Análises

Romancing SaGa 3 – Análise

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Finalmente localizado
Um dos melhores JRPGs clássicos do SNES finalmente localizado para o ocidente com muitas dungeons, ótimos gráficos 16 bits e um sistema de batalha e gameplay profundo, balanceado e bem feito.

Desenvolvido e distribuído pela Square-Enix, a série SaGa sempre esteve no meio de outros excelentes RPGs desde a época do GameBoy, infelizmente muitas coisas relacionadas aos games da série acabamos deixando para trás por questões de localização, mas, contudo, minha experiência particular com estes jogos começou na era 32 bit, com SaGa Frontier 1 e 2, e na geração posterior, o Romancing Saga: Minstrel’s Song, que é fácil um dos RPGs mais bacanas e com a trilha sonora mais eletrizante que existe até os dias de hoje graças ao mestre Kenji Ito e seu talento nato de fazer o sangue ferver com os temas de batalhas normais e chefes.

A análise que presento-lhes é a do remake de Romancing SaGa 3 com cópia cedida para análise que recebemos da Square-Enix gratuitamente, originalmente lançado para o Super Nintendo apenas no oriente. Com gráficos re-trabalhados para a nova geração assim como a interface geral também, o game está em um belíssimo wide-screen e com fontes bem nítidas, o que proporciona um conforto incrível para os olhos ao ler e navegar pelos menus. A adição de uma dungeon opcional totalmente inédita trás um desafio a mais para quem jogou o original, essa sem dúvida é uma das melhores escolhas de JRPG já disponíveis na plataforma.

Porém, algumas particularidades de como o game flui pode não ser de agrado de muitos, mas vou explicar da melhor maneira que eu consigo.

Vamos começar a falar do que foi melhorado tecnicamente. Os sprites e cenários ganharam muito mais vida, ricos em efeitos de luz e sombra, sobreposição e detalhamento.

É impossível comparar com a versão original, as mudanças são como da água para o vinho, e mesmo que o jogo seja totalmente bidimensional, é um dos mais belos que pude jogar até hoje. Cenários de caverna, ambientes naturais, cidades, são de tirar o chapéu, é muito semelhante a games como Final Fantasy 6 ou Tales of Phantasia, o remake do PS1.

Romancing SaGa 3, como todos os outros jogos da série, não tem uma progressão linear num geral. Dentre os muitos personagens que podem ser selecionados ao iniciar o game, o que muda bastante no quesito enredo é prólogo de cada um e parte dos eventos finais, mas todos vão passar pelas mesmas dungeons e chefes no final das contas, variando apenas a ordem cujo qual o jogador decidir seguir os caminhos do game.

Falando sobre progressão do jogo, os eventos que dão gatilho para continuar a campanha principal é baseada no HP da sua equipe num todo, por exemplo, você atinge 200 de HP, você poderá encarar uma determinada dungeon de história ou falar com um NPC que deixará você atravessar para uma nova área ou, com 350 de HP, ativará uma outra série de eventos e assim sucessivamente até a batalha final.

Muita coisa acaba influenciando por trás das cortinas, pequenos atributos que colaboram para uma penca de outros pequenos desvios. Pode ser que isso seja meio estranho, até porque o jogo não tem levels dos personagens, e sim ao vencer um combate, sua proficiência com uma arma, HP, LP e MP sobem ao alcançar uma experiência “oculta”.

Isso deixa a experiência do game tediosa ou chata? De maneira alguma, é muito legal fazer as experimentações com a grande quantidade de personagens que podem ser recrutados e ver com o que cada um tem mais aptidão com um tipo de arma ou magia. Os glimmers durante as lutas é a maneira que um personagem aprende uma skill, no calor da batalha mesmo, é o “tchan” de assinatura da série, e até você experimentar isso você não sabe o quão maneiro isso é.

Os inimigos mudam ou evoluem conforme você vai ficando mais forte, porém os chefes não. Eles vão se manter nos mesmos status independente de como você grindou (ou deixou de grindar), então é bom ficar ligado que se você tem preguiça de lutar, você vai se dar mal no final das contas, ou se dar muito bem caso contrário.

Caso o jogador fique encalhado ou queira desistir da campanha, ele poderá pegar tudo o que ele obteve até o presente momento e passar para o próximo save, fazendo um newgame+ mais completo, e isso é uma mecânica excelente porque há muita escassez de recursos neste jogo, principalmente de dinheiro.

Durante a jogatina, é possível que o jogador acabe ficando um pouco frustrado com o que deverá ser feito ao terminar uma missão, muito comum nos games mais antigos, mas a dica que eu dou é conversar com todos os NPCs das cidades, ir nos portos e ir em tudo que é cidade que não foi explorado ainda, pois ao clicar em uma cidade nova, ela ficará marcada para sempre no seu mapa mundi, poupando-lhe tempo e dinheiro para realizar certas viagens. Isso ocorre com dungeons também, então é uma sequência de check-list que vão lhe auxiliar bastante quando estiver explorando num geral.

Ressalvo a importância de salvar com frequência antes de qualquer coisa que você não tenha certeza que está lidando, faça isso pois o jogo lhe permite save em qualquer lugar, porque qualquer deslize você toma um golpe em área e tua equipe já era.

Romacing SaGa 3 para o Switch é maravilhoso, muita coisa legal para se aprender no quesito batalha e gameplay, muitas dungeons com uma qualidade gráfica espetacular e o principal de tudo, um jogo polido, balanceado e bem feito. Dá gosto de jogar um game dessa qualidade em qualquer lugar. O jogo está disponível para o PlayStation 4 e PC também, é uma boa pedida para quem não joga no Switch.

Pontos Positivos

  • Sistema de batalha recompensador, gratificante
  • Músicas excelentes
  • Ambientação variada e construídas com muito bom gosto
  • Dificuldade acima da média, um ponto positivo pra mim

Pontos Negativos

  • Achar um bom meio de curar nossos personagens
  • É possível encalhar de vez em uma determinada quest caso cometa um vacilo muito feio. Salve o jogo sempre.

Fábio Kraft
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