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vgBR | 23 de agosto de 2019

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Um Comentário

Dead Rising 4 – Análise

Dead Rising 4 – Análise

Review

O Dead Rising mais divertido da série

Apesar de alguns bugs, Dead Rising 4 corrige vários aspectos que irritavam os jogadores desde sua criação em 2006. É o melhor game da série e os fãs da fanfarronice de Frank West vão se divertir com o novo capítulo.

10 anos após o lançamento do título (que era um teste para criação de Mega Man Legends 3) que criou a franquia no Xbox 360, Dead Rising 4 chega ao Xbox One e Windows 10.

Anunciado na E3 2016, a nova produção da Capcom Vancouver vem com o retorno do fanfarrão e boca suja Frank West à cidade de Willamette, local aonde ocorreu o 1º surto de zombies, 16 anos antes dos eventos de Dead Rising 4. Frank vem sofrendo pesadelos com o local, quando recebe um telefonema de Vick Chu, sua aluna em um curso de fotografia.

Vick mente sobre uma partida noturna de minigolf e acaba atraindo Frank para embarcar em uma nova jornada de mistérios, investigações e fanfarronices.

Mudanças

Dead Rising 4 é uma grande mudança dentro da franquia. Segundo a equipe desenvolvimento, isto foi necessário para que houvesse um Dead Rising 5 ou 6 no futuro. A mudança está bem ao estilo do que Resident Evil 4 foi para a toda franquia Resident Evil.

O limite de tempo para finalizar o game, principal ponto de críticas, foi embora. Você tem todo o tempo do mundo para realizar uma ampla busca pelos locais, mas sofrerá uma análise para determinar seu ranking ao final de cada “Caso”.

Agora Frank tem objetivos dentro dos casos, como fotografar corpos, paredes, teclados e outros objetos, sempre procurando respostas para destravar portas, senhas, computadores e atingir os 100%.

A câmera fotográfica de Frank West sofreu upgrades, com adição de filtros para visão noturna e análise de espectros (é com está que você encontra senhas e afins…). O recurso de fotos foi inserido de uma forma incrivelmente válida na estrutura de Dead Rising 4 principalmente se compararmos ao sistema criado para o Dead Rising original de 10 anos atrás.

A jogabilidade também mudou…e para melhor.

Agora, Frank pode correr ou utilizar o recurso “Evade” com o botão RB, sem a necessidade da sorte do Lv. Up presentear o jogador com 1 ponto de Speed. Outra modificação fica por conta da ampliação nos botões de ataque (agora 2).

O recurso de slots foi outro aspecto que sofreu modificações. Agora, temos 4 slots iniciais (+ 4 que você pode destravar com a evolução de Frank) para armas de corpo a corpo, de arremesso e de longo alcance, totalizando 24 no total.

A recuperação de energia tem 2 slots iniciais, completamente separados daqueles utilizados para armas.

Quer mais uma mudança positiva em Dead Rising 4?

Os reféns agora conseguem encontrar sozinhos o caminho para as zonas de segurança e não necessitam mais da escolta de Frank. O desafio da “escolta” acaba, mas a fluidez do game aumenta consideravelmente sem a perca deste tempo.

Multiplayer? Sim, mas não na campanha

Um ponto que pode decepcionar os jogadores é a exclusão do modo coop online na campanha. Agora, tal opção é oferecida fora do story mode e atua como um evento paralelo aos acontecimentos da aventura de Frank West.

Você e + 3 sobreviventes precisam sobreviver a qualquer custo ao ataque zombie no Shopping de Willamette. Estes sobreviventes aparecem no story mode, mas aqui você vai aprender um pouco mais sobre o passado de cada um deles.

É uma maneira diferente de jogar cooperativo, mas sentimos falta da progressão da história com um amigo, introduzida em Dead Rising 3.

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Velha engine. Novas cores!

exosuiticepowerup_render_nobgDead Rising 4 continua utilizando a Forge Engine, um motor gráfico proprietário da Capcom Vancouver, ao invés da popular Unreal Engine 4. Este game é possivelmente a despedida de tal engine e mesmo velha, ela traz um ar bem diferente de seu antecessor.

A engine segura bem a quantidade absurda de zombies na tela, elementos e luzes espalhadas pelo cenário, oferecendo ainda um gráfico bem colorido, ao contrário daquele visual meio acinzentado de grande parte de Dead Rising 3 (nada contra o 3, é um dos títulos que eu mais gostei no lançamento do Xbox One).

O jogo roda em resolução dinâmica, ficando por vezes em 1080p e 900p no Xbox One, e rodando sem quedas de frames no Xbox One S.

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A poderosa Power Armor de Frank West será necessária para passar por cima das hordas de zumbis

Problemas

Algo que incomodou no meu gameplay com Dead Rising 4 foram alguns bugs gráficos e de colisão. Algumas vezes matando um zumbi dividido em 2 partes, a superior ficava flutuando e a inferior entrando em outros artefatos, resultando naquele efeito de “tremedeira”.

Também ocorreram alguns bugs com o desaparecimento de zombies e inconsistências gráficas.

Espero que isto seja apenas por estar testando a versão pré-lançamento e que uma atualização no dia do lançamento resolva o problema.

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Conclusão

Dead Rising 4 corrige vários aspectos que irritavam certos jogadores desde sua criação em 2006, permitindo com que os mesmos retornem agora para curtir o game e a fanfarronice de Frank West. Há bugs e problemas que irritam um pouco a diversão e que merecem atenção da Capcom e da Microsoft para correção.

Mesmo assim, esse + 1 grande título no final de ano para o Xbox One.

Prós

  • Jogo mais solto, dinâmico e frenético que os outros da série
  • Sem limite de tempo!
  • Milhares de zumbis na tela
  • Frank West é o melhor protagonista da série

Contras

  • A campanha não tem mais cooperativo online, ficando em um modo separado
  • Alguns bugs gráficos bizarros atrapalham um pouco a experiência
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Mike Andrade

Apreciador de cookies, fã de fighting games e adorador de portáteis, Mike Andrade acorda todo dia na esperança do anúncio de Shining Force IV pela Sega ou um novo Rockman pela Capcom, continuando sempre sua luta...FOR EVERLASTING PEACE!