Análises

Bounty Battle

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Ideias boas, mas uma execução decepcionante
Bounty Battle é um game que diverte em alguns aspectos, com ótimos gráficos cartunescos, uma boa trilha sonora e mapas diversos, mas que ao mesmo tempo decepciona com uma execução não tão boa.

Super Smash Bros. é uma série muito famosa da Nintendo, que reúne vários personagens da grande N e de outros bons jogos em lutas frenéticas. Porém e se houvesse um game com a mesma premissa, mas trazendo personagens de jogos índies?

Pois bem, essa é a proposta de Bounty Battle, que apresenta vários personagens em diversas possibilidades de batalhas. Mas será que essa pancadaria é das boas?

Parece uma luta frenética…

Um crossover… diferenciado!

Tudo ia bem no multiverso até que portais estranhos fazem com que pessoas de diferentes realidades acabem parando na mesma. Com isso, todos que vieram são obrigados a lutar em grandes batalhas e contra pessoas que ninguém conhecia.

A trama é interessante e cria uma boa razão para que os diferentes universos se colidam, com as ideias dos portais. Mas sinto que a história poderia ter sido melhor contada, já que um pouco é explicado na cena de introdução (que por acaso é uma maravilha), e depois simplesmente não temos mais nenhuma informação sobre a trama, e isso causa um pouco de confusão.

Caso você queira mais detalhes do enredo, é possível ir no site oficial do game, mas tenho certeza que poucas pessoas irão fazer isso, já que não é algo rotineiro. Penso que uma ótima forma de explicar melhor o enredo seria justamente um modo história, algo que faz muita falta em Bounty Battle.

Os personagens até que são legais.

Um dos pontos positivos desse game é a variedade de personagens. São no total trinta, sendo que cinco são originais do game e os outros vinte e cinco são de outros games índies, sendo alguns: Guacamelee!, Dead Cells, Darkest Dungeon, Owlboy, Doko Roko, dentre vários outros. É legal ver como cada personagem é único, já que mesmo todos tendo os mesmos tipos de ataques, como leves e fortes, o estilo de cada um é único, fazendo com todos possuam as suas variações pro combate.

Porém mesmo que cada um seja único em seus estilos, o combate, que é o ponto principal do game, deixa a desejar. Você possui alguns diferentes tipos de ataque para os personagens, mas durante toda a jogatina eu usava no máximo três, pois eu senti que os outros ataques não faziam a menor diferença, e acabavam apenas dificultando a gameplay. Algo que influencia nisso é a jogabilidade, já que nem sempre ela é muito precisa, fazendo com que você queira usar a menor quantidade de movimentos possíveis. Isso se não contarmos também que alguns ataques são até difíceis de serem lembrados durante da jogatina.

Não tá fácil pra ninguém.

Outra coisa que me incomodou no combate foi um certo desbalanceamento, já que tanto os jogadores quanto a IA podem começar combos que tornam o game muito injusto, já que quem estiver apanhando não consegue desviar de forma alguma. O game até tem um método de congelar spammers, mas nem sempre isso funciona da maneira que deveria.

Enquanto jogava, pude perceber também que as animações de certos movimentos eram um tanto quanto travadas, dando a impressão de que elas não haviam sido feitas. Isso pode até não atrapalhar na jogatina, mas é algo que não deveria acontecer e ainda mais em um game de luta, que foca tanto nos movimentos.

¡Es hora de una paliza en México!

Algo que atrapalha e muito no combate são as quedas de frames, que não são raras. Em vários e vários momentos enquanto eu estava tentando atacar, ocorriam quedas pesadas de frames que faziam até mesmo com que o game chegasse a travar, tornando assim certos momentos bem difíceis por conta disso.

Você possui no total quatro modos de jogo, sendo eles: torneio, desafio, sala de treino e versus local. São modos divertidos (isso sem contarmos a sala de treino, que é apenas para você praticar), sendo que o torneio nos traz cinco missões para cada um dos trinta personagens e o desafio nos coloca em batalhas aleatórias com o personagem que for escolhido. Mas a ausência de um versus online faz muita falta aqui, já que agregaria e muito na jogatina, pois pelo menos você poderia jogar com seus amigos sem que eles precisassem ir até sua casa.

Doidão da esquerda tá perdidaço.

Os gráficos são dignos desses jogos índies, já que são cartunescos e seguem a mesma linha de todos os games que aparecem no crossover. Os personagens não deixam a desejar, já que também não estão muito diferentes de seus games originais e foram bem desenhados. A trilha sonora também é muito boa, sendo que cada mapa derivado dos jogos índies possuí uma música exclusiva, trazendo assim uma ótima variação na jogatina. O game também possui bons mapas, que são bem trabalhados e não caem na mesmice.

Veredito

Bounty Battle é um game que diverte em alguns aspectos, com ótimos gráficos cartunescos, uma boa trilha sonora e mapas diversos, mas que ao mesmo tempo decepciona com uma execução não tão boa. O combate, um dos pontos mais importantes de um game desse estilo, não colabora nem um pouco, isso se não contarmos ainda as quedas de frames e a falta de um modo online.

Pros

  •     Ótimos gráficos
  •     Boa trilha sonora
  •     Os modos de jogo torneio e desafio divertem
  •     Mapas bem trabalhados


Contras

  • História confusa
  •  A ausência de um modo campanha faz falta
  •  Quedas de frames que atrapalham e muito
  •   Combate deixa a desejar


David Signorelli