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Dusk Diver – Análise

6
Beat'em up mediano
Batalha, exploração, missões e até o enredo poderiam ser melhores. A história acaba ficando muito clichê de anime com personagens pouco memoráveis. Para quem gosta de musou pode agradar, mas para quem não é tão fã, é difícil recomendar.

Dusk Diver para o Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC, é um jogo de ação beat em’ up desenvolvido pela JFi Games e distribuído pela PQube, o game conta com elementos de plataforma, puzzle, muita pancadaria, combos e um toque sutil de RPG também, a ideia do jogo é muito boa, de verdade, mas na maioria das vezes parece que não foi tão bem executada assim, algumas escolhas de game design que os desenvolvedores tomaram acabou tornando o game muito repetitivo a longo prazo, infelizmente.

A trama de Dusk Diver se passa nos dias atuais em Ximending, um distrito de compras muito popular e parecido com o que vemos em Akihabara, porém tudo em Taipei no Taiwan, e para não contar spoilers, como sempre, você é uma estudante do colegial chamada Yumo, que se envolve no meio de uma treta interdimensional durante um dia rotineiro, e enquanto vagava confusamente pela dimensão caótica, chamada de Youshanding, Yumo é atacada por seres malignos que ali habitam. A única maneira de sair dali com vida é lutando, então ela se arma com golpes de artes marciais que ela aprendeu assistindo filmes na TV (praticamente uma faixa-preta por osmose, nunca vi). Com o auxílio de Leo, ela consegue sair intacta e posteriormente aceita a proposta do jovem que resulta em trabalhar para um grupo de seres divinos que combatem esses desastres que ameaçam a terra.

Não me entenda mal, Dusk Diver é um jogo muito bom para quem gosta do estilo musou, você vai encarar várias e várias ondas de inimigos ao prosseguir nos estágios, geralmente as batalhas são compostas por um grupo de bichinhos pequenos e outro grupo de monstros mais agressivos, mais desafiadores, cujo quais vão exigir do jogador uma certa habilidade para esquivar da enxurrada de ataques que viram de tudo que é lugar, unindo esquiva com parry, contra ataque e até ficar muito overpower num modo rage maneirão, e além das batalhas, temos muitos momentos de plataforma um tanto imprecisos como encontrados em Devil May Cry por exemplo, onde os personagens realmente não foram feitos para esse tipo de coisa, como saltar de um local para o outro para ativar uma alavanca ou algo do gênero.

O sistema de evolução dos personagens é através do acumulo de pontos de habilidade que podem ser distribuídos em vários atributos diferentes, como ataque, sorte, vida, barrinha de especial e etc. Esses pontos são obtidos ao concluir as missões principais e as sub-missões nelas presentes. Missões que ao concluir a primeira vez, libera um Hard Mode com novas recompensas, algo para se tentar quando o seu personagem estiver mais parrudinho para não ficar meia hora batendo num monstro sem derrota-lo
Avançamos no jogo coletando peças que garantem nossa entrada nas dimensões, e é aí que começam os empates com o game pois esses itens sendo obrigatórios, vão fazer você rodar a super colorida e detalhada cidade em busca dessas peças quase imperceptíveis, e não tem mesmo uma maneira de contornar essa etapa, puts.

Exploramos a única área de cidade do jogo, local onde você encontra tudo que precisa fora das missões principais como lojinhas, barraquinhas de comida que fornecem certos buffs antes das missões e a loja de conveniência onde tudo acontece, desde de salvar, comprar e vender coisas, mudar de roupa, acessar o bestiário e avançar na história.

Durante aos estágios você recebe uma pontuação com uma recompensa adequada ao concluir, entenda como um Ranking, e o tempo de conclusão é uma das coisas que contam bastante para se conseguir um bom ranking no final, e perder muito tempo caindo de uma plataforma longe pra caramba porque o controle não responde direito é muito chato, re-fazer todo o caminho nas dungeons mais pra frente, no hard ainda, é complicado. Eu joguei o game todo evoluindo a força de ataque primordialmente, tudo no máximo, facilitando muito minha corridas para rankear melhor e conseguir os bonus no final da missão.

Os gráficos apesar de serem simples, possuem um valor de produção muito massa, eu gostei bastante da parte artística em geral, tem um bom gosto bem refinado para simular um distrito de compras bem populoso, do character design (até porque eu gosto muito do traço de animê e tudo mais) e interiores, e é incrível a nota para o detalhamento dos cenários do jogo, itenzinhos dispostos nas ruas, nas lojas, roupas e supérfluos, apresentação e a parte sonora do game são muito boas mesmo, dublagem japonesa de qualidade em praticamente todas as linhas de texto do game, é bem especial de fato.

Contudo, é um jogo mediano… O gameplay precisava dar uma melhorada em praticamente todos os aspectos (batalha, exploração, missões e até o enredo), e a história acaba ficando muito no clichê de anime com personagens pouco memoráveis. Para quem gosta muito de musou, esse jogo é bem competente, agora para quem não é tão fã assim, é difícil de recomendar.

Pontos Positivos

  • Artisticamente é um game muito bonito, personagens e interface são bem boas
  • Tem bastante variedade de golpe, invocações e macetezinhos nas lutas

Pontos Negativos

  • História cai na monotonia muito rápido
  • Apesar de boa, a dublagem em japonês incomoda com as gritarias
  • A cidade é grande e todos os corredores parecem iguais
  • O Leo é o único deus que realmente presta no final das contas
  • Coletar os fragmentos para entrar nas dungeons… Pra que ser tão escondidinho coisa que é necessária para avançar na história?
  • Momentos de plataforma são ruins, a câmera não ajuda muito também

Fábio Kraft
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