Análises

Y’s Origin

9
Dungeon Crawler feito da forma correta!
Y's Origin é o meu jogo favorito da série nos moldes antigos, aventura fantástica, rápida e muito divertida.

Y’s Origin chega ao PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch! Mais um jogo da série que poderemos curtir no console híbrido da Nintendo também.

E que jogão ele é. Desenvolvido pela Nihon Falcom (esta versão pela Softhouse DotEmu) e distribuído pela DotEmu também, esse é o início literal da trama da série, bem legal para quem está se aventurando pela primeira vez nesse universo e muito mais legal ainda para quem já zerou o 1&2.

Comentando inicialmente pelos aspectos técnicos do game, eu diria que foi um port muito bem feito, nunca notei uma quedinha se quer de frame-rate tanto ligado na televisão quanto no modo portátil (Minha análise é baseada na do Nintendo Switch, então acredito firmemente que as dos outros consoles estejam a par), gostei muito que ficou tudo em 16×9 widescreen, diferente do original quadradão e, não menos importante, da arrumada legal que deram na fonte dos textos nos diálogos.

Fica ligado nesses golpes verticais!

Talvez uma boa parte dos jogadores não estejam familiarizados com a franquia Y’s (Pronuncia-se “is”)infelizmente. A série data lá dos 80 e se mantem viva e forte até hoje, sempre com continuações diretas da trama e com um pequenos spinoffs aqui e ali, além dos muitos remakes e remasters que os jogos vem sofrendo ao longo dos anos. Este jogo, inclusive, tem cerca de 14 anos de idade já.

Para quem já conhece Y’s, o Y’s Origins é uma prequela que se passa 600 anos antes dos eventos principais do primeiro jogo, então não teremos como de costume o Adol Christin, nosso aventureiro ruivo deslanchando golpes com sua espada neste jogo, exceto se conseguirmos comprar ele como um extra pós-game apenas pelo fator Cameo, sem enredo anexado a ele.

Elementos de plataforma estão super presentes nas dungeons.

Porém, não menos importante, nossos personagens principais desempenham um papel fenomenal nas engrenagens do desenrolar da história do jogo, digo, um dos três personagens principais do game que podemos controlar; Yunica, a guerreira que utiliza armas pesadas e artefatos mágicos, Hugo, o mago com ataques a distância e, por fim… não vou falar quem é, mas após zerar o jogo com os dois (cerca de 8-10 horas cada, apenas), habilitaremos o verdadeiro herói que botará todas as intenções malignas pelo ralo, e meu amigo, que rolê que é esse jogo, vou tentar comentar o porquê disso.

Como de praxe, os jogos da Falcom são muito bem polidinhos, são muito cuidadosos com desenvolvimento de personagem, direção artística, sonora, de eventos e principalmente com aspectos relacionados ao gameplay em si. Isso por si só já dá um ânimo em tanto de poder jogar algo que vai funcionar e te prender bem durante o percurso do game.

Acho que esse foi o boss que eu mais morri, cada momento é crucial.

Muitas músicas de batalha desse jogo como a Scars of the Divine Wings e Termination por exemplo são top-tier até hoje na minha opinião, complicado bater o departamento de música dessa softhouse, é quase covardia. Ah, vale lembrar que temos trilhas maravilhosas como Genesis Beyond the Beginning e Silent Desert que apimentam muito a jogatina, escrevam nos comentários depois o que acharam das músicas num geral.

Mas para não perder o foco, a aventura de Y’s, independente do personagem que escolhemos no inicio do game, será sempre muito agitada, animadora, desafiadora acima de tudo. Haverá sim a necessidade de ficar grindando um pouco para subir de nível pois os chefes, mesmo nas dificuldades mais comuns, são super difíceis, mas é recompensadora pra caramba, ir e vir das telas para ficar derrotando os inimigos acaba sendo uma tarefa desestressante na minha opinião.

Embora o jogo se passe todo em uma única torre, ela é segmentada em grandes áreas separadas por um boss no final de cada uma delas, entendemos como uma grande instalação única, mas na verdade são como pequenas subdungeons em uma única dungeon, podendo-se navegar através de checkpoints (Save-points na verdade) para coletar algo que ficou para trás ou simplesmente para conveniência de não ter que subir tudo de novo.

Rado’s Annex, Y’s II, alguém?

Cada um dos personagens possui equipamentos próprios que podem ser evoluídos em até três níveis, além de artefatos que concedem ataques elementais que servem tanto para uso em batalha quanto para quebrar alguma barreira ou saltar mais longe em uma plataforma. Além disso, todos compartilham outras maneiras de ficar mais forte, como por exemplo investir cristais (muitos deles, milhares deles) que são dropados por inimigos para evoluir permanentemente características como aumento da capacidade de cura de ervas, velocidade de movimentação, dentre outros, aspectos que suavizam bastante a escalada, mas o preço a se pagar é bem alto por unidade de melhoria.

Eu recomendo muito a compra desse título, e assim como recomendo demais qualquer outro jogo da Nihon Falcom. Já jogaram a série The Legend of Heroes? Se não, corre lá para experimentar, é muito boa também. A própria série Ys já tem aos montes nos videogames modernos, e cada um desses jogos são super especiais e memoráveis, o Origin mesmo é meu favorito no molde dos clássicos.

Pros

  • Excelentes controles.
  • Fases bem construídas e inteligentes.
  • Batalhas desafiadoras.
  • Trilha sonora de arrepiar.
  • Enredo com textos adultos e interessantes.

Contras

  • O layout dos menus tem delays chatos.
  • Interface antiga.
  • Fábio Kraft
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