Análises

Fairy Tail

7
Magos, gatos falantes e muita pancadaria.
Fairy Tail é um excelente RPG de turnos, possivelmente um dos mais competentes do ano.

A Koei Tecmo e a Gust Studios trazem para nós mais um ótimo RPG de turnos baseado no popular animê e mangá, Fairy Tail. Lançado para o PlayStation 4, PC e Nintendo Switch, essa é mais uma surpresa especial para os amantes de RPG com toda certeza.

A Gust é responsável por uma das minhas séries favoritas, a série Atelier, que data lá da época do PSOne mas que foi popularmente alavancado com o Atelier Iris: Eternal Mana no PlayStation 2, e deste jogo em diante, os jogos foram melhorando gradativamente até chegar no ponto que chegou, com um excelente sistema de combate polido, animações lindas dos golpes especiais, efeitos brilhantes e dublagem de primeira e claro, tudo acompanhado de uma das equipes de som mais competentes que tem no mercado hoje em dia.

Esse é Natsu, o protagonista esquentado de Fairy Tail.

Porque eu comento disso aqui? Porque a Gust é especialista nesse tipo de coisa, fãs de RPG de turnos vão ficar boquiabertos com os primeiros 10 minutos a partir do momento em que o New Game é selecionado. Sério. Espero que ela pegue mais franquias desse tipo para trabalhar em cima no futuro.

Contudo, esta análise foi escrita com base na versão do Nintendo Switch, então os aspéctos técnicos serão comentados com o que eu experimentei no console híbrido da Nintendo. Muita coisa acabou ficando a desejar nesse sentido, principalmente questões de taxa de quadros (algo que não acontece nos outros aparelhos) que é realmente um detalhe desagradável, mas irei falar um pouco mais além sobre isso.

Os detalhes de feridas no corpo foi bem pensado.

Para quem está familiarizado com a trama do desenho, este game inicia-se já no arco do centésimo episódio, acredito que entre o episódio 116 mais ou menos (calma), onde os personagens já estão bem entrosados, vilões e objetivos bem claros. Uma eletrizante batalha em Tenrou Island logo no início do game ditará o tom de como serão tratados os eventos desse excelente RPG.

De começo, isso fez com que eu ficasse bem feliz mesmo, mas com um pouco de receio de não entender muita coisa da história, ou ficar boiando na maionese, já que somos meio que jogados de catapulta no meio da guerra digamos assim, pois como eu não assisti a série animada e tão pouco conhecia a origem das nomenclaturas do game e quem é quem ali.

Magnolia é a cidade que iremos passar boa parte do tempo.

Isso acabou tornando as coisas um pouco mais confusas, mas assim como eu, podem ficar tranquilos pois há uma referência escrita do resumo da história em detalhes in-game. Ufa! Porém, atentem-se que eu faço parte de um público que não assistiu o animê, e para a galera que assistiu tudo já, muitos comentam que muita coisa não tem pé nem cabeça com relação ao que acontece de fato na história, o que pra mim acabou sendo até uma vantagem pelo fator ignorância, mas eu imagino a frustração dos fãs nesse sentido.

Até o momento em que o jogo começa, lendo o lore in-game, é possível entender absolutamente tudo com um pouco menos de 60 minutos de dedicação a leitura caso o jogador esteja realmente muito interessado. Não é mandatório fazer isso, mas já que você comprou o jogo, e não conhece a história, não vejo porque não enriquece-la, né?

Todo RPG que se preze tem que ter um coliseu de alguma forma.

Mas sobre o que se trata Fairy Tail afinal de contas? Fairy Tail é uma guilda composta por guerreiros magos que resolvem todo tipo de pepino que surge, e junto a eles estão outras guildas como ela. Há um sistema de rank que determina a qualidade do serviço desse pessoal, e até o inicio do jogo, a Fairy Tail está entre os melhores, porém após a primeira batalha, 7 anos são pulados em decorrência do combate, e eles acabam ficando esquecidos no tempo, lá no pior rank possível. Cabe a Natsu e sua equipe restabelecer seu nome como a melhor guilda que já existiu.

Entre quests opcionais e eventos principais, o game vai habilitando o uso de diferentes personagens na sua equipe, dungeons, equipamentos e até um sistema interessante de evolução de skills. As quests acabam sendo um pouco repetitivas depois de algumas horas, mas nunca me vi cansado de faze-las, já que o ritmo do game é bem gostoso, intercala muito bem com os eventos principais. Em outras palavras, é animador pra caramba e recompensador, as cutscenes e o envolvimento com os heróis tem um alivio cômico muito necessário de tempos em tempos, já que os jogos que eu tenho jogado ultimamente tem sido super pesados.

Os ataques especiais são muito bem feitos.

Mas, o que falar do jogo em si. Os gráficos são simples, nada de muito incrível. Eu gosto bastante do trabalho com o cellshading dele num geral, as batalhas parecem realmente um animê de ação. Os menus são fáceis de navegar, é tranquilo de ir do ponto A ao B seguindo os mapas, as batalhas tem um balanceamento maneiro e o conteúdo extra do jogo é fenomenal, como os super bosses e a dungeon extra.

Trabalho de trilha sonora é realmente de tirar o chapéu, como sempre quando tratamos de Gust, e a dublagem original deixa tudo mais perfeito.

O jogo já começa eletrizante.

Eu tenho que ser bem honesto, eu adorei o jogo. Encontrei problemas chatos com ele, sim, problemas com framerate que me deixaram bem incomodado, houveram umas duas vezes que o game travou entre uma batalha e outra, mas felizmente parece que foi corrigido o bug. Então as reclamações pesam bem menos do que os muitos pontos positivos, principalmente para a galera que não conhece o desenho, como eu.

Pros


Variedade de personagens e estratégias de batalha
Trilha sonora muito boa
Sistema de quests gostoso de jogar
Animações do jogo estão bem acima do comum

Contras

Gráfico um pouco fraco
Problemas frequentes com a taxa de quadros
Travou poucas vezes repentinamente

Fábio Kraft
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