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vgBR | 17 de julho de 2019

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Final Fantasy XII: The Zodiac Age – Análise

Final Fantasy XII: The Zodiac Age – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
9
9

A versão definitiva de Final Fantasy XII

Final Fantasy XII: The Zodiac Age entrega a versão definitiva do clássico com mais de 50 horas de gameplay para concluir a história principal e cerca de 120 para finalizar as sidequests. Recomendadíssimo para os fãs dos JRPGs.

Nosso airship retorna com tudo para a terra de Ivalice mais uma vez, atracando nas docas do Nintendo Switch e também no Xbox One e PC (via update).

A cerca de dois anos atrás eu estava finalizando tudo o que podia na versão do PlayStation 4, botando meu controle para descansar um pouco após derrotar o super boss Yiazmat com humildes 50,000,000 de HP e também todas as horas de grinding e sidequests que envolviam ele de alguma maneira.

As diferenças técnicas entre as versões do PS4 e Switch são praticamente invisíveis, a qualidade se mantem bem forte e fiel nesta remasterização. A parte que mais notável seria na do Xbox One X que roda a 60fps cravados, 100% do tempo.

Mantiveram todas as mudanças do Zodiac Age, incluindo a quebra do limite de dano que ultrapassa 9999, a versão remasterizada de todas as faixas da trilha sonora original, texturas retrabalhadas, auto-save, interface mais amigável, rebalanceamento dos inimigos, e principalmente mantiveram o Trial mode a “dungeon” de 100 andares que é muito da hora e muito frustrante também.

E como um fã de Final Fantasy vai descansar plenamente com uma jóia dessas dando sopa? É claro que voltei a por minhas mãos neste game para fazer tudo o que eu fiz igualzinho de novo, mas completamente diferente desta vez. Confuso? Logo logo eu explico.

Final Fantasy XII: The Zodiac Age é mais uma obra merecedora de um remaster, desenvolvido e distribuído pela Square-Enix, ela nos dá a graça de podermos desfrutar de um jogo tão bom e com um gameplay imensamente instigante em um console da geração atual.

Para quem está retornando para este titulo, a versão continua ainda com o Turbo Mode em até 4x a velocidade original. Isso é bom e ruim, cuidado para não ser trucidado sem querer por uma horda de monstros mais fortes que você! Com isso, dou enfase na verão do Nintendo Switch – desta vez apontando as principais diferenças entre a versão que foi lançada anteriormente e esta mais recente.

A história de Final Fantasy 12 sem dar spoilers, tem uma pegada de confronto político, soberania, traição e um dever de fazer as coisas certas. Você controla Van, um jovem “ladrão” (vitima da sociedade mal interpretado que só queria algo para comer) que sonha em ter seu próprio barco voador. Quando expostos em meio de um grande conflito, a direção de seu destino acaba tomando um rumo completamente diferente, unindo ele a mais outras fortes personalidades que liderarão uma campanha para retomar a paz em Ivalice mais uma vez.

Para quem não está familiarizado com o jogo, Final Fantasy 12 é um RPG tradicional em escala 1×1, você explora dungeons, compra itens, faz quests espalhadas, e as batalhas acontecem durante a exploração dos cenários, parecidos com um MMO. Percebemos que há um retorno do ATB que define a ordem que as ações são tomadas, e diante da complexidade de certas batalhas e da gama gigantesca de skills e possibilidades, é possível definir regras para o computador lutar por você através de Gambits, um sistema no qual você programa ações para os personagens dada uma condição; por exemplo, se um personagem está com menos de 40% do HP ele usará Cure ou um Potion, ou se você está diante de um grupo de inimigos, você pode programar para todos usarem ataques em área, e as possibilidades são gigantescas de customização possível para virtualmente cada situação que o game lhe impõe.

Para evoluir seus personagens o game trabalha com um quadro de “licenças”, o license board, que é pré determinada para cada membro de sua equipe, das quais os personagens vão habilitando condições que um determinado equipamento precisa para ser equipado, seja ele uma peça de armadura ou arma, e até mesmo habilidades e magias, tudo através do acumulo de AP (Ability Points) que colabora com a progressão evolutiva de um heroi.

O mesmo não tem influência sobre o nível dos personagens, diferente de FFX por exemplo que você precisa alocar os atributos também em uma árvore de evolução.
Todos os atributos são elevados ao subir de nível como um Final Fantasy comum juntando uma quantidade X de pontos de experiência. Digamos que você está equipado com uma adaga, e acha uma adaga um pouco melhor, ao menos que você compre a licença para esse novo equipamento, seu personagem não poderá equipa-lo. E assim vai sucessivamente até preencher o tabuleiro todo.

A versão do Zodiac Age funciona da mesma maneira na sua essência, mas agora você pode definir até duas classes para cada um dos personagens, o que totaliza 12 classes no total. A forma que você faz o mix-n-match fica por conta do jogador, mas vale salientar que cada personagem tem uma proficiência para um determinado tipo de equipamento. Por exemplo, o Van com adagas e poles, ou o a Fran com arcos.

Essa forma que o jogador tem de selecionar as classes vão lembrar muito Final Fantasy Tactics também. Acaba colaborando com a nostalgia porque o game se passa no mesmo mundo de Ivalice, e o mesmo compositor fez as músicas do original, o mestre Hitoshi Sakimoto. Ambas as versões da trilha sonora disponíveis no jogo são muito boas. Eu ainda prefiro algumas faixas da versão original do que da remaster, mas é questão de gosto mesmo.

Hitoshi Sakimoto parece especialista em compor faixas de jogos com a temática de guerra, faz arranjos excelentes instrumentos de precursão, bateria de marcha militar e tudo mais, eu aprecio muito o trabalho dele faz uns bons anos já, principalmente em Final Fantasy Tactics do PlayStation 1 em 1997.

Quando mencionei que eu faria tudo igualzinho e tudo diferente, eu me referi a essa possibilidade de alocar as classes aos personagens, e diferente da versão anterior, você poderá voltar atrás nas escolhas na hora de selecionar um determinado job para alguém.
O recurso pode ser ativado dentro da Guilda em Rabanastre, falando com o Montblanc, o personagem que dará as quests de Marks (os 45 bosses opcionais do capiroto neste game).

Também contaremos com mais uma página para definirmos os Gambits (um tipo de auto-battle complexo que trabalha com ações e condições), deixando ainda mais dinâmico seus grinds em terrenos diversos. E para quem zerar o game e quiser fazer um New Game plus, você agora poderá dar carry-over dos seus itens, equipamentos, license boards e até mesmo níveis para uma nova jogatina também.

Final Fantasy XII: The Zodiac Age para o Nintendo Switch proporciona uma experiência diferente. Assim como minha análise de FFX, jogar um game desses em qualquer lugar é fenomenal. Recomendo fortemente para aqueles que quiserem se aventurar numa jornada muito agradável do inicio ao fim. O game trará mais ou menos 50 horas de gameplay para concluir a história principal e cerca de 120 para finalizar as sidequests em média.

Prós

  • A versão remasterizada é definitiva e completa, recheada de coisas para se fazer sem muita repetição
  • Trilha sonora remasterizada ficou linda
  • Sistema de batalha dinâmico, diferente e muito bem feito

Contras

  • No inicio do jogo é um pouco burocrático até ele deslanchar
  • Seus meios de obter grana é só por loot que caem dos inimigos
  • A dublagem ainda parece meio abafada
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.