Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

vgBR | 15 de dezembro de 2019

Scroll to top

Top

No Comments

Sparklite – Análise

Sparklite – Análise
Lucas Nunes

Review Overview

Nota
6
6

Poderia ser melhor

Mesmo com uma história cativante e boss fights interessantes, tem um potencial desperdiçado, com uma jogatina repetitiva, mapas confusos e falta de localização para o português.

Jogos com uma vibe retro estão vindo em peso ultimamente, e junto disso chega Sparklite. Desenvolvido pela Red Blue Games e lançado para PS4, Xbox One, Switch e PC, o game conta com uma grande inspiração em jogos clássicos, como The Legend of Zelda, por exemplo.

Neste jogo, você é Ada, uma aventureira que se vê perdida em um lugar estranho após o seu dirigível ser destruído por criaturas bizarras. Então, a mesma deve se adaptar e lutar contra os vilões, que são os Titãs, enquanto conhece e ajuda os moradores daquele local, chamado de Geodia. A história é realmente bem clichê, mas é perceptível que isso foi proposital, pra ser algo mais simples e fácil de entender.

Os gráficos são bem retro e definitivamente são um ponto forte do game, já que remetem a games clássicos, como “Moonlighter” e “A Link to the Past”, e é algo que que o mesmo acertou em cheio.

Algo curioso sobre o título é que vem do nome das “moedas” do game, que são as Sparklites. Você as obtém enquanto derrota inimigos, ao destruir partes do cenário e ao abrir baús. Com elas, é possível adquirir uma boa variedade de power-ups para Ada, em que cada um ajuda de certa maneira, e em diferentes lugares.

O mapa é algo que no princípio é confuso, mas enquanto você joga vai pegando o jeito e não precisará ficar abrindo o menu e verificar se está andando em círculos, porém mesmo assim há um problema. Sempre que você morre e volta para a exploração, o mapa estará diferente, e é algo que atrapalha, já que você terá que ir se adaptando, mas quando morrer novamente, terá que fazer tudo de novo. E mesmo com essa troca de mapas, a jogatina se torna repetitiva rapidamente.

Outro grande problema, e é algo que me incomodou muito, é a transição de cenários, já que é uma espécie de fade que ocorre muito rapidamente, e é uma coisa que incomoda, e que me causou até náusea. Algo que fez falta aqui foi a localização para o português, já que, mesmo com uma história simples, quem não entende muito de inglês deixará passar vários pontos da trama.

Na sua jogatina, você irá se deparar com moradores de Geodia, e terá que ajudar de alguma forma, mas acredite, eles são bem esquecíveis e sem carisma. Algo esquecível também é a trilha sonora, já em alguns momentos até parece que ocorreu um certo plágio ali.

As boss fights, mesmo sendo poucas, são criativas e possuem um certo grau de desafio, mas que podem ser finalizadas em poucas tentativas, se você conseguir pegar o jeito de cada uma. O game também possui algumas missões secundárias que podem ser feitas durante a exploração. Não é tudo aquilo, mas mesmo assim é algo a mais que você pode realizar enquanto anda por Geodia.

Sparklite definitivamente tem um potencial desperdiçado, com uma jogatina repetitiva, mapas confusos e falta de localização para o português. Mesmo com uma história cativante e boss fights interessantes, o game não emplaca, e ainda se torna difícil de adquirir por preços tão altos em algumas plataformas.

Pontos Positivos

• História é simples e clichê, mas é cativante
• Gráficos retro com inspiração em games clássicos
• Boss fights interessantes

Pontos Negativos

• Gameplay muito repetitiva
• Troca de mapas é algo que irrita
• Transição de cenários incomoda
• Trilha sonora esquecível
• Preços altos em certas plataformas

Lucas Nunes

Lucas Nunes

Apaixonado por games de terror, uma boa história e puzzles interessantes, sente saudades da Califórnia e não vê a hora de voltar para lá.