Análises

Super Monkey Ball: Banana Blitz HD – Análise

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Monkey Ball está de volta
Câmera e controles esquisitos marcam o retorno dessa esquecida franquia da SEGA. Não acredito que este remake seja um bom investimento, até mesmo com a participação especial do Sonic que o jogo promete, mas não convence.

Super Monkey Ball Banana Blitz HD, produzido pela Amusement Vision, foi relançado para as plataformas PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC no dia 29 de outubro de 2019, 13 anos depois de seu lançamento inicial no ano de 2006 para o Nintendo Wii.

O que com certeza é uma boa notícia para dos fãs da SEGA, ainda mais pela novidade do personagem secreto desbloqueável que não é ninguém mais ninguem menos que o clássico Sonic, que fez parte da infância de muita gente que cresceu jogando os games, e assistindo animações do ouriço azul.

É a primeira vez que eu jogo um game em que se controla o cenário ao invés do personagem e isto, para mim pelo menos, é bem inovador, porém, para que funcionasse bem desta forma, a câmera teria que ser sempre bem posicionada, ou pelos menos poder ser controlada pelo jogador, o que não acontece neste caso. Isso torna quase impossivel a conclusão de objetivos simples que teoricamente deveriam ser fáceis de realizar já que os controles deslizam muito mais do que deveriam. O primeiro boss por exemplo, sempre acaba bugando enquanto tentamos nos posicionar no cenário e eu nem preciso falar que a jogabilidade também é muito afetada negativamente por este problema… e muitos outros também.

E o que falar das fases, que além do problema da camera, também tem obstáculos com uma física duvidosa, pois quando o macaco colide com algum obstaculo, você nunca sabe para que lado ele vai quicar ou qual vai ser a intensidade da força do salto, isto faz com que o personagem caia varias vezes por coisas que não são culpa do jogador deixando o jogo muito frustrante e chato na maioria das vezes.

Quanto aos outros modos de jogo, além do time attack que é para fazer percursos contra o tempo, bem auto-explicativo, temos os “mini games”, todos tem uma jogabilidade mal feita, bem mal explicados e nem um pouco divertidos, um verdadeiro pesadelo.

Talvez o maior erro tenho sido lançar um jogo inicialmente feito para o Wii para outras plataformas sem adaptar os controles e a jogabilidade, que eu acredito que a versão com o controle de movimentos deveria deixar a experiência bem mais autêntica do que aquela enrolação que ficou na adaptação do controle convencional.

Os gráficos do jogo deixam a desejar, ainda mais pelo fato de ser um remake, com toda a tecnologia que existe hoje em dia poderiam ser bem melhor trabalhados, algo como fizeram nos remakes de Crash Bandicoot por exemplo. O design dos personagens são bonitinhos e apesar de serem simples eles cumprem a sua função no jogo.

A trilha sonora é bem diversificada, sempre com musicas bem animadas e divertidas, os compositores Yuri Fukuda, Takashi Nagasaka, Hideki Naganuma aceteram em cheio no clima alegre e infantil do jogo.

Uma das coisas boas do game é que não é muito burocrático, você não perde muito tempo nos menus e até mesmo as telas de loading são bem rápidas. A variedade de personagens que você pode escolher para jogar também pode ser considerado um ponto positivo, já que são 8 opções possíveis.

Eu recomendo este jogo somente para a plataforma do Wii, infelizmente, porque eu tenho certeza que é bem divertido quando jogado com os controles certos, porém se a jogabilidade não for melhor adaptada para as outras plataformas de acordo com seus controles, eu não acredito que este remake seja um bom investimento, até mesmo com a participação especial do Sonic que o jogo promete, mas não convence.

Pontos Positivos

  • Cross-over com o universo do Sonic, agregando ao fator nostálgico
  • Variedade de personagens
  • Menu fácil de rápido de se navegar
  • Modos multiplayer divertidos

Pontos Negativos

  • Camera do jogo não acompanha corretametne o personagem
  • Jogabilidade mal pensada para controles que não são do Wii
  • Física do jogo mal feita
  • Gráficos não condizem com sua geração atual

Leticia Parma

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