Análises

Maneater – Análise

8
A vingança do tubarão
História cheia de sátiras, um mundo aberto bem preenchido e várias side quests. Devorar banhistas e lutar com outros predadores marinhos é super divertido. Se você jogou Jaws Unleashed, também deveria dar uma chance para este game, já que é quase um “sucessor espiritual” do mesmo.

Mais de cem milhões de tubarões são mortos por humanos a cada ano, enquanto apenas cinco pessoas morrem por esses animais, porém Maneater chegou para mudar isso! No game, desenvolvido pela Tripwire em parceria com a Deep Silver, você tomará o controle de um tubarão-cabeça-chata e deverá causar o caos em um mundo… quero dizer, em um mar aberto, devorando banhistas e enfrentando outros predadores aquáticos.

Na trama, somos apresentados a Scaly Pete, um pescador que possui um programa de TV onde mostra o seu dia a dia caçando principalmente tubarões. O mesmo se acha um salvador por isso, já que segundo ele, matando esses animais, os mesmos não farão nenhum mal a ninguém. Durante a gravação de mais um episódio, Pete mata uma fêmea e retira um bebê de forma brutal da mesma, porém, enquanto segurava o filhote, ele acaba perdendo sua mão para o tubarão, assim o jogando na água e jurando vingança.

A trama é super simples e até mesmo um pouco clichê, mas é super divertido ver este formato em programa de TV, já que o game faz várias sátiras sobre isso. Acredite, quando alguma cutscene com o Scaly Pete aparece, é impossível não dar risada de pelo menos um acontecimento. No enredo, somos introduzidos também a Kyle, filho de Pete, que tem um ótimo contraste com o seu pai, já que não leva jeito para nada em relação a pesca.

Pelo fato do game ser nesse estilo de programa de TV, em vários momentos podemos ouvir um narrador contando fatos curiosos e até inusitados sobre tubarões e o fundo do mar em geral, ou então fazendo piadas com os temas mais variados possíveis, algo que traz um tom ainda maior de humor ao game. Esse narrador é ninguém mais, ninguém menos que Chris Parnell, que já atuou em séries como Rick and Morty e Um Maluco na TV.

Após ser jogado na água, tomamos controle do tubarão, e a partir daí a brincadeira tem início. Nós começamos controlando o mesmo no estado “criança” e enquanto vamos fazendo diferentes objetivos que o game nos propõe, vamos subindo de nível e crescendo ao mesmo tempo. A campanha é bem curta, já que ela não possui tantas missões principais para serem feitas, mas acredite, é impossível você jogar sem sair realizando objetivos e missões secundárias. Em vários momentos eu me deparava invadindo praias e causando o terror, já que é super divertido, e em outros eu simplesmente saia pegando coletáveis, pois é! Os coletáveis em Maneater não são aquelas coisas chatas de outros games em que você fica horas e horas procurando e se estressando, aqui todos são fáceis de ser encontrados e ajudam e muito na progressão do tubarão.

Ah, e se você gosta de procurar easter eggs nos jogos, Maneater possui vários! Um certo tipo de coletável, que são os pontos de referências, sempre estão em algum lugar em que um fato inusitado ocorreu, e vários deles fazem alusões a diversas coisas, desde Pennywise, de IT – A Coisa, até a Bob Esponja, o que faz ainda mais com que a caça aos coletáveis seja divertida.

Ao causar uma certa quantidade de caos pelos mares, seu nível de infâmia aumentará e algum caçador virá atrás de você para iniciar uma “batalha de chefe”. A cada vitória, você receberá uma nova evolução para o tubarão, que quando equipada, o deixará cada vez mais forte e trará uma nova habilidade. Falando em customização, como o game é um RPG, ele apresenta uma ampla personalização com diversos itens, incluindo as evoluções já comentadas e outros que são obtidos tanto pelo modo campanha, quanto por batalhas opcionais contra seres marinhos, como jacarés, orcas, cachalotes, entre outros.

Um ponto muito positivo é o mundo aberto, já que cada região é única e possui suas particularidades. Por exemplo, Fawtick Bayou é a região pantanosa, com uma água de tom marrom e várias árvores espalhada pelo cenário, já no Lago Dead Horse foram descarregados vários produtos químicos, fazendo com que a água possua um tom verde, e certos lugares ela é até mesmo radioativa. Essas características próprias fazem com que você diferencie cada região, assim não tornando o mapa chato de se explorar. Algo muito bom também é que você sempre achará algo para fazer, desde duelar com outros animais até invadir praias e parques para aterrorizar os humanos. Falando desses eventos, por mais que sejam sempre os mesmos, eles não caem na mesmice, pois acredite, é sempre divertido devorar alguns banhistas.

Algo muito bom também é a progressão do jogo, já que é feita de forma justa, e não há nenhuma missão que lhe obrigue a subir de forma exorbitante o nível do seu tubarão. Claro, há algumas em que você deve subir certos níveis, mas não é nada absurdo, e você acabará fazendo isso bem rapidamente enquanto explora o mundo.

Os gráficos seguem o padrão de outros jogos da Deep Silver. Tudo assume um tom mais cartum, que pode não ser tão realista, mas é muito bonito, com vários detalhes não apenas no tubarão, mas em outros animais e nos cenários também. Os controles do game são ótimos, no começo pode até parecer um tanto quanto difícil controlar o tubarão, mas não é. Minha única crítica nesse aspecto é a câmera, já que é bem confusa e me atrapalhou em alguns momentos, mas principalmente em duelos com outros animais. A trilha sonora não possui nada de especial, pra falar a verdade o jogo apresenta pouquíssimas músicas, mas não considero isso como um ponto negativo, já que o game as encaixa nos momentos certos, sejam os de mistério, em que você não sabe o que irá encontrar enquanto explora o fundo do mar, ou nos mais frenéticos como em batalhas, e sem falar que a música tema “Shark In The River” é muito boa. 

Contudo, o game apresenta alguns problemas. Durante a minha jogatina eu pude perceber bugs gráficos, em que certos itens do cenário ficavam em uma proporção maior do que deveriam, assim tomando um espaço considerável da tela. A IA também é um problema, já que em vários momentos enquanto eu atacava, os humanos que estavam próximos nem se mexiam, assim fazendo com que eu concluísse o objetivo rapidamente e sem nenhum desafio. Porém o que mais incomodou foram as quedas de frames constantes, em vários momentos enquanto eu estava apenas explorando o mapa, o jogo começava a dar umas travadas, e isso era ainda pior nas batalhas contra os caçadores, o que de certa forma chegava até a atrapalhar.

VEREDITO

 Por mais que possua alguns problemas técnicos, Maneater é um ótimo game, com uma história cheia de sátiras, um mundo aberto bem preenchido e várias side quests. Acredite, devorar banhistas e lutar com outros predadores marinhos é super divertido e lhe tomará várias horas. Se você jogou Jaws Unleashed, também deveria dar uma chance para este game, já que é quase um “sucessor espiritual” do mesmo. Maneater está disponível para Xbox One, PS4, Switch e Microsoft Windows.

Pros

Cons

[joomdev-wpc-pros]

  • História no formato de programa de TV é hilária
  • Ampla personalização para o tubarão
  • Missões principais e secundárias divertidas e que não caem na mesmice
  • Gráficos e cenários cartunescos muito bonitos
  • Trilha sonora encaixada nos momentos certos
  • Várias referências a outros jogos e filmes

[/joomdev-wpc-pros][joomdev-wpc-cons]

  • Bugs gráficos em certos itens do cenário
  • Muitas quedas de frames
  • Câmera confusa
  • IA problemática
Lucas Nunes
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