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The Blackout Club – Análise

7
Uma experiência assustadora
Uma grande experiência survival horror que pega como referência Stranger Things e It. As missões ficam um pouco repetitivas com o tempo, mas o clima de tensão e o cooperativo valem a pena

Usar crianças em produtos de terror ultimamente está na moda, e não é pra menos, já que funciona. E por isso, em uma onda de adaptações à la Stranger Things e It: A Coisa, chega The Blackout Club, um game de terror desenvolvido pela Question e lançado para PS4, Xbox One e Microsoft Windows.

Em uma pequena e moderna cidade, jovens estão acordando em locais estranhos, sem se lembrarem de terem ido para lá. Então, como estão tendo esses “blackouts”, formam um clube para descobrir o motivo disso. Porém uma garota que fazia parte do grupo desaparece, e junto disso os adultos da cidade estão agindo de maneira estranha e agressiva, mas com uma manipulação atrás disso, vinda de uma seita macabra.

A premissa é realmente tenebrosa e nos deixa curiosos querendo descobrir mais dessa seita que está manipulando todo mundo. Você passará por missões em que deverá prejudicar a seita de alguma forma, sendo gravando evidências ou pendurando cartazes, mas ao mesmo tempo que essas missões são tensas, elas também têm seus problemas, já que você irá se deparar realizando o mesmo objetivo várias vezes, algo que tornará a jogatina um pouco repetitiva.

É claro que inimigos tornarão sua gameplay ainda mais intensa. Há os Sleepers, que são sonâmbulos, mas que possuem uma audição super aguçada, tornando o stealth algo que deve ser levado a sério. Já os Lucids podem te enxergar, assim te obrigando a se esconder nas sombras e em cantos de cômodos. Mas, a principal ameaça é The Shape, uma entidade que só pode ser vista com os olhos fechados e que se aparecer, pode se preparar que a coisa ficará feia. A inteligência artificial dos inimigos é muita boa e você terá que tomar muito cuidado para não fazer nenhum barulho em falso, e isso inclui sua voz caso esteja usando microfone.

Uma temática muito interessante é justamente fechar os olhos, pois é algo que te ajudará e muito nas missões, revelando por onde seguir e onde está The Shape caso apareça, porém você também tem mais equipamentos e habilidades que podem ser adquiridos no QG do clube, uma espécie de menu em que você pode fazer outras coisas além de se equipar, como mudar sua aparência, ler arquivos ou descansar depois de uma missão tensa, por exemplo.

A ambientação também é tenebrosa, pois ao entrar em algum local, você ficará apreensivo para saber se algo pode te fazer mal por ali, mas o grande destaque mesmo fica por conta do Labirinto (uma espécie de sede da seita), que possui locais que te deixarão assustado e perdido ao mesmo tempo.

Você pode jogar The Blackout Club sozinho, mas devo admitir que a experiência fica um pouquinho chata e muito mais desafiadora. A verdadeira graça está em jogar no cooperativo, seja com amigos ou não, já que tendo companhias você sabe que não estará totalmente perdido naquele pesadelo, e terá uma ajudinha a mais também.

The Blackout Club é uma grande experiência survival horror que pega como referência produtos como Stranger Things. Por mais que as missões fiquem um pouco repetitivas com o tempo, o clima de tensão irá sempre persistir com inimigos tenebrosos, a gameplay continuará assustadora e jogar em cooperativo tornará tudo mais divertido.

Pontos Positivos

  • Ambientação assustadora
  • IA muito inteligente
  • Co-op divertido
  • Muito desafiador

Pontos Negativos

  • Missões repetitivas
  • Jogar sozinho é um pouco chato
  • The Shape é poderoso até demais

Lucas Nunes
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