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vgBR | 25 de junho de 2019

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Ashen – Análise

Ashen – Análise
Danilo Morim

Review

Nota
9
9

Indie Souls caprichado

Ashen é um indie ambicioso com aproximadamente 30 horas de jogo com desafios, level design de primeira, coop, progressão diferenciada e várias mecânicas interessantes. Obrigatório para fãs de Souls.

Ashen é um RPG de ação disponível para PC e Xbox. É o primeiro game do estúdio independente A44 da Nova Zelândia e possivelmente o melhor game inspirado em Souls que já joguei.

Em busca do pássaro sagrado

Eu esperei para jogar Ashen desde que ele foi anunciado na conferência da Microsoft na E3 de 2015. Sou fã assíduo de jogos com essa temática e que tem protagonistas que usam “espada e escudo” e mais do que isso sou doente pela série Souls e seus frutos.

Ashen é um jogo que segue nas asas da mãe From Software e se desenrola perfeitamente. Ele se inspira bastante nos games do estúdio japonês, mas tem uma dose grande de mecânicas únicas. O enredo é mais direto, mas sem perder o poder do mistério e aqui você tem um objetivo claro, mas o game tem outras formas de contar a história desse mundo.

A jogabilidade é parecida, mas tem várias nuances para tirar aquele ar de clone que alguns games deixam. Esse é um jogo com mecânicas próprias e é bem mais complexo do que eu poderia imaginar. Um exemplo são as armaduras e os escudos que tem um sistema diferente, mas parecido com o de peso e poise em Dark Souls.

O combate é baseado em estamina e tem alguns fatores que podem influenciar no gasto e na recuperação desse atributo. Uma coisa bastante interessante é que mesmo tendo apenas 2 classes de armas de uma mão e 2 de duas mãos. Cada arma tem uma animação e golpes diferentes umas das outras e os atributos delas mudam bastante a forma de jogar. Machados de uma mão por exemplo dão menos dano mas tem mais chance de acerto critico e são mais rápidos, a maças tem danos maiores, são mais lentas e tem um fator de stunnar o inimigo maior.

Todos os equipamentos e habilidade influenciam nos atributos do personagem e sempre tem um custo beneficio que deve ser estudado e testado antes de ser usado ou descartado.

No horizonte, o deslumbre

Eu joguei o game inteiro no Xbox One X e a experiência no geral foi excelente. Tive poucos problemas técnicos ou bugs e os piores defeitos foram na performance com algumas raras quedas de quadros e loadings um pouco lentos, mas que não diminuem os feitos de um estúdio que fez seu primeiro game e ainda é praticamente 100% aberto.

Os visuais do game embora seja bem simples são muito bem trabalhados artisticamente. É um jogo muito bonito com uma arte única. A trilha sonora é muito boa e por isso eu recomendo você jogar com um headset de qualidade ou algum sistema sonoro bom para aproveitar o melhor dos sons ambientes e das músicas do game.

Ashen

O game superou todas minhas expectavas como jogador. Eu realmente acredito que esse seja o melhor ou pelo menos um dos melhores Action RPGs na linha de Souls que joguei, e eu joguei todos eles. O mais próximo em termos de qualidade que consigo fazer uma comparação, além dos próprios games da From, é o NioH, que também fiz o review no ano passado, mas na minha opinião tem mais falhas, mesmo sendo maior e tendo bem mais conteúdo.

Ashen é um indie bastante ambicioso e quero muito jogar os próximos games desse estúdio. Se você é fã da formula de Souls eu não só recomendo como julgo esse game obrigatório. São aproximadamente 30 horas de jogo com desafios, level design de primeira, coop, um sistema de progressão diferenciado e várias outras mecânicas bem interessantes.

Light

  • Jogabilidade excelente
  • Design de fases muito bem feito, inclusive nas dungeons
  • Belos gráficos e boa trilha sonora
  • Bastante variedade de inimigos e cenários

Darkness

  • Jogar sozinho (sem ia ou multiplayer) não funciona muito bem
  • A IA do companheiro as vezes te fode, mesmo sendo geralmente boa
Danilo Morim

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.