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vgBR | 21 de maio de 2019

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Anthem – Análise

Anthem – Análise
Danilo Morim

Review

Nota
6.5
6.5

Bonito, mas ordinário

Não achei Anthem ruim nos gráficos, jogabilidade e é divertido com amigos em coop. Esse é um game que tem um bom espaço para melhorias e crescimento durante sua vida útil, mas infelizmente no estado de lançamento não consigo recomenda-lo

Anthem foi anunciado pela Eletronic Arts e Bioware, de forma espetacular na E3 2017, e desde então milhões de jogadores do mundo inteiro estavam esperando o game sem segurar o hype, eu incluso. Depois de uma grande decepção com Destiny em 2014, game que inclusive me fez comprar o Xbox One, tinha grandes expectativas e já considerava Anthem, o que eu julgava que o game da Bungie deveria ter sido.

Infelizmente depois de quase 50 horas jogando o game, 20 nas versões Alpha e Betas e mais 27 na versão final, é impossível eu recomendar o game sem grandes asteriscos.

O HINO

Não vou tentar te contar sobre a experiência narrativa, não porque não quero, mas sim porque ela inexiste. Eu como grande apreciador de RPGs da Bioware, desde Baldur’s Gate, não posso ficar nada menos que depressivo com o desastre que é a história e a narrativa desse jogo. Para começar faltou desenvolvimento de cutcenes e set pieces, que enganam no incio do game mas que são abandonas em prol de uma narrativa fraca e sem desenvolvimento e uma história extremamente genérica.

Eu esperava um jogo menos heavy em conversas e escolhas em Anthem mas não esperava que a Bioware me trouxesse um roteiro digno de filme dos Trapalhões. O pior é que o universo do jogo é extremamente convincente e interessante, o tema do enredo é bastante promissor e o estúdio teve várias oportunidades para cravar uma puta história.

É possível experimentar alguns lampejos desse universo no hub do jogo, o forte Tarsis, onde existem diversos personagens que você pode realizar “quests-conversa” que envolvem uma troca de ideias, incluindo opções de respostas com 2 escolhas. Essas “quests-conversa” se desenvolvem enquanto você progride pelas missões do game e desenrolam várias histórias interessantes sobre esses personagens e o universo. Além disso é claro que não podiam faltar as entradas do códex que também tem diversas informações sobre mundo de Bastion.

Anthem deixa seu final em aberto para as próximas adições de conteúdo que estão por vier, quem sabe essas história novas não deêm um grau na história do game e utilize melhor esse background incrível que os personagens e os textos contam?

O CATACLISMA

Se você conseguiu testar o game nas demonstrações ficou claro que voar com a sua Lança é uma experiência espetacular, não só isso como atirar e explodir as coisas é extremamente satisfatório no mundo de Anthem. As armas tem peso, os skills tem grande variedade e principalmente as Lanças são realmente classes a parte.

Eu joguei majoritariamente como Colosso e Tempestade e foram experiências de jogo bastante diferentes. O Colosso é um tanque e aguenta tomar muita bala e a Tempestade é um controlador de espaço e mata mobs com extrema facilidade. Recomendo você a ver vídeos do game e testar as Lanças antes de partir pro game. É possível ter até 3 pilotos salvos e é possível ter todas as Lanças com esses pilotos, mas exige um nível relativamente alto.

Agora o que não gera nenhum pouco de satisfação é a estrutura das missões do game, que são repetitivas e extremamente genéricas. Vá ao ponto A, encontre algo, mate uma horda, vá ao ponto B, encontre algo, mate uma horda, vá ao ponto C, encontre algo e mate a última horda. Só de descrever esse roteiro já dormi no teclado escrevendo esse texto.

Em um jogo de aproximadamente 15-20 horas, não conseguir diversificar seus objetivos é extremamente cansativo e broxante. Em coop com amigos ainda da um alivio porque você vai estar batendo lero no chat, agora solando ou com avulsos é uma experiência extremamente maçante, ainda mais contemplando o sistema de loot do jogo que dropa equipamentos melhores em quase toda missão e a grande burocracia que é trocar de armas, skills e os equipamentos da sua Lança. Você só pode fazer essas alterações em um menu específico do jogo que não é rápido e na minha opinião burocrático.

Além da repetição das missões, praticamente todo conteúdo do jogo é raso como um pires, o end game é vergonhoso e vagabundo, tendo menos conteúdo que Destiny ofereceu no seu lançamento em 2014. Não se engane, hoje Anthem não tem conteúdo pós jogo.

BASTION

Antes de mais nada, duas coisas se destacam: Visual e Som. Artisticamente é lindo, a parte técnica e gráfica é excelente, o design de sons sejam ambientes, das armas, inimigos, voo, etc são bem feitos e a trilha sonora é marcante e muito bem realizada.

Infelizmente eu joguei Anthem 100% no PC e a parte técnica está um aborto. Eu tenho duas configurações em casa, uma com i5 / GTX 970 e outra com i7 / GTX 1070 Ti e o game não roda bem em nenhuma delas. A outra máquina do vgBR está equipada com um i7 /GTX 1080 e também não roda cravada estável. Na 970 nem no low eu consegui cravar 60 FPS. Na 1070 Ti tive que ajustar no menu e mesmo assim tive que realizar diversos ajustes para ficar próximos de 60 FPS sem comprometer demais a qualidade da imagem. Atingir 4K na versão de PC desse game é uma fantasia e talvez seja um sonho impossível até para os que gastarem uma fortuna na GeForce RTX 2080 Ti.

Além disso os loadings no jogo são longos e constantes, quebrando o ritmo do jogo. Por mais bonito que seja não existe nada que justifica essa podridão que está a versão de PC. Sinceramente eu não recomendo o jogo nessa plataforma, mesmo sem saber se a versão de consoles está melhor ou pior.

O CERNE DA IRA

Eu não achei Anthem ruim, principalmente a jogabilidade e com amigos em coop. Garanto que esse é um game que tem um bom espaço para melhorias e crescimento durante sua vida útil. Infelizmente no estado de lançamento eu não consigo recomenda-lo. Acredito que em 1 ano ou até menos o preço e o conteúdo do jogo estejam mais alinhados e compatíveis com a experiência que ele oferece.

Se você queria um game para substituir Destiny/Destiny 2 ou estava de olho em The Division 2, minha sugestão é aguardar o game da Ubisoft, também com cautela ou a pegar Monster Hunter World se você não deu chances. Sendo bem sincero, eu tinha grande expectativas para Anthem e todo meu hype foi jogado no lixo.

Freelancers

  • Audiovisual espetacular. Cenários lindos, efeitos de luz e sonoros muito bem feitos
  • Excelente jogabilidade, tanto para explorar dos mapas voando e o combate
  • Histórias dos personagens do Forte Tarsis e o Codex do game contam a histórias de um universo interessante
  • O jogo foi pensado em coop com amigos e essa é forma que ele deve ser aproveitado

Dominion

  • A história é genérica e a narrativa fraca
  • Estrutura de missões extremamente genérica e repetitiva
  • O jogo tira demais o voo que é uma das mecânicas mais interessantes da jogabilidade
  • A performance do jogo no PC está um aborto
  • Jogar solo ou coop com avulsos não é uma experiência satisfatória
  • Conteúdo do jogo é ralo e repetitivo
Danilo Morim

Danilo Morim

É Rhazo como um Pires ou A Voz da Rhazão? Trabalha como gamer e dorme com o controle na mão.