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vgBR | 15 de dezembro de 2019

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Incredible Mandy – Análise

Incredible Mandy – Análise
Fábio Kraft

Review Overview

Nota
6
6

Faltou polimento

Excelentes ideias, bom gosto artístico e trilha sonora competente, mas vários problemas técnicos e grosseiros de game-design deixam a experiência muito a desejar, infelizmente.

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Incredible Mandy é um indie de plataforma com puzzles em terceira pessoa que teve excelentes ideias, um bom gosto artístico e uma trilha sonora bem competente, mas alguns vários problemas técnicos e grosseiros de game-design que deixaram a experiência muito a desejar, infelizmente.

A versão desta análise é a do Nintendo Switch, então eu realmente não sei quais são as diferenças táteis entre as duas versões que estão disponíveis, esta do Switch e a do PC, que dizem que é ligeiramente superior a qual eu joguei.

Os gráficos são limpos, bem claros e bonitinhos, o cuidado artístico é bem positivo de verdade, gostei pra caramba dos estágios mais escuros e todos os efeitozinhos de luz e cenas em desenho animado, mas tecnicamente eles não são impressionantes apesar de serem agradáveis, o que não me conforma muito é que o game sofre constantemente de quedas de framerates quando há mais coisas sendo expostas, e quedas que atrapalham pra caramba quando planejamos um salto ou uma rolagem num canto apertado.

Você toma controle de um garoto com um jeitão de Pequeno Príncipe misturado com Link, que está em busca de restaurar suas memorias que foram perdidas ao não conseguir acordar de um sonho com sua irmã, premissa que se desenvolve num escorregador de revelações bem sinistras mais adiante, um verdadeiro mind-blow de enredo para quem decidir ir até o final do game.

Neste game estamos em um mundo bonito onde há ruínas flutuantes, montanhas, lagos, abismos, e cenários bem vivos repletos de quebra-cabeças, magia e guardiões que irão tentar nos impedir para alcançarmos nossos objetivos, com o auxílio de uma espada mágica, nosso herói irá percorrer por uma variada gama de ambientes e de puzzles muito bem construídos.

Desenvolvido pela Dotoyou Games e distribuído pela Circle Entertainment, Incredible Mandy é um jogo que poderia ter tido um pouco mais de tempo para polimento, na minha opinião, já que a ideia inicial do game é boa e a aventura segue um ritmo legal unindo os momentos de calmaria e reflexão enquanto se curte a trilha sonora que é linda demais.

A jogabilidade acaba sendo um pouco dura e os controles parecem não responder 100% do tempo, o que é péssimo ruim para um jogo de plataforma que exige movimentos precisos para executar coisas básicas como saltar de um ponto para o outro.
Em batalhas que precisam do arco-e-flecha junto com o uso do giroscópio do controle também é outro desafio por si só, é muito ruim mexer usando aquilo.

O jogo funciona na sua grande maioria do tempo realizando reações em cadeia com o auxilio de sua espada ou arco-e-flecha, espada que pode ser invocada e ativada a qualquer momento para ativar um ou mais mecanismos ao mesmo tempo para diversos fins, entenda como se as espadas fossem repetidores de reação, eles vão influenciar em resultados como abrir portas ou puxar uma plataforma distante até o jogador e até mesmo um ponto importante e necessário para derrotar todos os 8-9 bosses do jogo, um tédio, corta clima demais isso as vezes.

Muito desse processo de invocar a espada, fixar ela no chão, linkar as espadas entre elas e causar a explosão é o que o jogador vai ficar fazendo com uma certa frequência, e quando você esquece de um mísero detalhe, você será forçado a voltar e arrumar aquele pequeninho erro de cálculo. O problema não é nem voltar, e sim cuidar muito para não cair dos precipícios ou ficar gerenciando seu MP a cada instante, pois cada colocação de espada no chão vai uma quantidade meio grande de uso de magia… Mas felizmente sempre tem um recuperador próximo, não cansando tanto o processo de ir e vir.

Mas Incredible Mandy é um jogo que eu não particularmente não gostei. Faltou um pouco mais de polimento, um pouco mais de teste eu acho… Jogos como Zelda e Alundra estiveram aí desde muito tempo, então acredito que inspirações não faltaram.

Pontos Positivos

  • Cenários bonitos
  • Gráficos limpos e claros
  • As animações em desenho animado são boas
  • Trilha sonora muito boa
  • A trama é interessante

Pontos Negativos

  • Controle meio duro
  • Saltos são super imprecisos
  • As batalhas de chefe são tediosas na maioria das lutas, inclusive na última
  • Puzzles repetitivos, alinhados a uma gestão chata de MP
  • Usar o Arco é bem difícil e pouco intuitivo
Fábio Kraft

Fábio Kraft

Um jogador de RPGs eletrônicos e amante de batalhas finais. Pouco apreciador de joguetes bugados sem fim e com música tosca.