Análises

Atelier Dusk Trilogy Deluxe Pack – Análise

9
Pacotão Atelier
A trilogia Dusk é a melhor e mais completa dentre todos os Atelier e é uma excelente pedida para quem gosta de um RPG desafiador, cheio de momentos que aquecem o coração e batalhas da melhor qualidade.

Atelier Dusk Trilogy Deluxe Pack é a mais recente coletânea em HD da extensa série de RPGs de turnos que chega ao PlayStation 4 e Nintendo Switch, games desenvolvidos pela Gust Co. e distribuídos pela KOEI TECMO, que desta vez, assim como o pacote que saiu anteriormente na trilogia de Arland, contém todas as DLCs lançadas e outros tweeks de acelerar o gameplay, para os games que compõe a saga Dusk. São eles: Atelier Ayesha DX, Atelier Escha&Logy DX e Atelier Shallie DX, cujo quais foram lançados originalmente para o PlayStation 3 e PSVita poucos anos atrás.

Na minha opinião, a trilogia Dusk é a melhor e mais completa dentre todos os Atelier, digo com autoridade pois zerei todos que saíram até hoje, um fanboy de carteirinha. 

Os 3 jogos são ambientados em um dos universos mais bonitos e melancólicos que pude vivenciar, e também, além da bela configuração do mundo, os jogos são protagonizados por personagens muito humanos, personagens que se completam bastante dentre todas as qualidades e fraquezas pertinentes a cada indivíduo em questão, (sobre)vivendo em um ambiente hostil onde os recursos naturais estão ficando cada vez mais escassos, os valores de cooperação e amizade serão as verdadeiras joias nesta jornada – a faísca de uma esperança que brilha constante, mas timidamente.

Atelier Dusk Trilogy como um todo tratam-se de RPGs tradicionais em turnos onde o jogador sempre controlará um protagonista Alquimista – pessoas que conseguem transformar ingredientes como plantas e pedras em diversos tipos diferentes de itens usando um caldeirão.

Nossos alquimistas podem criar recursos para serem usados em batalha tais como itens de cura ou até mesmo bombas, além de equipamentos também, feitos que são obtidos ao encontrar as mais variadas receitas espalhadas pelo mundo, dungeons, com pessoas em aventuras opcionais ou obtidas ao longo da história principal, porém sem que haja muita criação prévia, nosso alquimista ficará estagnado em um nível baixo, exigindo que seja sempre feito um bom e constante uso do caldeirão para aperfeiçoar-se para que itens de níveis maiores possam ser executados de maneira adequada.

Ao aventurar-se em ambientes repletos de monstros em busca de ingredientes nem sempre é a coisa mais segura a se fazer, mas ao longo da aventura novos amigos e colegas se juntarão para dar uma mão para nossos heróis, são eles usuários de armas pesadas, lanças, etc, que em raros casos os personagens principais não são proficientes em combates na linha de frente, com exceção do Logy, que é o único alquimista que da porrada de verdade nos inimigos.

O já eletrizante sistema de batalha que sempre foi um ponto bem forte na série retorna mais polido, rápido e emocionante junto com sua maravilhosa trilha sonora com diversas faixas de combate que vão de algo bem calmo até temas de rock pauleira com vocais nos conflitos decisivos, que num geral as músicas são fantásticas mesmo, em localidades e mapa mundi, assim como o trabalho com a dublagem em inglês e japonês são de tirar o chapéu. 

Canções como MARIA e Sky of Twilight são as minhas favoritas, carregam consigo um peso sentimental muito grande, é muito bonito e bem feito. E dos temas normais, a música SCORPIO de Atelier Shallie é bem… é o melhor tema de batalha que eu já ouvi até hoje, acho que não existe criação nessa terra que empolgue mais que isso, e é o que acontece desde o primeiro grande game da franquia, mas nesta trilogia, além de toda essa exaltação emocional, podemos experimentar estratégias diferentes para o já super complexo combate, ao alocarmos um membro de batalha para uma das 4 posições possíveis no mapa de batalha em volta do grupo de inimigos, seja o motivo do movimento para evitar um ataque ou para proteger um membro mais enfraquecido por exemplo. 

Aliados a essa possibilidade, o time-card que era muito bem visto no spin-off Mana Khemia também retorna a série dando ainda mais ênfase nas habilidades passivas na ordem em que os turnos são acionados. Habilidades que aumentam atributos, curam sua vida ou causam danos nos inimigos de maneira independente de quem as ativou em primeiro lugar, especialmente importantes nas batalhas que são brutalmente difíceis nestas DLCs, monstros que vieram do próprio inferno para tocar o terror em geral que queiram se aventurar nos subespaços da alquimia. 

Os games, diferente das instalações anteriores, não tem um tempo para você realizar uma determinada tarefa (exceto uma side quest que demanda isso, por exemplo), então você não será punido por ir e vir de locais distantes para ir buscar algo que faltou, ou correr com uma atividade para que não chegue um dia específico e dê tudo errado por um pequeno descuido.

Além das quests que você coleta nas cidades, em Atelier você desenvolve relacionamentos entre seus personagens ao usa-los em batalhas e realizar algumas quests particulares, coisas que vão influenciar se o jogador vai ou não conseguir assistir um happy ending com um determinado boneco. Eu acredito que seja possível de fazer tudo sem que um atrapalhe o outro, pois não há mais tempo para concluir os objetivos, um verdadeiro alívio. 

Eu recomendo fortemente todos os jogos da série mesmo, eu amo Atelier. Atelier Iris no PlayStation 2 é onde tudo começou pra mim, e foi daí até hoje, mais de uma década de RPGs excelentes que venho acompanhando e agora com esse Pack da série Dusk dá até vontade de concluir todo conteúdo extra que não pude fazer na época que foi lançado originalmente. Sem dúvidas é uma excelente pedida para quem gosta de um RPG desafiador, cheio de momentos que aquecem o coração e batalhas da melhor qualidade.

Pontos Positivos

  • Pacote com os 3 melhores jogos da série
  • Todos os DLCs de conteúdo cosmético e de jogo
  • Belíssimo universo, história e personagens
  • Trilha sonora variada e de altíssima qualidade, assim como a dublagem em ambos os idiomas. 

Pontos Negativos

  • É uma pena que não seja possível fazer tudo numa única jogada

Fábio Kraft
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