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vgBR | 21 de janeiro de 2020

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Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout – Análise e Retrospectiva da Série

Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout – Análise e Retrospectiva da Série
David Signorelli

Review

Nota
9.5
9.5

O melhor Atelier até então

Atelier Ryza foi desenvolvido com um enorme carinho, trazendo tudo que a série sempre fez de melhor e expandindo para novos horizontes. Sinto tanto orgulho de ver a Gust crescer como cresceu, sempre acreditei no potencial desse estúdio.

Desde 1997, a Gust tem lançado constantemente novos jogos da sua série “Atelier”, que chega em sua vigésima-primeira edição (desconsiderando os spin-offs) com Atelier Ryza: Ever Darkeness & the Secret Hideout lançado para PlayStation 4, Nintendo Switch e Microsoft Windows.

Antes de entrar na análise propriamente dita, gostaria de levá-los num pequeno túnel do tempo para falar de cada um desses 20 jogos que antecedem a aventura da nossa pequena Reisalin Stout, ou Ryza para os mais íntimos.

O INÍCIO

Plataformas principais: Dreamcast, PlayStation

Os jogos da série Atelier costumam ter uma estrutura de “trilogias”(com exceções) como se fossem pequenas sagas com um universo compartilhado e personagens que se intercalam. Desde o começo foi assim e não acredito que mudará tão cedo. Segue abaixo os jogos da primeira “fase” da história da franquia.

(Uma pequena observação, dentro dos parênteses está escrito a letra A seguido de um número, é dessa forma que a Gust identifica seus projetos, exemplo: Atelier Iris: Eternal Mana é o Project A6, algo que normalmente é mostrado na abertura dos jogos ou mesmo nos créditos.)

  • (A1) Atelier Marie: The Alchemist of Salburg
  • (A2) Atelier Elie: The Alchemist of Salburg 2
  • (A3) Atelier Lilie: The Alchemist of Salburg 3

O pontapé inicial foi dado pela trilogia Salburg e nela estreou as 3 primeiras alquimistas da série, Marie, Elie e Lilie. Infelizmente são jogos que não tiveram um lançamento ocidental e por culpa disso não tive oportunidade de jogá-los, porém tive uma noção da personalidade das heroínas através de Nelke & the Legendary Alchemists: Ateliers of the New World, um spin-off que foi lançado no começo desse ano.

Só para não fugir muito, Nelke trás para o seu mundo praticamente todos os personagens da série Atelier, foi um jogo diferente que serviu de comemoração aos 20 anos da franquia.

Seguindo adiante chegamos em Gramnad.

Plataformas principais: PlayStation 2, PlayStation Portable

  • (A4) Atelier Judie: The Alchemist of Gramnad
  • (A5) Atelier Violet: The Alchemist of Gramnad 2

Olha, aqui não temos uma trilogia! As aventuras em Gramnad também ficaram apenas no Japão e novamente não pude conhecer as peripécias de Judie e Violet. O bom disso tudo é que essa história de exclusividade dos nipônicos estava prestes a terminar.

ATELIER IN ENGLISH, FINALMENTE

Plataformas principais: PlayStation 2

  • (A6) Atelier Iris: Eternal Mana
  • (A7) Atelier Iris 2: The Azoth of Destiny
  • (A8) Atelier Iris 3: Grand Phantasm

Atelier Iris: Eternal Mana foi o primeiro jogo de Atelier com lançamento ocidental e consequentemente foi meu primeiro contato com a série fora do mundo das publicações. Atelier Iris: Eternal Mana é bem diferente da estrutura clássica de Atelier, que, mesmo sem ter jogado os jogos anteriores, eu tomei conhecimento da jogabilidade deles através de vídeos e análises.

O jogo segue um “estilão” mais RPG clássico, com menos ênfase na alquimia e aspectos de simulação. Apesar de não ser o jogo mais bonito do mundo, ele era charmoso com seu visual isométrico 2D na pegada de Landstalker, Equinox ou Dark Savior(melhores exemplos que encontrei), tudo bem que poderiam ter colocado uma sombra qualquer no personagem…até o Link em A Link to the Past tinha sombra, mas deixa para lá.

No fim das contas o jogo era bem divertido, com uma aventura relativamente curta e uma música da batalha final que até hoje não esqueço, depois procure por Deceitful Wings, qualidade já conhecida do Gust Sound Team.

Sem muitas demoras, Atelier Iris 2: The Azoth of Destiny é lançado e consegue superar Eternal Mana em praticamente todos os sentidos. Desde a abertura no melhor estilo anime anos 90 passando pelo sistema de batalha reformulado e indo para a parte da alquimia, a Gust conseguiu se superar.

Fechando a trilogia, Atelier Iris 3: Grand Phantasm refina o que já era bom e mostra que o estúdio conseguiu fazer RPGs mais tradicionais sem precisar fugir muito do que é a essência da série. Uma pena que de certa forma a Gust nunca mais apostou nessa proposta.

ATELIER NO COLÉGIO?

Plataformas principais: PlayStation 2, PlayStation Portable

  • (A9) Mana Khemia: Alchemists of Al-Revis
  • (A10) Mana Khemia 2: Fall Of Alchemy

Não é mistério pra ninguém que japonês adora fazer jogos/filmes/animes/qualquer coisa dentro de uma ambientação de colégio. Com Atelier até me surpreendi de ter demorado tanto e com Mana Khemia: Alchemists of Al-Revis, a série atingiu um público diferente sem alienar seus fãs. Essa nova versão traz um visual parecido com Iris, mas bem mais trabalhado, em especial durante as cenas de batalha, inclusive acho que até hoje a duologia é traz uma das mais belas animações em 2D para um combate num JRPG, sem exageros.

Tanto Mana Khemia 1 quanto o 2 são jogos muito queridos pelos fãs que até hoje clamam por um Mana Khemia 3. Levando em consideração o que a Gust fez com a ex-trilogia(logo entenderás) de Arland, vejo que tudo é possível.

Ah, ambos os jogos possuem provavelmente uma das melhores trilhas sonoras da série, em especial os temas de batalha como STIGMATA, Namenloses Licht e Nefertiti.

ENFIM, ALTA DEFINIÇÃO

Plataformas principais: PlayStation 3, PlayStation Vita

  • (A11) Atelier Rorona: The Alchemist of Arland
  • (A12) Atelier Totori: The Adventurer of Arland
  • (A13) Atelier Meruru: The Apprentice of Arland

Com a chegada da nova geração de consoles, a série Atelier também precisava dar seus primeiros passos na alta-definição. Utilizando da Phyre Engine, um motor gráfico que a Sony desenvolveu com o intuito de permitir que estúdios menores pudessem produzir jogos para o PlayStation 3 com maior facilidade, a Gust desenvolveu Atelier Rorona: The Alchemist of Arland e foi um grande sucesso.

O jogo mergulhou totalmente nas origens da série e trouxe uma aventura mais “contida”, dentro do reino de Arland e com um objetivo menos nobre do que “salvar o mundo”. Rorona, a heroína do momento, assume um Atelier que está bem mal das pernas e precisa literalmente salvá-lo. Incrível como em poucos minutos o universo de Arland me conquistou, os personagens possuem uma personalidade forte e até hoje boa parte deles tá fresquinho na minha memória, mesmo já tendo passado praticamente 10 anos.

Pouco tempo depois a Gust lança Atelier Totori: The Adventurer of Arland, que como o nome diz, também se passa em Arland, mas ao invés da capital(de Rorona), as aventuras de Totori dão início na cidade de Alanya, ao sul do país. Uma cidade portuária, que vive da economia gerada pelos frutos do mar, literalmente.

Totori é fantástica, das 4(sim, 4) heroínas de Arland ela é minha favorita, ela é super cheio de energia e tem um motivo muito profundo para realizar seu sonho de ser uma aventureira, valeu cada segundo.
Sem maiores surpresas recebemos Atelier Meruru: The Apprentice of Arland, o melhor jogo de todos da série Arland. Meruru não é tão legal quanto Totori, mas em matéria de jogabilidade esse é sem sombra de dúvidas o mais divertido e com certeza o Atelier com os ataques especiais mais insanos, Gaia Breaker de Sterk que o dia.

Até então Meruru fechou a trilogia Arland com chave de ouro e com isso uma nova trilogia estava prestes a dar início.

O ENTARDECER

Plataformas principais: PlayStation 3, PlayStation Vita

  • (A14) Atelier Ayesha: The Alchemist of Dusk
  • (A15) Atelier Escha & Logy: Alchemists of the Dusk Sky
  • (A16) Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea

Até estranhei quando comecei Atelier Ayesha: The Alchemist of Dusk, um tom mais sombrio contrasta com a alegria de Arland e trás à tona uma aventura bem diferente do que estava acostumado. A abertura desse jogo é uma das minhas favoritas, tanto pela animação quanto pela música, não somente a abertura, mas o jogo em si é fantástico.

Fiquei louco por Ayesha, achei que acertaram em cheio em investir em um universo mais calejado e até os personagens refletem bastante essa escolha. O jogo tem uma das músicas de batalha final mais lindas de todos os tempos, procurem por MARIA e contemplem.

Com o lançamento de Atelier Escha & Logy: Alchemists of the Dusk Sky já dava pra perceber que a Gust procurava ousar. Esqueci de mencionar anteriormente, mas em Mana Khemia tivemos 2 personagens principais e aqui nesse jogo retomaram essa ideia, cada um tendo uma aventura distinta. O jogo conta com uma das maiores produções da série, teve até uma versão animada para TV, devido ao sucesso entre os fãs.

Encerrando a trilogia do entardecer, somos presenteados com Atelier Shallie: Alchemists of the Dusk Sea. Shallote e Shallistera são as alquimistas do momento, elas são extremamente carismáticas e protagonizam um dos mais belos jogos da franquia em matéria de acontecimentos. Eu pessoalmente não vejo a hora de poder jogar a trilogia Dusk novamente quando ela for lançada em 2020 em uma versão remasterizada!

QUANTO MISTÉRIO…

Plataformas principais: PlayStation 4, Nintendo Switch, PlayStation Vita, PC

  • (A17) Atelier Sophie: The Alchemist of the Mysterious Book
  • (A18) Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey
  • (A19) Atelier Lydie & Suelle: The Alchemists and the Mysterious Paintings

Mais uma transição de gerações, essa nova trilogia apostou fortemente em um não-uso de tempo limite, como de costume nos demais jogos da série. Tudo bem que Shallie já era assim, mas foi aqui que isso cimentou de vez.

Atelier Sophie: The Alchemist of the Mysterious Book não trouxe muitas ideias novas para a franquia, parece que preferiram apostar no que já estavam acostumado, mas não deixa de ser um jogo divertido. Acho que o que pecou um pouco para mim foi o design de personagem pouco inspirado, não chegando aos pés dos trabalhos anteriores.

Logo depois é lançado Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey que quis implementar um esquema de exploração em um mundo mais aberto, seguindo as tendências dos jogos modernos. Funcionou bem para Atelier? Eu pessoalmente achei legal. Claro que em diversos momentos me deparava com cenários super vazios, porém nada que afetasse negativamente o envolvimento com o título.

Ah, Atelier Lydie & Suelle: The Alchemists and the Mysterious Paintings, com certeza o jogo com o maior nome da franquia e um dos mais divertidos sem dúvidas. Esse é disparado o melhor jogo dessa saga e até mostra que o design de personagens fracos lá de Sophie não afetou o desenvolvimento de Lydie & Suelle.

22 ANOS DE ATELIER

Plataformas principais: Nintendo Switch, PlayStation 4, PC

  • (A20) Atelier Lulua: The Scion of Arland
  • (A21) Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout

Quando a Gust anunciou Atelier Lulua: The Scion of Arland eu mal pude acreditar no que estava lendo. Depois de anos retomar uma saga já dada como encerrada? Achei ousado e ao mesmo tempo adorei! Quando tive o prazer de voltar para Arland eu fiquei muito feliz, os jogos dessa trilogia eram os que mais curti e Lulua, a filha de Rorona, me fez ficar ainda mais fã.

Apesar de não ser tão boa quanto Meruru, Lulua chega quase lá e vale a pena mesmo encarar mais essa aventura.

Enfim, essa foi a minha trajetória pelo mundo da série Atelier até os dias de hoje, entretanto ainda falta falar de um título…

UMA AVENTURA DE VERÃO

“Mesmo que todos os tenham, as memórias que criamos com nossos amigos são especiais para todos e para cada um de nós”

Reisalin Stout, uma alegre menina que vive na pacata cidade de Rasenboden junto de seu pai e mãe que vivem da lavoura. Apesar de ajudar bastante sua família nos trabalhos, ela é uma adolescente e quer conhecer o mundo. Seus amigos, Lent e Tao, estão sempre com ela, encarando o que vier pela frente.

No começo parece que estamos vendo “brincadeiras” de férias de verão entre grandes amigos e no fim não foge muito disso. Devido a sua imensa curiosidade, Ryza acaba encontrando duas pessoas que irão mudar completamente sua vida. Empel e Lila aparecem em um determinado evento para ajudar Ryza e seus amigos que se meterem em apuros.

Depois de alguns acontecimentos, ambos acabam indo viver na parte velha de Rasenboden e Empel eventualmente se torna responsável por introduzir o mundo da alquimia para Ryza, que por ventura se interessa muito rapidamente pelo assunto. Nada muito fora do comum alguém nessa idade ficar encantado por coisas que nunca viu, o problema disso é a maneira que irá lidar se não tiver disciplina.

Não que seja o caso de Ryza, entretanto todos os eventos mais eletrizantes do jogo acontecem logo após o descobrimento da vida “fácil” através da alquimia. Só que felizmente Ryza não está sozinha e seus amigos irão ajudá-la a transpor qualquer que seja o obstáculo.

Parece uma premissa bobinha e não consigo discordar muito disso, o bom é que felizmente a história é contada de uma maneira gostosa, os eventos são divertidos de acompanhar e os personagens carregam essa aventura de um jeito que poucos jogos fazem. Simplesmente não tem como não se apaixonar por Ryza, ela conseguiu superar Totori e atualmente é minha personagem favorita de toda a franquia!

FOLHAS VERMELHAS E CANÇÕES DE PÁSSAROS

O que dizer do Atelier mais viciante de todos? Os desenvolvedores criaram um sistema de jogo que faz você não querer largar o controle de jeito algum. Primeiro que os mapas são bem grandes, mas não significa que terá que percorrer o tempo todo a pé. Existem umas placas espalhadas pelo cenário que permite teleportar para diversos pontos chave em instantes, fazendo com que tudo fique mais otimizado.

Quer explorar a pé mesmo assim? De boas, Ryza corre super rápido e sempre tem aquele incentivo gostoso de ir coletando os itens mais variados pelos cenários, nunca se sabe o que poderá encontrar!

Mas para que serve esses itens? Alquimia meu amigo. E o melhor sistema de alquimia de todos. Tudo aquilo que Ryza coleta pode se transformar em um item poderoso, uma espada afiadíssima ou até uma armadura que aguenta até fogo! Tudo vai depender da onde irás explorar ou mesmo os inimigos que irá derrotar ao longo da jornada. Jornada que por sinal conta com cenários super diversificados, passando por planícies verdejantes até cavernas das mais assustadoras, exatamente aquilo que um RPG tem de ter.

Foi no combate que a maior mudança aconteceu, depois de 22 anos com batalhas por turnos, a Gust decidiu dar uma revolucionada e trouxe um sistema muito parecido com os jogos da série Final Fantasy que usavam ATB em modo active, ou seja, sem ter como esperar.

Aqui o negócio passou de tranquilidade para pauleira, Ryza terá que comer o pão que o diabo amassou para conseguir vencer todos os desafios, não somente pelo fato da dificuldade ter aumentado, mas também por conta dessa alteração no sistema. Os inimigos não ficarão mais pacientemente esperando você escolher o que fazer, terá que pensar rápido e por conta disso foi implementado alguns atalhos para acelerar o processo.

Eu pessoalmente achei essa mudança toda muito positiva, os combates ficaram bem mais empolgantes e não perdeu em nada no sentido estratégico da coisa, ainda é necessário produzir os melhores itens do mundo para ter sucesso, a diferença é que não dá para dormir no ponto! Alguns chefes vão te descascar e é recomendável que você pratique a troca de personagens, pois como controlamos um por vez, tem momentos que a IA não fará o melhor dos trabalhos.

OLHE PARA DENTRO DE SI MESMO – ÉS MAIS DO QUE AQUILO QUE SE TORNOU

A série Atelier nunca foi de arrancar suspiros daqueles que procuram o visual mais belo, eles sempre foram modestos e dentro do esperado de um estúdio pequeno. É notável que depois da compra pela Koei Tecmo, a Gust tem evoluído nesse departamento aos poucos, só que em Ryza eles superaram todas as expectativas.

O jogo é bonito demais, sem exageros, dentro do gênero diria sem dúvidas que é um dos melhores que vi nessa geração. Os efeitos de luz são bem produzidos, as sombras estão em seus devidos lugares e as cores maravilhosas explodem na tela, tem momentos que não tem como não ficar encantado.

Toda a complexidade da cidade é visível por qualquer um, apesar de não dar para interagir com muita coisa, percebe-se um cuidado delicado com cada pedaçinho do jogo. Claro que os modelos dos personagens acompanharam essa evolução, não somente a Ryza que é linda, mas Klaudia e Lila também. Para não dizer que estou sendo parcial com as meninas, os rapazes ficaram legais sim… pena que não posso dizer o mesmo de suas vestimentas.

Durante as lutas os efeitos também surpreendem, pena que alguns ataques fazem a câmera orbitar para ângulos que pouco favorecem a visão do jogador, vide o segundo ataque especial da nossa heroína.

Ryza chamou muita atenção inicialmente por fugir bastante daquele padrão de menina que a série tem trazido até essa versão. Ryza é mais cheinha, com roupas mais curtas(ah, o verão…) e bem menos “delicadinha” como as protagonistas anteriores eram, resumidamente dá para dizer que ela é antítese das demais que muitos apelidavam como “meninas de papel de carta”.

A Gust está de parabéns e com esse jogo mostraram que realmente podem fazer bonito em meio a pesos-pesados como Dragon Quest XI e Persona 5 no departamento gráfico.

ANTES QUE A SEGUNDA ESTRELA ACENDA

Será que a Gust evoluiu em matéria de música da mesma maneira que no aspecto gráfico? A resposta é um belo de um não, só que isso de forma alguma significa que não temos boas faixas aqui. Aqui temos um trabalho musical menos “cheguei”, a trilha sonora trabalha mais como um plano de fundo e exige que o jogador preste mais atenção caso seja de seu grado.

Como alguns sabem eu sou apaixonado por músicas de jogos e o Gust Sound Team é composto por excelentes músicos, então dei uma extrema atenção para a trilha sonora de Ryza. Aos poucos as melodias foram crescendo dentro de mim e passei a apreciar cada vez mais, as faixas em sua maioria são bem compridas, compensando um pouco o fato de terem bem menos músicas do que em grande parte dos jogos anteriores.

Recomendo ouvir o tema de abertura, ele se encaixa na energia do jogo como uma luva, ela é emblemática e transmite uma sensação de que não somente Ryza e seus amigos estão nessas “aventuras de verão”, mas o jogador também, perdoem-me se eu estiver parecendo viajar muito, porém é exatamente isso que senti e sinto toda vez que coloco Rainbow Summer para tocar.

A dublagem, somente em japonês, é fenomenal. Todos os dubladores são de alto nível e Ryza felizmente não possui uma voz irritante, quando digo que acertaram em cheio com essa personagem…

CHUVA DE GRÃOS, VENTOS DE TRIGO

Sinto tanto orgulho de ver a Gust crescer como cresceu, sempre acreditei no potencial desse estúdio. Atelier Ryza foi desenvolvido com um enorme carinho, trazendo tudo que a série sempre fez de melhor e expandindo para novos horizontes.

Pontos Positivos

  • Atelier nunca foi tão bonito, com cores incríveis e cenários lindos a série passa a figurar entre os JRPGs mais belos da atualidade
  • Sistemas totalmente reformulados para deixar o que era bom ainda melhor
  • Perfeito para iniciantes na série, uma aventura totalmente nova que não exige qualquer conhecimento prévio

Pontos Negativos

  • Pós-jogo deixa um pouco a desejar
  • Trilha sonora é boa, mas para o Gust Sound Team boa é pouco

Nota: 9,5

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