa parte dos remixes da trilha de Final Fantasy VIII, infelizmente). Porém a obra é consistente e vai agradar os fãs mais exigentes.

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A pergunta que fica: existem faixas originais? A resposta é sim, e muitas.

Quem jogou Final Fantasy XIII de cara vai perceber as semelhanças. Hamauzu entrega aqui belíssimas músicas como a de Nine Wood Hills e Icicle Ridge mas é uma pena que o acompanhamento musical das batalhas seja tão fraquinho, ainda mais quando sabemos que é o mesmo compositor de faixas como Saber’s Edge e Blinded by Light.

Fugindo um pouco das músicas e indo para a dublagem, aqui vemos um trabalho bem bacana e grande parte dos dubladores dos jogos originais retornam (sendo grande parte já conhecido para quem jogou Dissidia: Final Fantasy). As vozes em inglês ficaram boas só que aqueles que tem um pouco menos de tolerância para coisas fofas, vão querer imediatamente colocar as vozes no mudo. Assim que Tama começar a falar, é bem irritante.

Efeitos sonoros são básicos e não tem destaque algum. Provável que tenha sido reciclado de alguns jogos anteriores mas não diria que cabe uma crítica nesse ponto sendo que a série sempre manteve uma qualidade em SFX desde Final Fantasy X.

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Gameplay

Saudades de quando Final Fantasy era um RPG de turno? Pois saiba que aqui você encontrará o sistema mais clássico já visto na série em anos! World of Final Fantasy possui o tradicional ATB onde o jogador poderá escolher entre Wait e Active, sendo o primeiro o modo com mais liberdade para pensar visto que as ações são travadas até que o jogador possa escolher a ação mais adequada para o momento.

Active é como o nome mesmo diz, nada para e os reflexos precisam estar afiados. Não que o jogo tenha um desafio muito elevado já que ele é mais voltado para o público jovem, mas existem sim inimigos opcionais que vão deixar muito veterano de cabelos em pé.

Não dá para continuar falando do sistema de combate sem introduzir os Mirages. Eles são os “Pokemons” que habitam Grymoire onde Reynn e Lann precisam captura-los (ou “prismitifica-los” indo de acordo com as terminologias do jogo) para serem seus aliados em combate e fora deles.

Alguns Mirages podem servir como funções específicas nas dungeons como invocar um Black Nakk para tacar fogo num arbusto revelando uma passagem secreta ou um item especial. Existem muitos segredos como esse.

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Algo que pode gerar uma estranheza em alguns é que no mundo de Grymoire as pessoas são pequeninhas (os Lilikins) e nossos protagonistas vem de um universo onde as pessoas tem proporções normais (Jiant, como os residentes de Grymoire mencionam nossos heróis). Mas eles podem alternar de tamanho a qualquer momento graças ao poder de Enna Kros!

Muitos vão se perguntar qual utilidade dessa transformação e ai que entra a mecânica mais original do sistema de batalha que é o Stack onde você pode combinar os Mirages para aumentar os atributos e fazer uma super equipe. Parece bem estranho de começo mas com o tempo fará bastante sentido. Em pouco tempo você terá um mini Lann em cima de um Behemot feroz (que é fofo mesmo assim) dando trabalho para os inimigos, ou mesmo uma Reynn com 2 Chocobos em sua cabeça! As possibilidades são infinitas e o mais legal é que se você tiver 2 Mirages com ataque de fogo como Fire, vai liberar o uso de Fira e assim sucessivamente, obrigando o jogador a querer explorar mais os atributos únicos de cada monstro.

Fora das batalhas temos dungeons no estilo clássico com puzzles simples como dar um item para um Golem comilão ou mesmo aqueles mais trabalhosos como deslizar no gelo para procurar a saída sem poder mudar de direção.

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Aqui temos várias cidades também e uma mais linda que a outra apesar de que infelizmente não tem como entrar em grande parte das casas. Mas só de podermos visitar algumas cidades com esses gráficos já vale toda a viagem.

É um jogo extremamente divertido e viciante e nem as batalhas aleatórias conseguem estragar o ritmo.

Veredito

Para os fãs não tem como recomendar mais e para aqueles que nunca jogaram um RPG de turno ou mesmo um Final Fantasy antes, digo para dar uma chance pois é uma aventura muito gostosa e relaxante como pouco vemos no mercado hoje em dia!

Prós

  • Visual maravilhoso
  • Sistema de combate clássico e funcional
  • Som de alta qualidade

Cons

  • História simples e confusa para quem não jogou todos os jogos da série
  • Personagens andam devagar sem a habilidade Joyride
  • Loadings consideráveis
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.