Análises

FlatOut 4: Total Insanity – Análise

Destruição com veículos
Corridas insanas como o nome sugere, com destruição dinâmica e corredores caricatos arrebentando seus carros ao melhor estilo Destruction Derby.

FlatOut 4: Total Insanity é um game de corrida lançado para Xbox One, PS4 e Steam, desenvolvido pela Kylotonn e distribuído pela Strategy First Inc.

De alguma forma esse game está além de apenas um jogo de corrida, algo entre Mario Kart e Burnout, onde a diversão está acima de saber frear no momento certo ou saber qual carro é melhor em qual terreno. Diversão é a palavra e é disso que falarei nessa análise.

O game não tem uma história tampouco um enredo, mas tem um pano de fundo interessante. Diferente de apostar em carros de luxo e esporte, pistas conhecidas ou locais exuberantes o game coloca tudo no patamar da insanidade e isso é percebido de cara assim que escolhemos nosso carro todo velho e destruído e nosso corredor todo pintado de palhaço e com cara de louco. O jogo não aposta somente em corredores sem face e carros que já cansamos de ver em todo game de corrida. Mas claro que tudo isso só é relevante para quem assim como eu não curte um jogo típico de corrida, ou para quem de qualquer forma quer tentar algo diferente da fórmula.

O game possui diversos modos e eu diria que o modo carreira e o multiplayer são os mais polidos e importantes, mas vou citar todos aqui. O modo carreira acompanha um corredor que tem diversas pistas para percorrer, ganhando dinheiro que permite personalizar seu carro ou adquirir outros veículos. Ao todo são 27 carros totalmente customizáveis, desde perfumarias como cor e lata como peças importantes que mudam o desempenho do mesmo. O jogador então vai vencer os desafios que as pistas oferecem, que vão além de apenas ir do ponto A ao ponto B e chegar em primeiro lugar.

Em FlatOut as pistas são completamente dinâmicas e fazem parte do desafio da corrida. O cenário destrutível se torna obstáculos moveis e imprevisíveis durante a corrida com cercas, pedaços de carros, casas etc. São 20 pistas no total, incluindo arenas, time trials e tudo mais. Na Steam temos mais duas pistas exclusivas (Ice Lake Arena, Factory Arena) e dois carros adicionais (Ice breaker e Repair truck) além de 2 motoristas adicionais também.

O jogo ainda possui modos completamente únicos, como arenas de destruição com Death Match onde os corredores se enfrentam até serem completamente destruídos e temos um Capture the Flag (É a primeira vez que vejo esse modo num jogo de carro). Também possui um modo multiplayer clássico onde os jogadores ou se enfrentam batendo uns nos outros ou vencem as corridas e por último mas não menos importante um modo de façanhas lendárias, onde jogadores completam 12 desafios, incluindo destruições épicas do carro e tudo mais.

Os gráficos estão ótimos. Não é nada como um Forza de última geração, mas é bonito o suficiente com bastante detalhes na destruição dos veículos. Os cenários também são bem detalhados e cheios de obstáculos destrutíveis. Temos ao todo 12 corredores muito bem caracterizados e únicos. Escolha entre o punk, o palhaço, o hippie, o militar, o prisioneiro e etc, tudo isso em versão masculina e feminina. A modelagem dos personagens deixam um pouco a desejar e o rosto deles aparece a todo momento no game enquanto ultrapassamos o corredor, mas por serem todos personagens caricatos isso até passa despercebido.

A trilha sonora do game é bacana. São músicas indie compostas para o game e é notável a importância que foi dada aqui com trilhas empolgantes de rock que acompanham o corredor o tempo todo. O game está localizado em português o que como eu sempre digo é um ponto positivo.

FlatOut 4: Total Insanity é insano como o nome diz com corridas dinâmicas, divertidas e corredores caricatos destruindo seus carros ao melhor estilo Destruction Derby, um estilo de jogo esquecido, que me prendeu por horas e horas a fio.

Pontos positivos

  • Divertido e desafiador
  • Obstáculos dinâmicos dão toda uma cara nova a corrida
  • Destruição com veículos

Pontos negativos

  • Modelagem dos personagens é feia
  • Alguns slowdowns mesmo em máquinas potentes
Pedro Kakaz
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