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vgBR | 20 de julho de 2019

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The Last Remnant Remastered – Análise

The Last Remnant Remastered – Análise
Fábio Kraft

Review

Nota
8.5
8.5

Versão definitiva

Batalhas rápidas, música boa, história bem contada do inicio ao fim com personagens marcantes e extremamente recompensador numa remasterização que resolve todos os problemas do original. Recomendado!

The Last Remnant foi um dos jogos que eu particularmente sempre quis ter me dedicado mais na época mas nunca pude progredir muito por conta da péssima versão do Xbox 360 em 2008-2009.  Me esforcei muito, mas realmente não tinha condições de jogar com aquelas travadas no meio das batalhas e não tive acesso a versão da Steam que era muito superior sobre a versão do console.

Vivemos em uma época boa para os amantes de RPG com todos esses novos títulos e remakes/ remasters que vemos por aí a fora, principalmente os que as Square-Enix faz. E dessa vez felizmente aconteceu com The Last Remnant, um RPG que precisava mesmo de um merecido carinho especial.

Desenvolvido pela Square-Enix e a Guild Studio, esse remaster chega com uma produção cristalina, praticamente isenta de problemas técnicos, para o Nintendo Switch e PS4, com uma revisão pesada de texturas, resolução, efeitos de luz e partículas, alem de meios de aceleração do personagem durante a exploração de locais e nas batalhas.

Apesar de não haver extras de quest e história para agregar mais, o game está com um visual mais polido no menus e também pequenos bugs foram corrigidos tais como a atração de certos inimigos no mapa não engatarem ou magias que não executavam corretamente em determinadas situações das quais elas normalmente sairiam, por exemplo.

A trama é envolta de Rush Sykes, um jovem que se envolve num conflito militar enquanto estava em busca de sua irmã Irina – raptada, logo no início do game. Uma aura maligna parece tomar forma através dos anos que busca utilizar o poder dos Remnants para desviar seus poderes para fins devastadores, colocando o mundo em perigo.

Durante uma batalha campal, nosso herói se envolve passivamente do conflito, fazendo que o destino juntasse ele acidentalmente ao grupo do Marquis de Athlum, David. Possuidor de um artefato misterioso detentor de um grande poder oculto, Rush logo é visto como um potencial ajudante das tropas aliadas, em troca de suas habilidades, David e os outros decidem ajudar Rush na sua busca para re-encontrar sua irmã.

Graficamente o game já era bem bonito quando foi lançado originalmente, mas como mencionado anteriormente, com o polimento das texturas e várias outras mexidas nos modelos dos inimigos, personagens e cenários, esse remaster ficou muito agradável visualmente tanto no Nintendo Switch quanto no PS4, onde as diferenças são quase mínimas e praticamente imperceptíveis.

A parte da trilha sonora e a dublagem é demais, composta pelo grande Sekito Tsuyoshi, os arranjos são muito bonitos e memoráveis. Kudos para os diversos temas de batalha que sempre animam, principalmente a faixa Reversal! que é quando você sobe sua barra de Morale positivamente e toma frente nas lutas, dá um empurrãozinho em tanto sempre que acontece.

Sekito Tsuyoshi trabalhou junto com Kenji Ito na OST de Romancing SaGa: Minstrel’s Song para o PS2 e realizou diversos arranjos pra série Final Fantasy. O jeito que ele trabalha realmente combinou muito com a proposta do game, casando perfeitamente.

De cara o jogador já percebe que o game não tem as mecânicas de um RPG tradicional quando o assunto é batalha, seus personagens são feitos para serem organizados em pequenos grupos pelo qual são tratados como uma entidade só apesar das singularidades de cada um, eles formados por até 5 pessoas cada, somando os atributos de HP e AP para realização de ações durante as batalhas.

A progressão evolutiva de seu grupo se assemelha muito a série SaGa, que ao fim de cada batalha um ou outro atributo é aumentado, como defesa ou ataque por exemplo.

Nessa mesma linha você aprende as skills e as evolui no meio das lutas, conforme a quantidade de vezes que elas são usadas por um determinado personagem. Isso tudo junta-se a um elemento complexo chamado Battle Rank que reúne efeitos diversos e diretamente sobre tudo no game. Quanto maior seu battle rank, mais forte ficam os inimigos, menos bônus de itens são dados quando enfrentam-se monstros mais fracos, ele afeta também quais atributos vão subir, quando você vai aprender uma skill e por aí em diante.

É bem complexo entender como funciona cada detalhe especificamente, algo que talvez o jogador venha a compreender mais beirando o end-game, desse battle rank, a barra de Morale e dos chains (a soma dos grupos que você derrota sem sair para o mapa mundi, que reflete em multiplicadores de experiência) mas isso não é um requisito para se divertir no game, é mais como um nerd-fact pra galera mais hardcore.

O fato de você ter esses meios de experimentação com as várias classes e personagens recrutáveis faz de The Last Remnant um jogo imenso e inteiramente divertido durante o processo todo. Sempre vai ter o que fazer e o que explorar, mesmo que seja para terminar ele pela história ou concluir 100% catando os drops e forjando os equipamentos especiais para descer o pau satisfatoriamente naqueles monstros que te aniquilavam num turno.

O game é muito rico em conteúdo opcional também, fazendo que a jornada leve pelo menos 50 horas para concluir (no qual infelizmente não tem uma contagem de game-time interno…)e mais de 150 para se fazer tudo, existem diversas sidequests que podem ser feitas a qualquer momento do jogo e sem serem missables também, uma penca de monstros raros para enfrentar com drops especiais e também, somando a isso, muitos chefes opcionais para se desafiar

A versão que eu joguei foi a do Nintendo Switch e honestamente não percebi nada de errado tanto no modo portátil quanto ele na doca. Rodou tudo sem problemas de queda de quadro, travadinhas ou algo do gênero. Eu fiquei bem surpreso pois eu sempre associei esse jogo com o que eu tinha jogado a uns 10 anos atrás.
Pra minha surpresa, a aventura tem sido muito agradável e recomendo fortemente para quem gosta de um jogo diferente de vez em quando, um estilo que é mais despojado e que requer pensar mais nas escolhas de organização.

É bem meu tipo de jogo, batalhas rápidas, música boa, história bem contada do inicio ao fim com personagens marcantes e extremamente recompensador. Pra mim é um must have na coleção. Espero que mais pessoas possam curtir esse game da maneira que eu curti, porque realmente ficou lindo demais esse remaster.

Pros

  • Sistema de batalha cheio de surpresas e incentivos
  • Dificuldade moderada-alta
  • Trilha sonora marcante
  • Auto-save e save anywhere

Contras

  • A câmera infelizmente é meio ruim quando você está andando em lugares mais apertados
  • Muitos atributos ocultos que não se tem um visual do que eles fazem exatamente
  • A Irina, êta garota chata
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.