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vgBR | 13 de dezembro de 2019

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Final Fantasy X/X-2 HD Remaster – Análise

Final Fantasy X/X-2 HD Remaster – Análise
Fábio Kraft

Review Overview

Nota
9
9

Final Fantasy X portátil!

Uma remasterização muito bem feita de um clássico do PS2 que reune o FFX International e o FFX-2: Last Mission com diversas melhorias, disponíveis em modo portátil no Switch. Muito recomendado para os fãs de RPGs.

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Mais um momento maravilhoso para se estar vivo como fã de RPG, contemplando novamente nosso console hibrido da Nintendo, o Nintendo Switch!

Agora chegou a vez de Final Fantasy X e X-2 entrarem na coleção crescente de Final Fantasies e spin-offs para o Nintendo Switch, e sendo ambos uns dos meus favoritos dentre todos os jogos da franquia, retornar para uma das melhores experiências gameísticas de todos os tempos é sempre muito bem vinda.

Final Fantasy X e X-2 HD Remaster foi lançado dia 16 de Abril deste ano, 2019, de maneria física e digital, na versão do Switch que é a desta análise e também para Xbox One, PS4 e PC.

Quando compramos Final Fantasy X original para o PlayStation 2 em meados de 2002 não havíamos imaginado que o salto seria tão grande entre o FF9 e o FF10, mas estávamos ligeiramente enganados pois o impacto que a apresentação de abertura causou foi estonteante, tudo rodando em uma resolução muito superior e com qualidade cristalina em DVD nos aspectos audiovisuais como um todo, já que o disco poderia armazenar cerca de 4x a 9x a capacidade do antigo CD com um DVD Dual Layer, logo ele poderia ser usado para gravar texturas de maior qualidade, clipes de vídeo e faixas com uma fidelidade maior, diferente do tinha sido usado no PlayStation clássico por conta das limitações impostas na época.

Nesta remasterização alguns personagens passaram por remodelagens, as texturas foram melhoradas, retrabalho em cerca de 60 faixas na trilha sonora composta e produzida por Nobuo Uematsu (é possível alternar para a original se assim desejar) e ambos os jogos contém suas versões mais completas como o FFX International e o FFX-2: Last Mission, que é fenomenal.

No pacote também há dois outros conteúdos interessantes; um pequeno filme chamado Eternal Calm que fala dos eventos que ocorrem entre a faixa de tempo do final do FFX e o início do FFX-2, e áudio-novel especial pós-créditos do game.

Em quase 20 anos do lançamento original, mesmo com nossa evolução tecnológica de hoje em dia, toda parte cinematográfica ainda enche muito os olhos de quem as assiste, cenas com um grau de qualidade padrão top da Square-Enix, gerando memórias atemporais que permanecerão na mente de muita gente ainda.

A abertura da a introdução ao herói Tidus; estrela do time de Blitzball, o esporte subaquático, que lembra mais um handball, Zanarkand Abes, a caminho de uma partida distribuindo autográfos para os fãs na porta do estádio.

Fazendo sua entrada dramática no estádio esférico, após poucos minutos do início da partida todos são surpreendidos pelo ataque devastador de um ser enorme e misterioso chamado Sin, destruindo a cidade de Zanarkand, local em meio de ruínas e caos onde a trama começa, fazendo a aventura ir de 0 a 100.

Posteriormente, Tidus e os outros membros do elenco auto-denominados de Guardians, acomapanharão a jovem Yuna, uma summoner que iniciou-se em um ritual sagrado em sua peregrinação para se tornar uma high summoner, fortalecendo-se em cada templo que reside um Aeon (uma summon) para botar um fim no ciclo de sofrimento e destruição que Sin tem causado em Spira por centenas de anos.

Os eventos de Final Fantasy X-2 acontecem dois anos após o final do primeiro game, e como não tem como MESMO comentar a história dele sem dar spoilers, vamos deixar apenas essa situação no ar.

Alem de visualmente lindos para época, eles também continuam sendo um dos games mais ricos e completos no quesito gameplay. Com uma quantidade batalhas desafiadoras pra caramba durante o percurso original e sidequests, vão garantir tranquilamente pelo menos 120 horas do primeiro game e mais umas 80 do segundo se você quiser desbravar seus limites. Final Fantasy X é um RPG de turnos, a agilidade do personagem irá definir sua posição de ação durante as batalhas, diferente dos anteriores que faziam uso do ATP (Active time-battle).

Para quem já está familiarizado, o game pode ser jogado com o Sphere Grid clássico ou o Sphere Grid da versão International, aonde todos os nodes são alocados de maneira bem diferente pelo mapa e com menos casas para alocar seus atributos, e também, todos os personagens iniciam no meio do tabuleiro, permitindo que cada jogador defina a classe inicial que desejar. Entenda como um modo hard sobre a versão original do tabuleiro.

Sphere Grid que eu menciono acima é uma árvore de evolução, é por onde seus personagens aumentam seus atributos e aprendem skills. A cada level que você ganha, você poderá andar uma casa a frente ou retroceder se assim desejar.

O jogo contém 828 casas andáveis no tabuleiro, ou seja, seu personagem pode subir até o level 828! Sendo 191 destas casas vazias que podem ser preenchidas por atributos mais fortes do que estão dispostos. Exemplo, a maioria das casas que contém +1 de um determinado atributo pode ser substituído com um Erase Node por um node de habilidade que dá +4, ou se algo dá +250 de HP, você pode substituir por um que dá +500.

Substituir ou apenas incluir nas casas vazias. Lembro que quando eu joguei na época eu literalmente apaguei todos os nodes mais fracos e botei os mais fortes no lugar, fazendo meus personagens ficarem com 255 em todos os atributos, e 99999 de HP também. Só para tomar uma coça do boss opcional no fim.

Já em FFX-2, o jogo retorna ao modo de batalha com ATB, o que deixa a batalha mais frenética que o antecessor e o game já fica numa pegada mais level com elementos sutis de plataforma.

Embora as mudanças não tenham sido tão drásticas, foram adicionadas novas Dress Spheres (classes para os personagens, como white mage, warrior, etc) e acessórios especiais, com tudo, foi adicionado também um meio de capturar alguns monstros específicos para lhe ajudar nas batalhas sem que você tenha controles sobre eles, lutando de maneira independente.

A parte do Last Mission ficou um pouco mais facilitada também, e agora você pode levar seu monstro para lhe ajudar na torre e tomar alguns golpes por você.

Joguei o FFX-2 com um pouco de preconceito na época porque eu achei meio exagerada a abertura, mas eu fiquei mais velho e hoje acabei gostando mais do jogo, GO YUNA, GO! Amo o tema de abertura, amo muito Thousand Words.

É uma experiencia bem completa pra mim, eu gosto de tudo nesses dois jogos, gosto muito da ambientação, das músicas, dos personagens, do sistema de gameplay dos games em modo geral. Eu acho incrível que esses jogos estejam sendo lançados para um console como o Nintendo Switch, jogar FFX em qualquer lugar era um sonho jovem meu, principalmente porque hoje em dia enquanto adultos temos menos tempo para ficar sentado no sofá curtindo nossos RPGs.

É um desperdício você que tem um Nintendo Switch não ter essa maravilha em sua coleção. Eu peço muito que todos experimente ambos. É uma aventura sem igual, depois nos conte nos comentários como você perdeu miseravelmente a batalha contra o primeiro boss da arena!

Prós

  • Gameplay limpo, fácil de aprender, gostoso de jogar
  • Trilha sonora remasterizada do nosso Nobuo Uematsão
  • Pacote com absolutamente todos os extras dos dois jogos
  • Cena do lago

Contras

  • Cloister of Trials
  • Aquele ultimo chefe do 10 (Aquele que você pode matar com poison)
  • Desviar de 200 raios em Thunder Plains
  • Trigger Happy! com catnip nerfado, infelizmente
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPGs eletrônicos e amante de batalhas finais. Pouco apreciador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.