Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR | 17 de setembro de 2019

Ir para o topo

Topo

Sem Comentários

Fairy Fencer F: Advent Dark Force – Análise

Fairy Fencer F: Advent Dark Force – Análise
David Signorelli

Review

Nota
8
8

Do PS3 para o Switch

Com uma história mais descontraída, mostra que nem todo RPG precisa ser épico para ser memorável. Apesar de seus defeitos técnicos é um game super divertido.

Finalmente um dos melhores jogos já produzidos pela Compile Heart é lançado para o Nintendo Switch. Fairy Fencer F: Advent Dark Force é essencialmente uma expansão que inclui o jogo original (Fairy Fencer F) no pacote e além disso traz diversas melhorias.

Algo que me chamou atenção nesse jogo é o fato dele ter algumas artes, incluindo a logo, produzidas pelo artista Yoshitaka Amano, que ficou famoso por conta de seus desenhos na série Final Fantasy. E ainda falando de Final Fantasy, aqui contamos com a trilha sonora da banda Earthbound Papas, liderado por ninguém menos que Nobuo Uematsu, o lendário compositor da série. Só por esses caras já tava empolgado com Fairy Fencer F, entretanto nem imaginava o que estava por vir.

HISTÓRIA

No passado houve uma luta entre a Goddess e o Vile God, ambos tinham uma força muito similar e por conta disso não houve vencedor. Ambos morreram na luta e o resultado desse conflito foi o aparecimento de armas muito poderosas contendo uma Fairy em cada uma delas.

Essas armas se chamam Furies e os Fencers são uma classe de guerreiros que buscam obtê-las de qualquer jeito, bem como se fossem caçadores de recompensas. Nosso herói se torna um Fencer por acaso e se envolve em uma aventura épica.

Nome dele é Fang e ele é extremamente preguiçoso, só pensa em comida e quebra a quarta parede o tempo todo. Apesar de ter um tom sério, a história desse jogo é bem cômica, os personagens tem um charme único e faz tempo que não dava tanta risada num RPG como esse.

Grande parte da história é contada em estilo visual novel, com artworks enormes preenchendo a tela e são raros os momentos onde contamos com uma animação. Não chego a desmerecer o jogo por causa disso, é um estilo da produtora e uma maneira de conter gastos, visto que se trata de um produto de orçamento reduzido.

Eu curti pacas a história e mesmo tendo alguns elementos clichês, os textos são bem escritos e o ritmo da aventura faz você se manter empolgado com Fang, Tiara e cia.

GRÁFICOS

Sendo um remaster de um jogo de PlayStation 3, Fairy Fencer F: Advent Dark Force conta com gráficos bem simples e de certa forma decepcionantes. O maior problema é a taxa de quadros que se chegar a 30 é muito e eu tenho certeza que o console tem capacidade para fazer coisa bem melhor.

Os modelos poligonais são passáveis e representam bem sua arte original e o maior destaque ficando mesmo para os ataques especiais que são divertidos de assistir, cheio de efeitos e gritaria.

Durante meus testes com o Switch em modo Dock e Portátil, percebi que o jogo roda melhor se você for nas opções gerais e desabilitar a opção Shadow Renderer, a engine pelo visto engasga bastante se as sombras dos personagens e inimigos ficam ativadas, esquisito. De resto ficamos na torcida para que a desenvolvedora melhore um pouco a performance do jogo com updates futuros.

SOM

Com Nobuo Uematsu encarregado de parte da trilha sonora do jogo, posso afirmar que esse é um dos pontos mais fortes do conjunto. As músicas são bem variadas e tem até algumas que são cantadas como a abertura ou mesmo quando nossos personagens usam o poder Fairize que evoca as habilidades especiais. Nesse momento toca um rock doido com uns vocais que lembram bastante a música Eternity do jogo Blue Dragon, coincidentemente com mesmo compositor.

Do outro lado da moeda temos uma dublagem passável e efeitos sonoros muito fracos. Ao socar um monstro na cara recebemos de volta um barulho de vento! Os efeitos sonoros do game são lamentáveis.

JOGABILIDADE

RPG de turnos com movimentação livre de altíssima qualidade. Fairy Fencer F usa um sistema de batalha muito semelhante ao da série Neptunia, entretanto com algumas diferenças que lhe dão personalidade.

Mas antes de entrar no aspecto das batalhas, o jogo conta com exploração de dungeons e segmentos em cidades onde navegamos por menus. Infelizmente ainda não é dessa vez que veremos cidades interativas num jogo da Compile Heart. Por sorte as dungeons são bem bacanas, com um tamanho decente e ainda conta com um excelente mapa para localizar os itens.

Preparo é tudo nesse jogo, depois que entramos em uma luta não temos mais como modificar os equipamentos e muito menos editar os diversos combos que aprendemos ao gastar pontos no menu principal. Joguei o jogo inteiro no Hard e achei a dificuldade bem acima da média, fui obrigado a usar itens de proteção específicos e trabalhar bem a formação da minha equipe para não ser totalmente detonado.

As batalhas são divertidas demais, com os combos podemos até lançar os inimigos para cima e desferir ataques frenéticos, pena que o jogo não flui tão bem fazendo que até esses momentos não pareçam o espetáculo que gostaríamos que fosse.

VEREDITO

Fairy Fencer F: Advent Dark Force é uma excelente pedida para os donos de Switch e fãs de RPGs. Apesar de seus defeitos técnicos é um game super divertido. Com uma história mais descontraída e mostra que nem todo RPG precisa ser épico para ser memorável. Fang, Tiara e cia vão lhe prender por horas e horas a fio.

Pros

  • Combate refinado e divertido
  • Dungeons variadas
  • História engraçada

Cons

  • Toda a parte técnica peca bastante
  • Alguns sistemas confusos
  • Efeitos sonoros que parecem de jogos de 20 anos atrás
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.