Análises

BioShock: The Collection – Switch

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Pacote completo e portátil de Bioshock
A coleção BioShock em si é um prato feito quase que obrigatório para os donos do aparelho, tecnicamente todos os 3 jogos são incríveis, gráficos, som, enredo, gameplay e a conclusão com os já inclusos DLCs. Vale muito a pena, de verdade.

O Nintendo Switch é uma plataforma super versátil e que agrada de uma maneira ou de outra uma vasta gama de tipos de jogadores diferentes. Além de ser um aparelho que consegue rodar games com uma qualidade gráfica tão boa quanto os jogos da geração PlayStation 3 e Xbox 360, é um prato cheio para as softhouses fazerem uso e re-lançarem remasters por aí a fora, e a trilogia de BioShock ficou incrível.

Desenvolvido pela Multiple e distribuído pela 2K Games, nesta coletânea estão incluídos toda a trilogia dos jogos e seus respectivos DLCs. É a maneira de reviver na integra um dos melhores jogos de FPS já lançados até hoje. É possível jogar todos os 3 episódios contidos nas DLCs, pontos positivos para a Burial at Sea 1 e 2, que “cola” melhor a relação dos jogos uns com os outros, muito maneiro!

Bioshock tem um foco muito forte na narrativa, na trama em si, então além de todo o calor das batalhas, exploração, temos um grau elevado de apego emocional aos personagens, ambientes e o enredo num geral. Conectados diretamente, o primeiro e o segundo jogo, e o terceiro já tendo um pouco mais de independência nesse sentido.

A experiencia que os 3 jogos somam neste pacote, incluindo os episódios extras, passam bem facilmente a marca das 40~60 horas de jogo, há simplesmente muito o que fazer, muito canto para se explorar, e é bem surreal ver tudo isso rodando fluentemente no Switch, tanto no portátil como sentado na doca, um trabalho bem executado de fato, fiquei impressionado assim desse modo só com o Grid Motorsports em questão técnica, cujo qual fiz uma análise também.

Isso sem mencionar que Bioshock, como série, tem bastante uso de habilidades especiais aliados com as armas, algo que remete um sistema evolutivo porém sutil, de um game de RPG. Os combates são bem feitos, numa velocidade legal que não chega a ser um Doom, mas com uma certa cadência que faz que esbocemos diversos pequenos sorrisos de satisfação enquanto metrancamos a oposição. Infinite principalmente é a versão mais atual e mais polida da trilogia, então pode-se esperar um aumento significativo na qualidade em todos os aspectos.

Graficamente é simplesmente de tirar o fôlego. Ao contrário dos jogos anteriores, a cidade é povoada e foge bastante do detalhe claustrofóbico dos dois primeiros, algo mais lúcido, com mais vida. Nível de detalhamento é notável, faz pessoas como eu, que não fico babando muito pra gráfico, ficar observando o andar das coisas na cidade, vento pelas árvores, pessoas indo e vindo, além do caos dos conflitos armados que é aonde mostra-se tudo o que o departamento artístico teve para mostrar.

Não tenho o que reclamar, todos os três jogos ficaram excelentes no console da Nintendo.

A coleção BioShock em si é um prato feito quase que obrigatório para os donos do aparelho, tecnicamente todos os 3 jogos são incríveis, gráficos, som, enredo, gameplay e a conclusão com os já inclusos DLCs. Vale muito a pena, de verdade.

Pros

  • Remaster tecnicamente lindo
  • Muito conteúdo para se aproveitar com mais de 60 horas de jogo
  • Reviver um dos melhores FPS já lançados

Contras

  • Jogar com os JoyCons é cansativo
  • Dificuldade muito elevada nos 3 jogos

Fábio Kraft
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