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vgBR | 23 de abril de 2019

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Tom Clancy’s The Division 2 – Análise

Tom Clancy’s The Division 2 – Análise
Yukio Yamashita

Review

Nota
8.5
8.5

Melhora o original em todos aspectos

Com belos gráficos, multiplayer divertido, jogabilidade refinada e um endgame retrabalhado The Division 2 arrumou muitos dos problemas do primeiro game e vai mantê-lo entretido por diversas noites. Se você gostou do Division 1 pode cair de cabeça que não vai ter erro.

Tom Clancy’s The Division 2 é um jogo online de ação e RPG desenvolvido pela Massive Entertainment e publicado pela Ubisoft. A sequência da The Division (2016) é ambientada em um futuro próximo em Washington, D.C., após uma pandemia de varíola, e segue um agente da Divisão de Pátria Estratégica, na tentativa de reconstruir a cidade. O jogo foi lançado para Xbox One, PS4 e PC na Steam e Uplay.

Situado em Washington D.C, o jogo acontece sete meses após o primeiro, onde vírus mortal foi lançado na cidade de Nova York e a nação está completamente fragilizada. Há uma guerra civil entre sobreviventes e bandidos que querem tomar o poder.

Embora o vírus tenha sido contido, seus efeitos ainda são evidentes nas ruas devastadas da capital do país, onde os sobreviventes se apegam à esperança e lutam para reconstruir. The Division, uma unidade de agentes adormecidos civis agora devem trabalhar para impedir que facções inimigas assumam completamente a cidade e finalmente a nação. Seu objetivo prioritário é proteger a capital. Se D.C cair, a nação cairá. Com os civis desamparados e temendo por suas vidas, os jogadores serão a última linha de defesa na prevenção do colapso total da sociedade.

O jogo mantém o mesmo esquema de combate tático de tiro em terceira pessoa atrás de cobertura do primeiro título e em alguns momentos é muito eficaz mas em outros seu pior inimigo. A jogabilidade no tiroteio está mais realista e os controles mais precisos. Derrotar os inimigos é gratificante e emocionante. Mas a movimentação ainda é um pouco desajeitada ao tentar manobrar em torno de obstáculos ou quando um inimigo chega perto o bastante para usar um ataque corpo a corpo e parecemos um “mongolão” tentando virar para poder atirar ou se debatendo entre as coberturas quando somos cercados por muitos inimigos, realmente irrita e acaba como consequência quase sempre a morte.

Há muitas missões e diversas atividades renovaram as coisas. O novo modo Confronto leva um tempo para achar jogos, mas você pode ficar dando role e fazendo outras missões. Ele é estilo o multiplayer de Gears of War, mas sem armas no mapa e 4×4, parecido com Dominação onde você tem que conquistar uns pontos no mapa pra pontuar ou matar players.

Já a Zona Morta continua impossível de encarar sozinha, portanto tenha um grupo para explorá-la. Além de você morrer fácil para os NPCs, os jogadores em squad sempre vão te matar para roubar seu loot. Nem se arrisque sem um squad. Para pegar os loots você precisará chamar um helicóptero e é nessa hora que ocorre o PVP. Fique ligado também em certas áreas que os NPC dropam bastante loot, os outros esquadrões ficam na espreita e quando você já está debilitado eles normalmente entram para terminar o que os NPC não conseguiram.

O diferencial em The Division 2 são as especializações. Ao chegar no nível 30 você pode escolher entre 3 especializações: Demolidor, Sobrevivencialista e Atirador de Elite. Cada uma conta com armas especiais: O demolidor usa lança granadas, o Sobrevivencialista usa besta com virote explosivo e o Atirador de Elite usa uma sniper. Essas armas precisam de munição especial que dropam aleatóriamente ao matar NPCs. Além disso, cada especialização tem uma árvore de skills diferente que aprimoram aspectos das classes e armas também.

Os gráficos estão bons e a sonorização e efeitos de explosões complementam a beleza em The Division 2. A mudança climática jogo também proporciona um efeito bacana. O game roda a 30 FPS nos consoles, mas a versão de Xbox One X e PS4 Pro trazem um modo com taxa de quadros destravada que chega a 60 FPS. Em alguns momentos a renderização do cenário demora um pouco para carregar e alguns personagens estão com feições de bonecos de cera durante a customização do personagem.

The Division 2 arrumou muitos dos problemas do primeiro game e vai mantê-lo entretido por diversas noites. O endgame foi retrabalhado e agora a ação realmente começa ao chegarmos no nível 30. Existem muitas possibilidades nos novos modos de jogo e se você gostou do primeiro pode cair de cabeça aqui que não vai ter erro.

Pontos Fortes

  • Divertido sozinho e melhor ainda com amigos
  • Desafios que exigem paciência e menos “modo Rambo”
  • Muitas atividades para se ocupar

Pontos Fracos

  • Mobilidade atrapalhada entre coberturas e combate “close quarters”
  • Customização de personagens fraca
  • Respawn de inimigos a sua volta