Análises

Giraffe and Annika

8
Giraffe e Annika é uma aventura bonita, fofa e inteligente ao mesmo tempo.
É uma cativante experiência, sem dúvidas. Coletar os extras do game o deixa muito mais rico e completo.

Giraffe and Annika trata-se primordialmente de um jogo de aventura e exploração lançado inicialmente para o PC e posteriormente para o PlayStation 4 e Nintendo Switch, cujo qual esta análise é baseada.

Desenvolvido pela softhouse indie, Atelier Mimima e publicado pela NIS America, este título é uma pausa curta e agradável para a quantidade de jogos de conteúdo pesado que tenho jogado ultimamente. Um jogo que realmente me fez relaxar, emocionar e até mesmo dar umas boas risadas.

Essa protagonista é meiga demais.

Embora haja bastante controvérsia em dizer que “o jogo precisava de mais conteúdo” por ser curto, eu acredito que ele sim tenha bastante coisa para coletar e se fazer. A campanha principal leva cerca de 5 horas caso jogue relativamente rápido, e caso você seja perfeccionista, poderá levar aproximadamente 15 horas, o que é um bom tamanho para um jogo nestes moldes.

O que está dentro desses extras são os próprios troféus in-game, um guia para ir medindo o quão falta por completar o game. Neste jogo coletamos diversos itens que servem como artes de gatos para contemplação numa galeria, roupas, chaves, diversos extras para usarmos nas dungeons como chaves e bugigangas, itens de cura e por aí vai. 

Cenários super coloridos.

Mas, afinal de contas, o que estamos lidando aqui? O jogador irá tomar controle protagonista Annika, que acabara de acordar em um local chamado Spica Island. Confusa com o que há em sua volta por conta de uma série de confusões causadas pela recente perda de memória, ela se depara com seu futuro companheiro ajudante, Giraffe.

Ambos os personagens tem características de animais, como orelhas pontudas e rabos, assim como todos os habitantes da ilha, só que os habitantes são bem menos humanoides.

Arte do jogo é super bonita.

Um garoto mais velho que parece conhecer mais intimamente o ambiente e até mesmo a própria Annika. Nosso objetivo principal, segundo o que foi proferido por ele, é coletar os fragmentos de estrela das dungeons espalhadas pela ilha, algo que apenas Annika pode fazer neste primeiro momento, e que faz sem muito questionamento.

Tudo parece um pouco fora de lugar, um pouco estranho por assim dizer, mas conforme vamos avançando na história e fuçando os objetos que encontramos no mapa, obteremos resquícios de memória retornam vagamente para nós, puxando para uma certa melancolia ditada pelo teor do conteúdo mostrado unidos com a bela trilha sonora emotiva e suave, é muito bonito mesmo.

Alguns efeitos de luz são bem caprichados.

A maneira que o jogo funciona é relativamente simples; precisamos nos guiar sequencialmente pelas dungeons espalhadas em Spica Island para coletar nossos fragmentos.

Essas dungeons estão em cantos que vão necessitar de algumas tarefas para serem alcançadas, como reconstruir uma ponte, atender o pedido de alguns NPCs, nadar e pular(habilidades que não são usáveis no começo do game), e um pouco de backtracking após conseguir uma nova skill por exemplo.

Caso o jogador venha a encontrar alguma dificuldade de como seguir ou simplesmente ficar boiando demais no cenário, podemos sempre contar com a ajuda do nosso companheiro para dar-nos algumas dicas que podem nos levar para o nosso objetivo principal, algo que eu raramente fazia, mas o diálogo é interessante.

Falando em diálogo, os textos e cutscenes do jogo são representados como peças de história em quadrinhos, desenhados e “animados” repletos de onomatopeias, eles dão movimento, emoção e um empurrão maneiro no story-telling, me lembrou demais Shiness, um outro jogo Indie lançado na geração passada que adotava o mesmo tipo de pegada artística.

Tá na hora do mergulho!

E por fim, mas não menos importante, vamos falar sobre as batalhas do jogo. E como batalhamos? Como um jogo de ritmo. Isso mesmo, as batalhas de chefe são feitas através de uma espécie de Dance Dance Revolution/ Pop’n Music muito engenhoso. Sério, vou explicar um pouco como funciona isso tudo.

O jogo tem aproximadamente 5 dessas batalhas, infelizmente. Mas são 5 músicas bem desafiadoras de se jogar caso opte por uma dificuldade mais elevada, cujo qual pode ser selecionada dentre três possíveis.

O que temos que fazer é repelir as esferas que os chefes lançam, posicionando sua reticula na extremidade esquerda ou direita da tela com o direcional do controle, e apertando o botão A na hora certa, você causa dano, e ao errar, você toma uma lascadinha.

Cuidado para não cair.

Todas as batalhas podem ser jogadas a qualquer momento, basta seleciona-las no menu, claro que é necessário vencer o boss primeiro para habilitar.

Aprender o ritmo das batalhas pode parecer um pouco difícil no início, mas depois será tudo bem suavizado, um ou outro detalhe durante o gameplay das músicas são adicionados aos poucos, deixando as batalhas mais intensas e complexas, como as esferas que você precisará apertar e segurar o botão ou mover seu personagem na hora certa para esquivar de uma magia indefensável.

Ao finalizar uma batalha, você receberá uma pontuação e caso atinja o rank S nelas, você receberá um colecionável.

Giraffe and Annika é, por fim, um jogo que foi muito bem executado naquilo que ele se propos. É curtinho, tem uma história bonita, trilha sonora excelente, art-work de primeira e um excelente sistema de jogo de ritmo num geral. É claramente destinado ao público mais infantil ou para aqueles que querem dar uma aquecida no coração.

Pros

  • Gameplay simples e intuitivo
  • Sistema de batalha bem feito
  • Músicas de qualidade
  • Personagens cativantes

Contras

  • Gostaria que fosse mais longo
  • Infelizmente as dungeons são um pouco vazias
  • Nadar no game é um pouco chato

Fábio Kraft
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