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vgBR | 22 de março de 2019

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Final Fantasy IX Remaster – Análise

Final Fantasy IX Remaster – Análise
David Signorelli

Review

Nota
9
9

Zidane e sua turma estão de volta

Final Fantasy IX é um dos mais divertidos da série e o remaster atualiza os gráficos e sistema de jogo para melhorar ainda mais a experiência como um todo. Obrigatório para os fãs de JRPGs.

Chegou a hora de voltarmos a Gaia junto de Zidane, Garnet e Vivi para reviver um dos clássicos mais queridos da Square-Enix com melhorias e muito estilo, o Nintendo Switch e Xbox One recebem a remasterização de Final Fantasy IX.

Um dos games mais amados pelos fãs de RPGs agora podem ser curtidos no nosso querido portátil hibrido da Nintendo. O game continua com o mesmo bom gosto de sempre, mesmo depois de quase duas décadas desde o lançamento original. Essa versão remasterizada deixa um gostinho de moderno que agradará tanto os que jogaram o original quanto os que estão conhecendo agora.

Falando em valores de produção, a Square-Enix nunca deixa a desejar. A empresa sempre conseguiu extrair o máximo dos aparelhos para que seus jogos fiquem o mais polido possível e com Final Fantasy IX isso não foi diferente. A primeira impressão que tive é que tudo foi reconstruído da base, me impressionei bastante com a quantidade de aspectos que sofreram melhorias visuais principalmente, coisinhas como fontes e caixas de texto por exemplo.

A versão remasterizada está fantástica! Eu nunca dei a atenção que eu queria ter dado na época e esse lançamento no Nintendo Switch acabou me ajudando a preencher essa lacuna na série. Meus olhos se encheram com a beleza dos gráficos atualizados em alta definição, uma interface mais limpa e nítida, alem de pequenos detalhes extras como um cartão de perfil de cada personagem que integra sua equipe.

A trilha sonora também é um aspecto que eu sempre gostei particularmente. Final Fantasy IX, marca o último trabalho fixo de Nobuo Uematsu realizou seu ultimo trabalho fixo com a Square-Enix. Ele foi responsável pelas faixas dos games da série e com este manteve o padrão de excelência que o consagrou. Os temas de batalhas e cidadezinhas são sempre meus favoritos, longas e empolgantes, as músicas de um modo geral definirão o tom dos mais variados momentos desta trama.

Essa versão é semelhante a que foi lançada para a Steam e o iOS em meados de 2016, então muitos modelos poligonais tiveram um up legal nas texturas. Foram adicionados elementos extras como um acelerador de velocidade (algo como um frameskip), que estava presente também na versão do Final Fantasy VII portada para o PC e PS4, dentre outros recursos como remover batalhas aleatórias por exemplo e uns outros códigos de trapaça que envolvem aumentar os status, ou causar sempre 9999 de dano.

Final Fantasy IX é uma das experiencias mais divertidas e completas da série e também contempla o retorno do ambiente de fantasia medieval que ficou em hiato desde o Final Fantasy VI na época, já que os jogos que o antecedem fazem muito uso de artifícios tecnológicos, robôs e etc.

Você controlará Zidane, um jovem garoto-macaco que é membro de uma equipe de atores (leia-se: ladrões) chamada Tantalus. Eles querem sequestrar a princesa Garnet de Alexandria durante uma peça de teatro apenas para descobrir que o objetivo da mesma era ser sequestrada também. Durante muito rolo e perseguições, Zidane e os outros acabam escapando com muita sorte de Alexandria, levando consigo seus futuros companheiros de aventura, Steiner e Vivi.

Os caminhos se entrelaçam mais uma vez e convergem na busca de respostas sobre a linhagem real de Garnet e seu destino como Summoner, colocando nas mãos dos heróis o destino do mundo Gaia.

Final Fantasy IX é um RPG nos moldes clássicos, exploração de vilarejos, dungeons e um mapa-mundi para percorrer.
Embora o jogo seja bem linear como os anteriores, a aventura de Zidane está repleta de pequenas quests e objetivos diversos para serem concluídos ao longo da jogatina, tendo até quase o dobro de conteúdo extra que os anteriores.

Neste sentido está incluso um super boss opcional, o sistema de cartas via mognet, o game de cartas em si como havia no Final Fantasy VIII (só que muito mais complexo e melhorado), equipamentos especiais que concedem skills únicas para serem aprendidas, uma espécie de caça ao tesouro com chocobos que é muito divertido por sinal.

Seus personagens podem aprender habilidades com os equipamentos que eles estão utilizando, então isso estimula o jogador a equipar todo os tipos de acessórios, armas e armaduras para adicionar skills de batalha ou habilidades passivas. Praticamente toda peça de equipamento concederá uma ou mais habilidades específicas.

Os combates são aleatórios nos mapa, porém nesta versão é possível remove-las caso o jogador prefira o sistema de turnos com ATB (Active-Time Battle), a famosa barrinha que define a velocidade em que as ações são executadas.

Em conclusão, Final Fantasy é uma série que dispensa apresentações e como amante de RPG, é impossível não recomendar este título. Estes últimos jogos da franquia tem sido ótimas experiencias, tanto na série principal quanto os spin-offs. É uma ótima pedida para curtir agora no Xbox ou portátil no seu Nintendo Switch. Depois do IX, o VII chegará em março para agregar valor a biblioteca maravilhosa de jogos deste gênero.

Prós

  • Lindo polimento gráfico
  • Uma das melhores jornadas da série como um todo
  • Acelerador de velocidade integrado

Contras

  • Alguns cenários irritantemente confusos
  • Demora muito para reunir todo mundo entre as entradas e saídas da equipe
  • O desnecessário modificador de dano e status ao apertar start
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.