Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR | 20 de julho de 2019

Ir para o topo

Topo

Sem Comentários

Devil May Cry – Análise Switch

Devil May Cry – Análise Switch
Fábio Kraft

Review

Nota
8
8

Devil May Cry portátil

Com um port bem feito, a primeira aventura de Dante é incrível, possui um sistema de batalha excelente, músicas boas e chefes bem trabalhados. Recomendo fortemente

O lançamento de Devil May Cry para o Nintendo Switch me pegou de surpresa. Não esperava que um dia eu tornaria a jogar o primeiro game da série depois de tantos anos. Eu tenho um carinho especial por esse jogo e fico feliz que muitos outros títulos legais vieram por conta de inspirações que ele trouxe para as gerações seguintes, quase como se tivesse criado um novo gênero.

A Capcom que desenvolveu e distribuiu Devil May Cry, nos traz mais uma vez um game de peso para quem tem um Switch. Como não peguei o DMC Trilogy para jogar na época para o PS3 e Xbox 360, eu pude curtir e re-descobrir como esse jogo era bom apesar de todas as dificuldades técnicas que os desenvolvedores tiveram durante a produção no PS2 há exatos 18 anos atrás.

O game originalmente foi lançado em 2001 para o PS2 como mencionado acima e o projeto inicialmente era para ser um novo Resident Evil, no entanto decidiram mudar de última hora a ideia e partir para algo diferente com um gameplay bem distinto de um survivor horror comum.

Contudo, algumas coisas ainda ficaram bem evidentes do que sobrou do design original, como a câmera fixa, ambientação, vários puzzles e até mesmo a maneira que os textos aparecem quando você examina um local ou uma porta por exemplo, vai lembrar bastante um Resident Evil.

Devil May Cry é um sobrevivente imponente ao tempo e com isso é perfeitamente jogável ainda, rodando a 60 quadros por segundo, alta resolução, ótimo na doca e na versão portátil. A jogatina flui direitinho e diferente de opiniões alheias, eu particularmente não tive nenhum problema em jogar com os joy-cons e seus “pequenos” analógicos para executar comandos nas batalhas mais complicadas. Pra mim é pura frescura, ao menos que você seja um gorila sem jeito, aí é complicado.

O game agora possui um quadro de conquistas para você ir acompanhando caso queira completar 100% e as telas de loading carregam rapidamente. Devil May Cry é um jogo bem difícil e como não há meios de selecionar a dificuldade, alguns jogadores com certeza terão problemas para passar de certos bosses, forçando-os a praticar e experimentar os golpes que Dante pode aprender ao longo da história e superar esses desafios de arrancar os cabelos é garantia de satisfação. É um jogo de ação com vários elementos de plataforma e hack n’ slash, e ele não é nada parecido (exceto pelos personagens e o lore) com os games mais recentes, então não crie expectativas de que você vai encontrar mais do mesmo, até porque esse primeiro jogo é o mais diferentão dentre todos os games que compõe a coleção dos 5 títulos que saíram (excluindo aquele DMC com o Dante bad-boy), mas isso não significa que ele é ruim, muito pelo contrário, eu recomendo mesmo que a galera dê uma chance e jogue pra valer.

A aventura de Dante é incrível, possui um sistema de batalha excelente, músicas boas, chefes muitíssimos bem trabalhados. O jogo levará cerca de 23 missões para concluir, bastante skills para você comprar, upgrades de HP e etc, com missões de exploração e até mesmo locais para grindar uns Red Orbs (o dinheiro do jogo), o game poderá ser finalizado em aproximadamente 10 horas para os jogadores mais calmos.

Devil May Cry para o Nintendo Switch pode não agradar todo mundo, mas quem gosta dos jogos da Capcom, Onimusha ou até mesmo Ninja Gaiden da Tecmo, vai certamente curtir muito por um bom tempo. Recomendo fortemente.

Prós

  • Fluência de quadros e gráficos em alta definição
  • Fidelidade ao jogo original
  • Os personagens icônicos
  • Batalha final

Contras

  • Câmera fixada
  • Exagero de puzzles
  • Crueldade para conseguir um rank bom nas missões
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPG e amante de batalhas finais e odiador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.