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vgBR | 16 de junho de 2019

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Chocobo’s Mystery Dungeon EVERY BUDDY! – Análise

Chocobo’s Mystery Dungeon EVERY BUDDY! – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
8
8

Chocobo está de volta

Gráficos bonitinhos e cheio de fan-services, a aventura possui uma trilha sonora maravilhosa. Além disso a possibilidade de jogar localmente um RPG com dois jogadores hoje em dia é raridade e a experiência é muito boa. Recomendado para fãs da série

Tenho dito na maioria dos reviews que eu escrevo que esse ano de 2019 tem saído uma grande quantidade de games excepcionais para praticamente todas as plataformas.  Chocobo’s Mystery Dungeon EVERY BUDDY! um game que me traz excelentes lembranças de ficar sentado por horas e horas, grind após grind, para desmistificar cada segredinho escondido.

Mais de uma década desde o lançamento original e desde que eu terminei também, está na hora de voltarmos mais uma vez para este clássico, ou receber os novos jogadores que não tiveram a oportunidade de experimentar na época.

Desenvolvido e distribuído pela Square-Enix, Final Fantasy Fables: Chocobo’s Mystery Dungeon Every Buddy! é a versão mais polida e retrabalhada da versão do game que foi originalmente lançado no ocidente para o Nintendo Wii em meados de 2008. Agora com uma versão para o PlayStation 4Nintendo Switch, lançada dia 20 de Março deste ano em homenagem aos 20 anos deste adorado Spin-off.

Chocobo’s Dungeon é um dungeon-crawler-rogue-like, no estilão dos games da Spike Chunsoft como Shiren the Wanderer ou a série Pokemon Mystery Dungeon, que são excelente títulos também) com uma história surpreendentemente boa e gostosa de acompanhar.

A aventura começa com Chocobo e Cid, dois exploradores, sendo empurrados para um misterioso vilarejo no qual os moradores sofrem conscientemente uma amnésia em conjunto, parecido com uma espécie de maldição.

Ao descobrir sua habilidade nata de viajar para o sub-consciente destas pessoas, Chocobo dá inicio a sua principal missão: recuperar fragmentos das memórias dos moradores do vilarejo e restaura-la a sua verdadeira forma, sendo assim, esses saltos resultarão em viagens por entre as muitas dungeons do game, das quais terão o layout das mesas alteradas sempre que o jogador visitar ou re-vista-las.
Ao recuperar um fragmento a história tomará prosseguimento, revelando um segredo obscuro por trás destes acontecimentos.

Até para quem não está acostumado com o gênero, este game pode ser jogado tranquilamente por qualquer pessoa que goste minimamente de jogos de RPG, cuidar de itens, subir dungeons com andares aleatórios, ir atrás de missões secundárias e etc.

Apesar do game ser relativamente tranquilo de seguir, haverão momentos em que algumas batalhas de chefe tomarão proporções insanamente difíceis, então é importante que o jogador crie a cultura de salvar seu jogo com frequência e que faça bastante uso das classes disponíveis e do manejo dos ítens ANTES de entrar em um ambiente desconhecido, porque acaba sendo super frustrante quando vamos despreparados e somos aniquilados por deslizes.

Durante a exploração das dungeons, todo e qualquer movimento que você faz, os inimigos farão os deles, se você mover um passo, o inimigo irá fazer um movimento correspondente. Isso é bom porque o jogo não funciona na base do ATB (Active time battle), fazendo que você possa pensar bastante antes de executar algum comando.

A cidade contará com várias lojinhas e pequenos Workshops para dar upgrade nos seus equipamentos ou comprar itens, é possível também pescar em lugares específicos também que colaborarão para algumas sidequests ou para se fazer uso dos recursos ali obtidos.

A principal adição interessante do game é a possibilidade de recrutar monstros para sua equipe e permitir que um segundo jogador tome controle dele para auxiliar nas dungeons, dividindo os JoyCons do mesmo console.

A possibilidade de permitir um segundo jogador num game como esse trás muitos benefícios, principalmente porque em muitas situações você ficará encurralado num Monster Room (Monster Room é uma sala onde vários monstros aparecem do nada numa emboscada quase sempre fatal), e manusear seu personagem sozinho nessas situações acaba sendo bem difícil, resultando em ser nocauteado em batalha, fazendo que o jogado seja severamente punido perdendo muita coisa que foi coletado durante a exploração.

Infelizmente o game de cartas foi removido desta versão, o que era muito legal no original, lembrando muito o Triple Triad de Final Fantasy 8. É uma pena que um recurso desses tenha sido removido, mas pelo menos podemos jogar um cooperativo bem legal.

Cheia de fan-services, a aventura possui uma trilha sonora maravilhosa com várias variações e remixes das músicas dos clássicos da série, e também uma notável quantidade de referências legais do lore em geral para quem vem acompanhando os games, tais como as summons (Eidolons) e o sistema que integra a parte funcional do game dos jobs no qual você poderá tomar controle de uma determinada classe para o seu chocobo, deixa-lo (visualmente mais bonitinho) como um knight ou como um white mage, no qual impacta não só a aparência do personagem mas como os status base e habilidades que ele vem a aprender, toda parte de itens e monstros que retornam para o agrado da gigantesca base de fãs instalada, no qual eu particularmente pertenço também.

Por fim, Final Fantasy Fables: Chocobo’s Dungeon Everybuddy! é um game que os fãs tem que jogar. A possibilidade de jogar localmente um RPG com dois jogadores hoje em dia é raridade e a experiência é muito boa. A ultima vez que eu fiz isso foi com Phantasy Star Online a muitos anos atrás, é como uma volta aos bons tempos da vida pré-internet.
Experimente este game, é uma obra de arte, uma experiência bem impar mesmo.

Prós

  • Quase 10 classes jogáveis pelo job system, abrindo possibilidades e experimentações nas batalhas
  • Dungeons com layouts bonitos
  • Uma longa e bonita história, orquestradas por uma das melhores trilhas sonoras da série

Contras

  • Você é punido demais por ser derrotado em combate
  • A falta do game de cartas previamente presentes no original
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.