Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR | 25 de agosto de 2019

Ir para o topo

Topo

Sem Comentários

Kill La Kill the Game: IF – Análise

Kill La Kill the Game: IF – Análise
David Signorelli

Review

Nota
7.5
7.5

Anime jogável

Traz uma experiência com bastante foco na história, com boa jogabilidade, ainda que não seja muito complexa. Bem divertido e são poucos games que conseguem um impacto visual como esse.

Kill la Kill The Game: IF é o mais novo jogo de luta produzido pela APLUS e publicado pela Arc System Works (Guilty Gear e BlazBlue). Ele foi baseado em um anime chamado Kill la Kill que fez um relativo sucesso entre os fãs do gênero “pancadaria/comédia”(perdoe-me se existe uma definição específica para ele). Eu dei uma chance para ele na época, porém achei a premissa um tanto sem graça e o apelo sexual mega forçado só piorou ainda mais a má impressão que tive.

Claro que embarco nessa análise com mente aberta e vai que por alguma razão maluca o jogo não me faz ficar com vontade de arriscar o anime novamente? Enfim, dito isso, vamos lá!

BEFORE MY BODY IS DRY

No futuro, os alunos da Academia Honnouji são todos controlados por seus terríveis membros do conselho estudantil, um temido grupo de cinco pessoas liderados pela presidente Satsuki Kiryuin. Sob o punho de ferro do grupo, os ricos da cidade continuam a prosperar, enquanto os pobres vivem em favelas que se alastram pela cidade.

Os que estão no controle podem permanecer assim e manter a ordem graças a um material bizarro conhecido como Life Fibers. Eles usam roupas sobrenaturais, chamadas de Uniformes Goku, com poderes especiais para decretar sua vontade. Quando a aluna transferida Ryuko Matoi enfrenta o Conselho em uma tentativa de descobrir quem matou seu pai com uma longa lâmina de meia tesoura, ela põe em ação uma longa cadeia de eventos que resultam em uma grande revelação: essas pessoas estão tentando governar. o mundo através da roupa. Eu não vou me alongar muito mais aqui, mas essa é a ideia.

Esta adaptação do anime segue o enredo da série, mas ao invés de ver as coisas da perspectiva da heroína Ryuko Matoi, você tem a chance de olhar para a mente de seu rival Satsuki Kiryuin. Essa rainha do gelo é extremamente poderosa, mas é difícil de se identificar com a maioria das séries, então é revigorante dar uma espiada por trás dos bastidores e ver um pouco da sua alma caso queira.

Assim, ao longo do modo de história do jogo, você joga através de uma versão “breve” do anime algo em torno de 75%, através de sua narrativa original, antes de se tornar um intrigante cenário “e se?”(Imagino que o IF do título tenha alguma relação com isso).

Ao longo de uma enxurrada de cenas de anime e longos diálogos, você participa de luta após luta enquanto avança para uma conclusão. Se não quiser participar nas missões da história, pode jogar partidas multiplayer, treinar ou ver todos os modelos e clips de voz que tenha coletado ao longo da sua jornada.

Há um tutorial para você aprender o básico, bem como os modos on-line rankeados e não-rankeados para levar suas habilidades adiante. Se você gosta de lutar contra CPU, pode assumir o modo de sobrevivência para jogar contra uma variedade de personagens da IA ​​para ver quanto tempo você pode durar antes de morrer.

É uma seleção bem simples de modos para jogar, e é claro que todo o trabalho foi feito para realçar os momentos da história. Infelizmente, se você ainda não está familiarizado com a história básica de Kill la Kill, você não terá realmente muita idéia do que está acontecendo, tornando a história inacessível a você. Se você planeja jogar, vale a pena dar olhada na internet algumas informações sobre, entretanto não diria que é obrigatório… até porque eu não assisti o anime ou li o mangá.

E O JOGO?

O que temos aqui é um jogo de luta de arena. Este parece ser o gênero mais popular para jogos de anime licenciados, mas fora dos gêneros possíveis para um jogo hipotético, esta é uma ótima escolha.

Cada personagem tem ataques de curto alcance, ataques de longo alcance, guard-break e ataques de perseguição, além de movimentos especiais específicos do personagem que usam metade da barra SP. A lista relativamente pequena de personagens pode desanimar no começo(total de apenas 12), porém cada um é completamente diferente do outro. Há alguns personagens amigáveis ​​para iniciantes e alguns que levarão um tempo para dominar, como em todo bom jogo de luta.

Algo realmente muito legal é que as lutas permitem um visual que realmente parece um anime, todo mundo que me assistiu jogar achou que estava vendo um episódio de Kill la Kill e isso que ainda tinha todas aquelas informações de jogo na tela. Pode até não ser o jogo de luta mais profundo do mundo, mas são poucos que conseguem um impacto visual como esse.

ANIME JOGÁVEL

Ainda no embalo dos visuais, é impressionante o que a APLUS conseguiu com esse título. Joguei a versão de Switch e antes tinha experimentado a demo no PlayStation 4, a diferença entre eles é muito pouca e prova que com jogos nesse estilo visual o Switch consegue entregar coisas de altíssimo nível.

Não bastava os gráficos serem excelentes, os menus também são de muito bom gosto, bem rápidos e estilosos, até a tela de loading com aquelas linhas vermelhas pulsantes transmite uma agressividade fora de série. A parte visual e direção tiveram auxílio do estúdio TRIGGER que desenvolveu o anime, isso com certeza contribuiu para o que foi entregue.

E para quem, como eu, gosta de capturar imagens e vídeos, vai se esbaldar com Kill la Kill the Game: IF, perdi as contas de quantas fotos de ataques loucos da Satsuki tirei durante meu tempo com o jogo.

QUE SOM!

A trilha sonora do jogo foi composta por Hiroyuki Sawano, famoso pelo seu trabalho em Attack on Titan e Xenoblade Chronicles X(dentre outros). Não tenho certeza se todas as faixas do anime foram trazidas o jogo, mas o que posso dizer é que grande parte delas é sensacional e traz aquele estilo “clássico” de Sawano com toda sua imprevisibilidade, cheio de vocais loucos e músicas cantadas em alemão.

Os dubladores são um absurdo de bom, Ryuko e Satsuki são fora de série, as dubladoras parecem ter ódio(no bom sentido) quando tão dublando, é algo que só ouvindo para entender mesmo.

MATAR LA MATAR

Kill la Kill the Game: IF traz uma experiência com bastante foco no seu modo história, mas não deixa a desejar no departamento que realmente importa em um jogo, sua jogabilidade. O jogo é bem divertido e com um visual fantástico, eu gostei demais e sinceramente… acho que vou dar uma segunda chance pro anime!

Pros

  • Gráficos e arte excelentes, trazendo toda a fidelidade do anime para dentro do jogo
  • Modo história robusto
  • Sistema de jogo intuitivo e fácil de jogar

Cons

  • Poucos personagens, mesmo com DLCs já programadas
  • Algumas pessoas não vão ter paciência em jogar o modo história só para poder liberar modos de jogo
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.