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vgBR | 27 de janeiro de 2020

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Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint – Análise

Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint – Análise
David Signorelli

Review

Nota
5
5

Genérico

Perde a oportunidade de uma trama interessante entregando um shooter meio genérico. Tenta levar a saga a um novo expoente, mas falha em detalhes que ofuscam o resultado final

Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint é um jogo de tiro tático em mundo aberto desenvolvido pela Ubisoft e está disponível no PlayStation 4, Xbox One e PC.

Se Tom Clancy, famoso escritor de excelentes thrillers tecnológicos, ainda estivesse conosco o que será que ele pensaria dos jogos recentes que carregam o fardo do seu nome? Isso é o que veremos nessa análise.

HISTÓRIA

Auroa é o que poderíamos chamar de um paraíso tecnológico, um arquipélago fictício localizado no Oceano Pacífico que abriga a Skell Technology, um verdadeiro centro de pesquisa que vê os drones como parte do dia a dia de muitas pessoas alojadas na ilha. O progresso, no entanto, pode se tornar perigoso se o não mais ultra da tecnologia acabar nas mãos erradas. Aqui, então, que como uma ferramenta de proteção, os drones se tornaram instrumentos de potencial morte. Lidar com um grupo de narcóticos é uma coisa diferente; ao invés disso, é preciso enfrentar os inimigos altamente treinados do Sentinel, sem mencionar os soldados de elite nas mãos dos lobos, uma facção militar composta por excelência de primeira classe.

O “líder da matilha” deste pelotão de combatentes temíveis é Cole D. Walker, um ex-fantasma que assumiu o controle de Auroa pela força. Sobrevivendo a um acidente de helicóptero por um milagre, Nomad deve parar os planos de Walker e seus subordinados, em uma inversão na frente, onde os fantasmas não se vêem mais caçadores, mas presas.

A narração de Breakpoint percorre numerosos diálogos que envolvem um grande elenco de personagens, intercalados com vários flashbacks e vídeos nos quais se desenrola um roteiro bom, mas não inesquecível. Ter citado o falecido Tom Clancy no começo da análise não foi acidental, porque mais uma vez os limites da Ubisoft surgem quando ela usa o nome do escritor americano.

GAMEPLAY

Após a introdução, assim que assumimos o controle somos presenteados com um bom tutorial que explica os comandos. Uma vez que este “tutorial” termina, somos bombardeados com um número infinito de missões principais, secundárias e de facção (para ganhar confiança com nossos novos aliados);

É possível realizar os objetivos na ordem em que queremos, ou nos dedicar a explorar o excelente mapeamento que esta ilha nos oferece. Avançar na ilha não é fácil, pois a cada quatro etapas encontramos diferentes brigadas e esquadrões inimigos que nos forçam a usar nossa inteligência para passar despercebido ou acabar com todas elas sem atrair muita atenção.

Juntamente com essas brigadas, numerosos drones, helicópteros e aviões constantemente nos atacam, enquanto outras máquinas de combate nos colocam sob controle no chão.
É por isso que, após várias missões concluídas com mais ou menos facilidade, é quando exploramos o sistema de missões e objetivos propostos por este título, já que conversando com os NPCs e investigando nosso ambiente, preenchemos o mapa com diferentes objetivos e tarefas a cumprir, então enfrentaremos um contínuo ir e vir que às vezes se torna um pouco desconfortável, já que as missões concedidas pelos NPCs são às vezes “artificiais”, dada a situação precária em que nos encontramos.

Para facilitar a viagem, podemos pilotar todos os tipos de veículos, de barcos a helicópteros de combate, ou usar a “viagem rápida” entre as diferentes regiões que encontramos espalhados no mapa.

Essa aventura foi projetada para ser jogada com os amigos, criando um esquadrão com o qual podemos usar toda a nossa experiência e conhecimento tático para enfrentar situações, mas a verdade é que jogar sozinho é completamente viável, já que a IA inimiga é bastante limitada e raramente temos a sensação de nos ver entre a vida e a morte.

Algo que não dá para deixar de lado é o fato do jogo seguir a tendência moderna e possuir uma quantidade enorme de microtransações. Chega a ser ridículo visto que não se trata de um produto free-to-play.

GRÁFICOS E SOM

A ilha de Auroa e seus lugares procuram nos surpreender a todo momento, oferecendo uma enorme quantidade de terra para explorar, cheia de todos os tipos de acidentes geográficos, desde montanhas altas a lagos profundos, cidades costeiras, florestas frondosas ou longas planícies.

Tudo isso, junto com o ciclo dia-noite , cria um mundo dinâmico com o qual devemos criar uma sinergia para obter vantagem sobre nossos inimigos, deixando-nos imagens e paisagens verdadeiramente memoráveis.

No que diz respeito ao aspecto sonoro, dá pra dizer que cumpre completamente sua tarefa, principalmente ao jogar com fones de ouvido.

VEREDITO

Em suma, Ghost Recon: Breakpoint tenta levar a saga a um novo expoente, tanto em profundidade quanto em grandeza em geral, mas falhas e detalhes que ofuscam o resultado final são deixados para trás.

Pontos Positivos

  • Parte técnica é bem competente apesar dos bugs
  • Dá pra se divertir bastante caso tenha amigos para jogar junto
  • O mapa é bacana se explorar

Pontos Negativos

  • Microtransações exageradas
  • Alguns sistemas muito confusos e elementos de RPG que não fazem sentido
  • Falta um polimento num geral, parece feito meio nas coxas

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