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vgBR | 20 de julho de 2019

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Super Neptunia RPG – Análise

Super Neptunia RPG – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
5
5

Conversão decepcionante

Um game Side Scroller 2D com boas ideias e um enredo divertido, mas deixa a desejar na versão do Switch por ser muito mal otimizada, rodando com diversos problemas de frame rate, controles travados e menus pouco inspirados.

Estamos diante de Super Neptunia RPG, mais um jogo da série para o PS4, PC e Nintendo Switch..

Desenvolvido em conjunto pelas softhouses Idea Factory, Compile Heart e Artisan Studios, esse é um título bem diferente dos outros Neptunias que conhecemos, e mais um spinoff da série que parece muito Valkyrie Profile, lançado lá na época do PSOne quase 20 anos atrás.

O game é um RPG no estilo Side Scroller 2D, propositalmente porque a história do game envolve essa característica, com batalhas que misturam sistemas de ATB (Active Time Battle) e a colocação de comandos nos quatro botões da face do controle, sendo cada um botões responsável pela ação de um determinado personagem.

A versão testada foi a do Nintendo Switch, então esse review é baseado exclusivamente nela. Para ser bem honesto e “justo”, possivelmente peguei a versão mais machucada dentre as plataformas onde o game foi lançado. Digo isso pois logo nos primeiros segundos do jogo, na própria tela de titulo, percebemos um imput lag horroroso para iniciar um novo jogo e infelizmente, a partir daí, a maioria do percurso é só ladeira abaixo com umas raras e boas freadas em momentos que salvam a jogatina, como aquelas barreiras de estrada que seguram um carro desgovernado.

É uma pena porque pelo o que eu pude acompanhar de curiosidade em vídeos da internet sobre o gameplay dele rodando lisinho, rapidinho, da maneira que teria que ser em outras plataformas como a do PS4 por exemplo, me deixou muito frustrado, fiquei incrédulo no que estava jogando assim que pude mover a Neptune para a direita enquanto ela viajava pelo cenário feito um slide-show. Fora isso, tudo bem, é possível relevar algumas coisas assim de vez em quando, porém esse quadro acaba piorando um pouco e vou explicar o porque.

Garanto que as falhas técnicas (que são muitas) não estejam ligadas as limitações do console, mas sim pela péssima otimização da equipe que portou o game para o Switch. Um trato legal nas taxas de quadro era o mínimo que o jogo poderia ter recebido.

Super Neptunia RPG é um game cheio de piadinhas e zoações com a industria de jogos em geral e com seus próprios personagens do início ao fim do game. O enredo desenrola num universo chamado Gameindustri e na dimensão do game, os jogos 2D são idolatrados e amados como a maior manifestação de entretenimento que pode existir. Um grupo chamado Bombyx Mori toca o terror dos residentes cobrando forçadamente impostos, em forma de cartuchos, caso contrário os residentes são punidos e jogados num dark world sem escapatória, e nossa heroína com amnésia Neptune chega bem a tempo de “para-quedas” no meio dessa bagunça toda para ver o que está rolando.

A aventura começa verdadeiramente após um encontro com uma garota misteriosa que carregava um livro mágico e um objetivo de subjulgar Bombyx Mori e restaurar a harmonia. Neptune e a Resistência então tomam partido nesta empreitada para salvar a Gameinsdustri mais uma vez.

Apesar de ser o charme principal e até mesmo o objetivo entreter comicamente, é complicado mesmo levar a sério o enredo do jogo por conta de coisas do gênero que acontece a cada instante nas cutscenes e conversas afora, incomodando inclusive pelo excesso que esgota até minha paciência.

O universo da série para quem não está familiarizado é cyber-espaço onde consoles e jogos vivem como uma sociedade, e com isso, pirataria e hackers acabam sendo os vilôes mascarados dos games (falando de uma maneira bem superficial e grosseira, claro).

A maneira que você utiliza os itens nas batalhas é super estranho já que é necessário entrar no menu, selecionar o item e aí executar a ação com o personagem que você deseja, enquanto tudo está acontecendo ao mesmo tempo. Acabei morrendo várias vezes em chefes mais difíceis porque simplesmente tinha muita confusão rolando em torno das batalhas. O lado bom é que segurando LZ, você pode skippar as animações do combate e grindar rapidamente (ou morrer violentamente também se não cuidar).

A maneira que você avança no game é através de missões diretas e lineares, várias side-quests estão disponíveis nos primeiros minutos do jogo já, missões de coletar itens, matar certos inimigos, coisas para dar um up no seu personagem, arrecadar uma grana para equipamentos novos, etc…

Existem alguns esquemas de customização dos equipamentos e formas de você aprender certas skills com eles, algo como Final Fantasy 9 no qual junta-se AP e masteriza-se uma habilidade contida em alguma arma ou peça de armadura. É legal, incentiva usar as coisas que você tem no seu inventário.

O game tem seus lados positivos também, ele possui opções de áudio em inglês e japonês, ambos de excelente qualidade e realmente fizeram um trabalho primoroso nesse sentido.

A parte áudio visual num geral é bem legal, os cenários são bonitinhos, tem muitas telas com artworks de primeira que ilustram eventos que acabam dando um valorzinho agregado gostoso pro jogo. Trilha sonora não tem um tchan marcante, mas não é ruim, mas eu acho que nenhuma trilha sonora de Neptunia é realmente muito top, ela faz o trabalho dela no entanto.

Encerrando, é um jogo fraquinho, ele sempre desejou algo a mais e não conseguiu entregar, talvez porque ele ficou super mal otimizado mesmo. Os pontos positivos do game pesam menos dos que os negativos e, infelizmente, não é algo que eu gostei. Não é a pior coisa que lançou para o Switch, mas na minha opinião honesta, a versão do PS4 e do PC valem muito a mais a pena do que para o console da Nintendo desta vez.

Pros

  • Enredo bonitinho, dá para rir bastante
  • Cenários legais
  • Artworks Bonitos

Contras

  • Frame rate baixíssimo
  • Jogabilidade dura
  • Menus muito feios e pouco intuitivos
  • Batalha sem graça
  • Dungeons longas e confusas
  • Save Points (sem auto-save ou meio de salvar em qualquer lugar)
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.