Análises

Parappa the Rapper Remastered – Análise

Nostalgia remasterizada
Parappa The Rapper é um clássico dos anos 90 e é legal rever esse remaster, mas jogadores mais novos podem não entender muito bem a pegada do jogo e achá-lo muito simples.

Lançado originalmente para o PlayStation em 1996, Parappa the Rapper foi o um dos primeiros jogos que deram início a uma onda de games musicais que estava por vir.

Parappa é um cachorrinho rapper muito carismático que até hoje não sei porque não se tornou o mascote oficial da Sony já que, contrariando o que muita gente acha, Crash nunca foi considerado um.

Parappa tem carisma, atitude e muito estilo mas infelizmente isso não segura a onda do jogo e ele vai realmente agradar pela nostalgia mesmo.

O HERÓI DO HIP-HOP

Aqui jogamos com Parappa, um cachorro rapper da espessura de um papel que está tentando conquistar o coração de uma garota-flor chamada Sunny Funny. Porém, ele é intimidado pela presença de Joe Chin, um cachorro rico e narcisista que faz de tudo para impressionar Sunny.

Os acontecimentos na vida do nosso herói mostram coisas que poderiam acontecer com qualquer um de nós. Dá para se identificar bastante e chama atenção por fugir das tantas fantasias que vemos nessa mídia que são os videogames.

Acredito que o que Parappa ensina para nós é que não é o que foi feito no final da jornada que importa, mas como foi nossa viagem até lá e quem encontramos no caminho que realmente importa.

PAPER PARAPPA

Sem sombra de dúvidas a parte que mais chama atenção no jogo é seu estilo gráfico. Parappa e seus amigos são todos 2D parecendo papel e os cenários são em 3D com muitas cores. A mistura deu certo e com o tratamento dado nesse remaster nem dá impressão de que o jogo tem mais de 20 anos.

O mais estranho é que mantiveram os 30 quadros por segundo do original. Jogos musicais sempre se beneficiam com uma taxa de quadros mais alta e essa decisão do estúdio foi um tanto curiosa. Parappa the Rapper é um jogo que faz jus a década que foi lançado e as influências “noventistas” são evidentes em tudo, dos menus até as animações que por sinal são muito engraçadas.

RAP É COMPROMISSO

Parappa é um jogo musical, então muito esforço foi colocado nesse departamento. As faixas são excelentes e olha que eu não gosto nem um pouco de rap. A ,úsica tem uma qualidade profissional e os temas são rápidos de pegar e as melodias grudam na mente, dando realmente gosto de jogar Parappa com um fone (o jogo inclusive recomenda o uso) pois até ajuda na hora do improviso.

Faixas como a da instrutora de motorista vão ficar tocando na sua cabeça por anos, acredite. Os dubladores são bem engraçados e colaboram para esse universo colorido cheio de criaturas antropomórficas.

MANTENDO O GROOVE

O sistema de jogo de Parappa é relativamente simples. Você precisa apertar os botões no ritmo da música, copiando o que seu adversário fez. Certo, isso parece realmente simples mas a ideia aqui é que o jogador improvise e o jogo incentiva isso colocando um desafio extra que é atingir o status COOL, coisa que apenas copiando o seu adversário você não vai conseguir.

São 6 estágios, com dificuldade progressiva e realmente não há muito valor de replay. Alguns extras teriam sido interessantes para melhorar o jogo nesse aspecto e diferenciá-lo do original.

YOU GOTTA BELIEVE!

Acima de tudo Parappa é um jogo que reforça a noção de auto-confiança e fé que são os nossos princípios guia na vida. Para Parappa, o mundo pode ser estranho ou um lugar difícil às vezes, mas com seu mantra pessoal “I gotta believe”, ele pode encarar qualquer situação e seguir vitorioso.

Ele é um sucesso, ele é amado e ele faz o que sempre quis fazer mas ele não teria conseguido sem ajuda, que são os seus mestres, seus amigos e claro, nós. Parappa The Rapper é um clássico dos anos 90 e é legal rever essa versão remasterizada, mas jogadores mais novos podem não entender muito bem a pegada do jogo e achá-lo muito simples.

Pontos Positivos

  • História bacana com bastante ensinamentos de vida
  • Visual que nunca vai perder seu charme
  • Trilha sonora estupenda

Pontos Negativos

  • Muito curto e pouco fator de replay. Poderia ter mais extras
  • Às vezes os controles não respondem direito
  • 30 quadros por segundo deixam a jogabilidade mais datada do que deveria
David Signorelli

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