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vgBR | 20 de julho de 2019

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Samurai Shodown – Análise

Samurai Shodown – Análise
Luiz Rafael
  • Em 4 de julho de 2019
  • https://www.vgbr.com/forum

Review

Excelente
8.5
8.5

Excelente remake

Ótimos gráficos, duelos cadenciados e golpes simples Samurai Shodown retorna num dos melhores jogos lançados esse ano, quiçá a geração inteira. Vida longa à SNK!

A LENDA

Originalmente Samurai Shodown, lançado nos anos 90 era um jogo difícil para muitas pessoas, graças ao sistema único baseado em armas, a cadencia do combate e o elevado dano que os ataques causam. Agora imagine tudo isso podendo te fazer perder a partida em apenas alguns segundos? Seja bem vindo a essa releitura do jogo original, pois é exatamente isso que você vai encontrar no novo Samurai Shodown. Prepare-se para um combate sangrento, cadenciado e pesado, aonde um único ataque pode tirar até 80% da sua barra de vida.

Mantendo a maioria das mecânicas originais, Samurai Shodown retorna de um limbo de mais de uma década pra bater de frente com a fórmula já consagrada de Street Fighter, Mortal Kombat, e tantos outros jogos. Surpreendentemente ele consegue atingir o objetivo ao bater de frente com as séries gigantes, ficando a frente dessas no número de registros de candidatos do maior campeonato de jogos de luta do mundo, a EVO.

O game está disponível para Xbox One e PS4 e vai chegar às plataformas Nintendo Switch e PC no final deste ano e ao Google Stadia em algum momento deste ano ainda. 16 personagens estão disponíveis no lançamento, 13 dos quais estão retornando lutadores de títulos anteriores, e três que são totalmente novos na série. Pode parecer pouco quando comparado aos 28 personagens de Samurai Shodown V Special, ou mesmo aos 19 de Samurai Shodown 4 (em breve com os personagens do DLC vai ultrapassar a contagem deste último) mas isso não estraga de forma alguma o brilho do jogo, que chegou desacreditado após o fraco lançamento de The King of Fighters XIV. Fui surpreendido positivamente pelo jogo ser bem acima de qualquer coisa que eu imaginava, mesmo depois de ver os trailers e jogado o demo que saiu pouco antes do lançamento.

MECÂNICAS

A parte mais surpreendente é a jogabilidade com ritmo cadenciado e quase melódico, um verdadeiro balé de armas, ao invés de lutas muito rápidas com combos extensos e num ritmo mais frenético dependendo dos personagens escolhidos, mas em sua grande parte as batalhas se desenrolaram de forma cautelosa justamente pelo alto dano dos golpes, principalmente se você errar um golpe forte ou especial que vai abrir sua guarda e fatalmente você tomará um golpe que se pouco, vai te tirar 30% da barra de vida, o que convenhamos, em um jogo de luta é muito.

Já que estamos falando de dano, vamos falar dos famigerados “golpes especiais” o primeiro deles, é o Weapon Flipping Technique, técnica que se consegue usar após a barra de Rage ficar completa o que só acontece, apanhando. A outra forma de se encher a barra, mas bem pouco é fazendo uma defesa no momento exato que o golpe acerta o seu personagem, também chamada de Just Defended, ou Defesa Justa e que acaba por desarmar o adversário se o acertar, logicamente.

A segunda técnica especial do jogo se chama Super Special Move (original não?) e não depende de barra de Rage, ou de qualquer coisa para ser executada, mas que somente pode ser executada uma vez por luta, e se você errar o golpe, também não pode repeti-lo de novo, então fique atento para encaixar o golpe com sabedoria em seu adversário.

Por último e não menos importante, assim como nos jogos anteriores você pode literalmente “explodir” sua barra de Rage e apertando a mesma sequencia de botões para explodir a barra, desferir um golpe chamado Lightning Blade Attack. É aqui que achamos a cereja do bolo, pois esse golpe pode tirar nada mais, nada menos que até 80% da energia do oponente, dependendo da sua barra de vida e de quanto resta da sua barra de Rage ativada. De quebra você ainda pode usar o Weapon Flipping Technique algumas vezes antes da barra se esgotar ou você usar o Lightning Blade Attack.

HISTORIA?

Não vou entrar no mérito do modo História, que traz apenas com algumas imagens estáticas de cada personagem ao desenrolar das batalhas. Diferente da primeira versão onde o protagonista era Haohmaru, nesse jogo todos eles tem suas histórias separadas e um rival para se enfrentar antes da decisiva batalha contra o último chefão do jogo.

MODOS DE JOGO

Os modos de jogo são bastante variados, vale a pena explorar para conhece-los todos, dos mais clássicos como Arcade, Versus, Treino para outros nem tanto como o modo Online Fantasma, onde você enfrenta fantasmas de outros jogadores e o modo online que até o fechamento desta analise não pode ser testado de forma satisfatória. Consegui jogar algumas vezes, mas a escolha pelo modo de atraso, ao invés do modo tradicionalmente usado pelos jogos de luta mais modernos, não foi uma boa para esse jogo. Com uma boa conexão e a taxa de ping baixo para ambos os jogadores, talvez você consiga uma luta ou outra sem pausas, teleportes e outras coisas que atrapalham bastante a jogatina online.

ÁUDIO

A parte sonora do jogo, também é uma volta ao passado, totalmente nostálgica, pois a grande maioria são versões de clássicos do jogo e se encaixam de forma perfeita na jogatina, a parte sonora é boa também, os efeitos de som são legais, mas senti falta do barulho característico que as espadas faziam quando desembainhadas e embainhadas novamente, o que acontece durante os golpes, a maioria dos golpes do Ukyo mesmo, porque ele luta com a espada embainhada e só tira ela da bainha quando desfere algum golpe, não que incomode mas fica mais como curiosidade mesmo. Como dito no geral o som é o que se espera dele, não é excepcional, mas também não é horrível, ta na média, totalmente nostálgico pra quem já jogou, inclusive as vozes… Duvido qualquer um que tenha jogado ao escutar novamente o narrador dizendo Iza! Jinjou ni! Ippon me, Shoubu não volte anos no passado instantaneamente.

CONCLUSÃO

Com duelos de mecânica simplificada e golpes simples (todos os personagens tem o mesmo comando de especial) Samurai Shodown com certeza é um dos melhores jogos lançados esse ano, quiçá a geração inteira. Vida longa à SNK!

Prós

  • Sistema de jogo vai agradar a novatos e jogadores hardcore
  • Boa apresentação, gráficos bons e a soberba animação do jogo

Contras

  • Sistema online deficiente
  • Os loadings são muito demorados
  • Modo história é só um “Arcade Mode” disfarçado, não da pra chamar de modo história
Luiz Rafael

Luiz Rafael

Apaixonado por games antigos e retro, musica dos anos 80 e 90 e amante incondicional de Coca Cola.