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vgBR | 13 de dezembro de 2019

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Blair Witch – Análise

Blair Witch – Análise
David Signorelli

Review Overview

Nota
6
6

Horror meia boca

Me diverti jogando a campanha super curta, foi legal a experiência em 40% do tempo, mas o resto confesso que fiquei frustrado. Gráficos lindos, câmera ruim, não tem uma bússola e seu cachorro é inútil na maioria das vezes

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Eu amo jogos de survival horror, jogo empolgadão sempre e com esse novo título disponível sobre o universo de um filme que eu curti, o que poderia dar errado, certo? Pois bem.

Blair Witch é um jogo de Suspense/Terror em primeira pessoa exclusivamente lançado para o Steam e Xbox One recentemente, desenvolvido pela Bloober Team e publicado pela Lion’s Gate. A equipe responsável traz uma ideia bem legal na mesa mesmo com vários jogos do gênero terem utilizado de settings semelhantes ao longo dos anos.

Estamos na pele de um ex-policial chamado Ellis e seu fiel cachorro, Bullet. Ellis tem a notícia de que um garoto desapareceu em uma floresta das proximidades e então se junta a equipe de buscas para resgata-lo. A aventura lhe entregará muito mais que um simples passeio no parque e Ellis vai se meter em uma viagem que o levará explorar uma densa floresta repleta de símbolos demoníacos, seres de outro mundo que irão ataca-lo e uma estranha câmera que pode alterar os eventos do passado para que sejam mudados no presente.

Blair Witch ganha alguns pontos no emprego de mecânicas e narrativas que são muito bem feitos, fazendo que a jornada tenha uma imersão mais realista naquela pegada de filmagens dos anos 90.

Os ambientes que são bem formados e incríveis, garantindo um ar clássico de tensão durante a jogatina e é realmente muito massa ir atrás das pistas, buscar coisas que levam a investigação inicial tomar frente e tudo aquilo que engloba o universo que ele entrega, fazendo que você mesmo acabe criando um certo apego aos personagens em si.

Começando pelos pontos positivos, os que eu mais gostei particularmente foram a quantidade de coisas para se explorar na floresta, o detalhamento dos itens que você encontra são de tirar o chapéu, coletar as pistas como disse anteriormente é legitimamente divertido, a ambientação é muito boa também, a floresta é rica em detalhes e em variações de cenários, passagens secretas e afins e usar o super faro canino do seu companheiro Bullet e rir de alguns bugs grosseiros também.

Gostei muito de ficar mexendo com a câmera para poder passar de uma barreira ou outra, é bem interessante e eu particularmente gostei da história também.

A parte sonora também não tenho do que reclamar já que é impecável o trabalho. A imersão toda pode ser sentida com um fone de ouvido, recomendado pelo próprio jogo ao inicia-lo. Som 3D auxilia a localizar seu cachorro na floresta, ajuda a também a escutar onde os inimigos estão também. E é claro, colabora demais com os jump-scares. Não percebi músicas notáveis durante o jogo, diga-se de passagem.

O jogo foi inspirado nos contos dos livros e do primeiro filme que foi exibido originalmente em 1999, onde o game se passa dois anos após os acontecimentos do filme. A temática é tensa, assustadora e claustrofóbica, porém a impressão que eu tive é que infelizmente alguns problemas ergonômicos deixam a desejar na aventura em alguns aspectos.

A exploração, por exemplo, eu achei horrível. Não existe um mapa, uma bússola ou qualquer coisa que lhe auxilie a andar naquele ambiente escuro do game. Apesar de ser muito bonito, você estará constantemente perdendo o seu cachorro por entre os caminhos que ele te joga enquanto fareja uma pista.

A questão do mapa eu até consigo compreender, mas faz muita falta um ponteiro de rosa-dos-ventos ali pois você vai ir e vir dos lugares com uma certa frequência, e durante todo esse processo, o jogador vai precisar ralar as paredes para achar aonde está a bendita saída que ele ele está procurando. Juntando na mesma ideia ainda da exploração, Bullet as vezes ajuda quando não resolve bugar. Você pode realizar algumas tarefas com ele mas as únicas coisas que eu vi funcionar direitinho foi a parte de pedir para ele ficar junto de você ou ficar parado numa posição determinada, as vezes que eu pedi para ele ir atrás de alguma coisa que não era relacionada ao plot principal, ele ficava só dando voltas em círculos e se coçando, retornando com um ” Nothing there, eh? “.

Quando resolve ir atrás de alguma pista, ele dispara, sai voando na sua frente se enfiando por buracos, e isso geralmente acontece quando somos submetidos a atender o rádio do jogo, fazendo o personagem sofrer da síndrome do Batman, aquela onde não conseguimos correr enquanto falamos ao rádio, se perdendo direto do seu cachorro por entre os matos. Isso é um pé no saco e desestimula pra caramba.

Blair Witch pode ser terminado em menos de 5 horas também, fazendo que você possa ir atrás dos outros finais, mas eu honestamente não me vejo jogando tudo de novo não.

O veredito é: fraquinho. Me diverti jogando sua campanha super curta, foi legal a experiência em 40% do tempo, mas o resto todo eu confesso que fiquei muito frustrado. Não achei que ficou no nível de Silent Hill ou Resident Evil como falam por aí, eu achei que ele ficou no estilão moderno daqueles adventures point-and-click antigões de PC.

Pode ser que agrade algumas pessoas mais que as outras, mas eu honestamente não faria o investimento ao menos que estivesse numa promoção super compensadora por aí.

Prós

  • Ambientação é legal, a temática é competente
  • Sonoplastia de primeira
  • Enredo com pé e cabeça, bem montado

Contras

  • Câmera do game é ruim
  • Não tem uma bússola para se localizar
  • Seu cachorro é inútil na maioria das vezes
  • Os chefes são bobos e facílimos de derrotar (sim, tem chefes para se enfrentar)
  • A floresta é muito grande e cheia de paredes invisíveis
David Signorelli

David Signorelli

Amante de jogos japoneses, foi responsável por derrotar os Weapons de Final Fantasy VII que iriam afundar a Ilha da Rainha da Morte, conhecida como Florianópolis. Se arrepende disso até hoje.