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vgBR | 17 de setembro de 2019

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VASARA Collection – Análise

VASARA Collection – Análise
David Signorelli

Review

Nota
8
8

Excelente revival

Foi uma surpresa conhecer uma série nova através dessa coletânea e com Vasara eu me surpreendi. São jogos muito divertidos e que possuem um desafio excelente, para os fãs de jogos de navinha, não tem nem como recomendar mais.

Os jogos de “navinha” sempre fizeram parte da história dos videogames e o gênero tem sua parcela de fãs. Infelizmente nos tempos atuais esse gênero (oficialmente chamado de Shoot ’em up ou Shmups) têm sofrido um declínio e poucas produtoras se arriscam produzindo jogos assim.

Quando temos um “lançamento”, normalmente é um remake ou uma coletânea como no caso do jogo dessa análise, Vasara. Por sorte, se trata de 3 excelentes jogos que vão fazer até os mais profissionais chorarem com tamanha dificuldade! Vamos agora conferir cada um deles.

VASARA 1 e 2

Os jogos da série Vasara são dois shooters bastante únicos. Os heróis estão no Japão Feudal, mas possuem robôs voadores gigantes muito parecidos com o MUSHA da Compile e Robo Aleste. É na verdade um pouco como uma versão shooter da série Sengoku Basara da Capcom (“Vasara” é simplesmente uma grafia alternativa de “basara”, já que o kanji é o mesmo), na medida em que usa versões estilizadas e reimaginadas de personagens históricos famosos.

Vasara , claro, antecedeu a série da Capcom em cinco anos. Os dois jogos originais foram desenvolvidos pela Visco Corporation, no começo dos anos 2000. A Visco era uma empresa com uma reputação de jogos com uma receptividade bem abaixo da média. Em seus últimos anos, depois de uma década inteira de mediocridade, eles de alguma forma lançaram esses dois excelentes jogos. A brasileira QUByte arquiriu a IP da série e ficou responsável por trazer esse clássico dos jogos de navinha de volta, adicionando conteúdo inédito para agradar jogadores veteraros e também os mais novos. As novas funções incluem suporte ao Playstation TV, novos personagens jogáveis, novos finais e a adição de um modo fácil para iniciantes.

Um dos aspectos notáveis ​​da jogabilidade da série Vasara é que cada personagem jogável tem um ataque corpo-a-corpo carregável que pode cortar as balas inimigas. Esta habilidade é inestimável porque, sendo este um jogo de tiro e tudo, pode haver até cem balas na tela ao mesmo tempo, sem nenhuma desaceleração. A velocidade da bala também pode depender do ataque. Isso significa que alguns ataques são enormes, de movimento lento, grupos de balas que são facilmente evitados, mas levam mais tempo para sair da tela e alguns ataques são balas pequenas e rápidas que surgem do nada.

Além disso, os personagens (inimigos e jogáveis) não morrem em colisão. Você pode bater em inimigos o quanto quiser, e tudo o que eles farão é te derrubar. Não deixe que isso te engane em pensar que vai ser fácil, embora, porque alguns chefes tentam ativamente empurrá-lo em suas balas. Parte da razão para isso tem a ver com a forma como você geralmente precisa chegar bem perto para acertar o alvo. Esta é uma ideia engenhosa que realmente faz com que Vasara se sinta diferente da maioria dos outros shooters.

Vasara ocorre durante o período Sengoku durante a ascensão de Tokugawa ao poder. Apesar de ter ocorrido em 1600, Vasara está cheio até a borda com gigantescos robôs empunhando espadas, tanques de caveira, navios de batalha voando decorados com cabeças de demônios e muitos outros tipos de inimigos geralmente reservados para jogos de ficção científica.
Existem três personagens jogáveis, cada um especializado em uma arma diferente e andando em uma “nave” diferente. Todos os três planejam esmagar Ieyasu Tokugawa e suas forças por suas próprias razões.

Vasara é um jogo de nave com orientação vertical, ou seja, você jogará com apenas um trecho da tela ou se for meio louco poderá literalmente virar sua TV de lado para ter uma experiência semelhante ao dos Arcades, coisa que acredito que pouca gente fará. Pessoalmente admito que mesmo jogando em uma grande TV, tive dificuldades em certos momentos para distinguir projéteis inimigos ou power-ups, tem que ter os olhos afiados como as lâminas carregadas pelos nossos heróis.

Mesmo sendo jogos de quase 20 anos atrás, eles continuam com um visual simpático e se colocado o filtro smooth, a coisa fica ainda melhor. Não recomendo mesmo usar o filtro sharp porque ele no fim só realça o festival de pixels estourando na sua cara. A trilha sonora é totalmente passável, podiam ter usado a temática do jogo a seu favor e criar algo memorável, porém o resultado final ficou mais genérico do que o remédio que comprei semana passada.

Os controles são perfeitos, caramba não lembro a última vez que joguei um jogo desse gênero com uma resposta tão imediata aos comandos, nem parece que não estou jogando em uma TV de tubo! Como falei no início da análise a dificuldade é bem elevada, mas o jogo permite que você tenha vidas infinitas… ou seja, depende unicamente do jogador em nivelar o desafio.

VASARA TIMELESS

Desenvolvido na Unity, o Vasara Timeless é a grande novidade dessa versão, ele continua sendo um shooter na vertical com a enorme vantagem de ocupar a tela inteira e possuir gráficos poligonais. Podendo percorrer toda a extensão da tela, os desenvolvedores adicionaram um comando de “dash” que permite as naves percorrerem grandes distâncias com apenas um botão, ajudando também a desviar de ataques inesperados.

Em Vasara Timeless é possível jogar com até 4 pessoas ao mesmo tempo, gerando um caos absurdo e uma diversão maior ainda. Não vindo dos Arcades, o jogo tem suas próprias regras e não tem mais como ficar “inserindo fichas” à vontade como em Vasara 1 e 2, aqui o negócio é complicado mesmo e quase suei pra chegar ao fim.

Pessoalmente achei o Timeless um jogo muito superior aos antigos Vasara, ele pode até parecer mais lento, mas é bem melhor cadenciado e os novos visuais ajudam a adequá-lo aos padrões da atualidade, lógico que não espere digno dessa geração nele.

QUE TAL UM VASARA TIMELESS 2?

É até engraçado conhecer uma série nova através de uma coletânea e com Vasara eu me surpreendi. São jogos muito divertidos e que possuem um desafio excelente, para os fãs de jogos de navinha, não tem nem como recomendar mais.

Enfim, ficamos no aguardo de um Vasara Timeless 2. Quem sabe!

Pros

  • Visual bem bacana no modo Timeless
  • Controles precisos
  • Desafio alto mas estimulante

Cons

  • No modo normal perde muito da visibilidade por culpa da orientacao do arcade
  • Musicas fracas
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.