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vgBR | 16 de julho de 2019

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Lapis X Labyrinth – Análise

Lapis X Labyrinth – Análise
Fábio Kraft

Lapis X Labyrinth é um RPG de ação com muito hack n’ slash e shows pirotécnicos para tudo que é lado. Produzido e desenvolvido pela Nippon Ichi, este game chega também ao Nintendo Switch para alegrar os jogadores que amam explorar dungeons extensas e arrebentar centenas de inimigos no melhor estilo side-scroller 2D com um belíssimo visual espetacular de muito bom gosto, antes vistos também em uma versão que saiu anteriormente para o PS4.

Lotado de exploração, um gameplay relativamente simples, loots e classes, este jogo pode ser bem apreciado pelos jogadores que querem optar por um começo sem enrolação e muitas horas para concluir todo conteúdo disponível, algo que pode ser esperado da softhouse que criou jogos como Disgaea e Phantom Brave. Mas embora seja um jogo cheio de pontos positivos, existem situações no qual a jogatina acaba sendo prejudicada por alguns motivos, mas vamos começar do começo.

O trabalho artístico do game é impecável, pelo menos para quem curte jogos 2D. Os modelos são bonitinhos, cenários são bem vivos e cheios de cor. O game conta com um bestiário legal para verificar o que você encontrou ou derrotou durante a aventura.

Uma pena que a trilha sonora não tenha nenhuma faixa muito marcante, mas não é necessariamente ruim, apenas não achei o bicho como eu esperava. Com tudo, a parte áudio visual como um todo é bem satisfatória, a dublagem também é bem legal com os gritinhos de menina em japonês que faria o Link de The Legend of Zelda ficar com inveja.

A história é um pouco cliché mas que funciona bem para a proposta do game, você começa a jornada em um vilarejo que é localizado em volta de uma floresta/ ruína/ labirinto, cujo qual exploradores desafiavam as profundezas e jamais retornavam com vida, fazendo que o pequeno local acabasse se prejudicando financeiramente por falta de recursos que esses viajantes pudessem trazer ao retornar. Isso até o seu grupo chegar até o local, a última esperança para desvendar e desbravar os desafios que seriam impostos a eles.

A medida que o jogador consegue ir avançando na história, novos locais são adicionados para comprar e vender, sintetizar equipamentos, aprimorar seus personagens, e também outros elementos de gameplay serão introduzidos gradativamente.

Em seu grupo não há um personagem principal pois você pode criar todos os integrantes dentre as 8 classes disponíveis de início. As classes variam entre lutadores a curta distância, longa, magos, clérigos, todos com uma especialidade particular, sendo customizável coisas como nome, cor e voz do personagem. Em seu grupo você pode levar consigo apenas 4 integrantes por vez para ir descendo os andares do labirinto. Recurso que acaba agregando bastante replay e experimentação pois há muita coisa para se misturar e testar, as classes são bem expressivas e tem o feeling de realmente jogar com um estilo completamente diferente.

Ao iniciar a jornada você passará por um tutorial bem completo sobre os movimentos básicos do game, atacar, pular, usar ataques especiais, ativar portais, abrir baús, bem fundamentado tanto para combate quanto para exploração.

Embora não fique muito claro no início, ao ir avançando você pegar o jeito da coisa e começará a compreender melhor todo o esquema de stacking e fever mode que vou comentar um pouco mais pra frente.

A progressão do game é através de quests que você as aceita conversando com um NPC da cidade. São listas separadas por nível, que ao concluir todas disponível, uma quest especial de conclusão da etapa aparece para continuar adiante.

Durante a exploração das dungeons o jogador pode levar até 4 personagens como dito anteriormente, sendo um deles como líder e outros como suporte enquanto não estão utilizando em combate. Os personagens ficam arranjados no que chamam de stacking, onde um fica literalmente em cima do outro podendo ter a serventia de vários tipos de ação dependendo da classe que escolher, e com tudo, podem ser acionados para tomar a liderança a qualquer momento, principalmente quando houver a necessidade de realizar a troca para derrotar um tipo específico de monstro por exemplo. Esse é um dos pontos que eu acabei não gostando muito por achar que a mecânica não encaixa tão bem na hora da pancadaria, dificilmente a gente consegue realizar trocas tão rápidas e eficientes enquanto há muito conflito em tela.

O jogador precisa se atentar que todo o equipamento requer uma pontuação X para ser equipado. Digamos que sua party tenta 20 pontos para utilizar, então o jogador precisará distribuir de maneira inteligente o que cada personagem equipará pois a pontuação é bem variante, a arma inicial do game requer 1 ponto para equipar, enquanto um rare drop precisa de 3 ou 4, e assim por diante.

Enquanto se explora os andares, tudo contabiliza numa espécie de pontuação que gerará um ranking no final de cada andar, isso inclui quantidade de inimigos derrotados, tempo de conclusão, quantidade de fever modes ativados, quantidade de cristais de portal (os cristais roxos que ficam dispostos pelo cenário), e dependendo do ranking tirado, você receberá um bônus de acordo, como um item especial ou chaves para abrir os baús ao concluir uma quest.

O combate do game é muito simples também, fácil de pegar e se aperfeiçoar também, no entanto, a simplicidade é necessária porque em muitos casos você não terá muito visual do que está acontecendo na tela por conta da poluição de informação e luz que acontece quando expostos a uma quantidade grande de inimigos, num monster room. Falando nisso, quando o jogador consegue uma quantidade X de hits e dano, acontece um estado chamado de Fever Mode, onde todos os seus ataques aumentam consideravelmente e a taxa de drop dos inimigos também sobe bastante, além disso alguns blocos especiais ficarão em evidencia para que o jogador acerte-os e arrecade bônus de pontos para contabilizar em prêmios no fim de cada andar, algo que infelizmente é muito randômico e me deixou super frustrado quando estava atrás de um item específico. É muito cansativo você esperar um equipamento dentro de 8 tipos possíveis, mas quando vem algo que lhe interessa muito, geralmente os resultados são bem compensadores.

Eu particularmente não tenho como ser injusto com esse game, ele me entregou o que eu esperava dele: Um jogo de ação com elementos de RPG para descontrair, e é bem isso que o jogo acaba sendo mesmo. Me diverti bastante, consegui realizar quase tudo o que eu queria e estou bem feliz com o resultado final. Confesso que no início eu achei que seria muito pior do que eu imaginava. Não curto jogos que te colocam assim na base do “se vira aí”, mas esse foi delicadinho, dei uma chance e acabei vendo que o pré-julgamento pode ser bem mal direcionado.

E também, porque raios não há um modo online neste game? Tinha tudo para ser um ótimo recurso.

Pros

  • Gráficos bonitinhos, personagens carismaticos
  • Level Design é bem competente
  • As batalhas de chefe são eletrizantes e cheios de estratégia

Contras

  • Trilha sonora fraquinha
  • Mecânicas com boas ideias mas um pouco mal realizadas
  • Fator aleatório alto demais para meu gosto
  • História quase inexistente
  • Dublagem incomoda com o tempo
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.