Análises

Puzzle Quest: The Legend Returns – Análise

8
Puzzle RPG viciante
Tradicional Candy-Crush (BeJewled) dos smartphones com elementos de RPG e muito viciante num port competente para o Switch com muitas adições.

Puzzle Quest: The Legend Returns é o seu tradicional Candy-Crush (BeJewled) dos smartphones com elementos de RPG que poderá ser jogado num console desta vez. Estranho? Talvez, mas até que a mistura ficou bem bacana.

Distribuído pela D3Go e desenvolvido pela Infinite Interactive, Puzzle Quest é uma ótima pedida para quem gosta de juntar peças das mesmas cores, bolar combos gigantescos e descer o pau em esqueletos (e todo tipo de animal medieval) no processo.

Essa nova versão que lançou agora para o Nintendo Switch trata-se de um remaster com algumas adições ao original, então quem curtiu o game anteriormente pode esperar conteúdos novos que foram implementados como quests, jobs e algumas particularidades no enredo principal. É um jogo excelente para pegar e iniciar rapidinho, sem muitas delongas na história, o game começa explicando os tutoriais rápidos no ato.

O conteúdo do game remasterizado incluí, segundo o site oficial:

  • 100 novas missões (somando 240 missões no total)
  • 5 novas classes
  • Puzzle Quest: Challenge of the Warlords
  • Puzzle Quest: Revenge of the Plague Lord
  • Expansão de conteúdo totalmente nova: Ataque do Senhor Golem!

A premissa do game é de fato interessante e ao jogar mais a fundo, eu particularmente fiquei bem entretido com os aspectos do gameplay, de aprender skills, usar equipamentos diferentes e etc. As mecânicas funcionam bem e são super bem feitas também. A evolução do seu personagem ocorre com o ganho de experiência normalmente ao derrotar um monstro, e também com pontos que você pode alocar dentro de menu de atributos, podendo designa-los para chances de dano critico, aumento dos pontos de vida, receptividade de um determinado elemento ao quebra-lo. Unindo isso aos equipamentos que tem características próprias e que podem ser mudados dada a necessidade da próxima batalha.

Ao iniciar o game você dará o nome ao seu personagem e poderá escolher dentre as várias classes possíveis que refletem na dificuldade do jogo em si e o que cada personagem irá aprender ou poder equipar. Eu escolhi guerreiro, tratado como “easy”, mas escolhi porque eu gosto de focar em força bruta quando o assunto é RPG, e como não sou expert nesse tipo de game, achei adequado pegar uma classe de iniciante. Os inimigos muitas vezes são muito fortes, e mesmo que você venha perder uma ou outra batalha, você não será penalizado, então se algo realmente ficar meio fora de controle o jogador poderá refazer as sidequests para dar uma upada ou avançar com as missões principais que são bem mais tranquilas.

Logo em seguida, você é introduzido a alguns personagens principais como a rainha Gwendholyn e o seu pai, ambos dando as quests introdutórias do jogo. Quests que após concluí-las você poderá começar a realizar missões secundárias para juntar recursos, subir de nível, melhorar o seu castelo construindo celas, workshops e todo tipo de trinkery para auxiliar nas batalhas. Além dos combates, o game é repleto de pequenas coisas que você pode fazer, dando um feeling legítimo de RPG.

A trilha sonora do game é impressionantemente boa, de verdade. Cheia de chorus e instrumentações de qualidade, a pegada medieval é bem coerente ao game. As músicas e a dublagem em inglês são dois pontos que o game se sobressai pra caramba. Até porque o compositor, Steve Fawkner é também o game-designer E programador do game, tiro meu chapéu pra ele, sem dúvidas.

O jogo já pode ser adquirido no Nintendo eShop. Tenho certeza que vai agradar os fãs do gênero quebra-cabeças e mais ainda quem curtir RPG também.

Prós

  • Gameplay fluído, sem enrolação e fácil de pegar
  • Músicas e áudio em geral de qualidade
  • Complexidade maneira para um jogo de puzzle, no quesito de sidequests e extras

Contras

  • Alguns inimigos parecem super desbalanceados, infelizmente
  • É um jogo de estratégia e MUITA sorte, um deslize inocente pode custar minutos de batalha perdida
Fábio Kraft
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