Análises

Vigil: The Longest Night

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Este é o filho bonito e elegante de Castlevania com Dark Souls.
Ambientado num mundo sombrio, a aventura de Leila é cheia de bons momentos, bosses monstruosos e fatiações satisfatórias.

Vigil: The Longest Night desenvolvido e distribuído pela softhouse Glass Heart e Another Indie Studio, trata-se de mais um título do gênero metroidvânia que chegou para o Nintendo Switch recentemente, versão no qual essa análise se baseia, tão bem como todas as outras plataformas da geração atual.

Para quem gosta de jogar em nosso idioma, há a possibilidade de joga-lo totalmente em português brasileiro, desde os menus até diálogos (Escritos) ali contidos, muito massa.

A primeira coisa que chama muito, mas muito a atenção é que o game possui fortes inspirações na série Souls da FromSoft (Demon’s Souls, Dark Souls, etc) logo que o iniciamos, as telas de loading mostrando os itens e falando um pouco sobre eles, e o menu de status do personagem é peculiarmente semelhante, atributo por atributo.

Contudo, Vigil é impressionantemente bonito e funcional, para quem gosta do gênero, este título certamente é um must-buy. Vamos as impressões para entendermos o porque.

Segundo boss do jogo, cuidado com os combos dela.

Assumimos o papel de Leila, uma espécie de mercenária (vigilante) que é encarregada de executar algumas tarefas que se limitam no início a busca e ajudar as pessoas da cidade. Envolvida em uma série de problemas relacionadas a monstros e rituais, nossa heroína deverá se aventurar por cenários sombrios e cheios de perigo para poder botar um fim nesta noite eterna assim profetizada por uma personalidade misteriosa que a rodeia.

Retornaremos direto para o ferreiro nesse jogo.

Vou começar a falar sobre os pontos positivos dessa vez, que são muitos. A começar pela navegação do jogo em si, mapas e etc, tudo é muito bem feito, é bem claro o que você pode ou não atravessar, além dos vários savepoints que agem como teletransportes para diferentes localidades uma vez que são ativados, algo como os bonfires de Dark Souls.

Leila pode correr, pular, girar, se pendurar nas beiradas e se esquivar com um saltinho para trás, além de poder desferir uma quantidade considerável de ataques diferentes com seus 4 tipos de armas disponíveis também.

Outras habilidades como pulo duplo também serão habilitadas a medida que vamos avançando no jogo, então a exploração é um dos melhores fatores que eu consigo relacionar logo de cara, pelo menos, nos moldes que me agradam.

Os estágios são bem difíceis, mas temos uma quantidade legal de savepoints.

Não obstante, as dungeons do game são cheias de inimigos para derrotarmos, mas o pior de todos está presente em 100% delas: Abismos. Sim, dano de queda é o que mais matará você durante o percurso, pode ter certeza. Fall damage pode ser combatido com alguns acessórios que garantirão que nossa heroína não quebre alguns ossos nas quedas, e que nós jogadores não perdemos alguns chumaços de cabelo no processo também, então use a abuse do comando de se abaixar para orientar a câmera para baixo, afim de evitar um desastrezinho.

Brincadeiras a parte (ou não), para quem está familiarizado com jogos nessa pegada mais hardcore, sabe que força bruta não resolve muita coisa. Os inimigos do jogo na sua grande maioria irão surpreende-lo de alguma forma então fique muito atento as esquivas e contra-ataques deles, é muito comum também que inimigos que carregam armas pesadas causem danos que beiram a metade de sua vida toda, e até mesmo na hora de morrerem eles podem simplesmente explodir ou fazer algo do gênero que irá botar tudo abaixo.

Tome cuidado para não ser surpreendido!

A boa coisa é que Leila tem um arsenal excelente para combater quase todo tipo de perigo iminente que a cerca. Além da possibilidade de equiparmos 4 tipos de armas diferentes, também contamos com sub-equipamentos que darão um pouco conta do recado, coisas como facas de arremesso, coquetéis de molotov, dinamites e outros contundentes que farão o submundo tremer de leve.

Outro inimigo que nos deparamos no jogo são as quedas de framerate bruscas ao trocarmos de arma no meio da ação ou de simplesmente equiparmos uma nova peça de equipamento, os loadings são tão longos para colocarmos uma luva ou bota que eu inicialmente achei que o jogo tinha travado até então, mas acredito que é coisa da versão do Switch, possivelmente solucionado com um patch posteriormente. Telas de carregamento num geral são muito demoradas ao ponto de ficarmos literalmente cerca de um minuto inteiro de uma área para a outra.

Para encerrar no que diz respeito a gameplay, além de todo resto que podemos fazer, podemos também dar upgrades nos nossos equipamentos, desde aumentar seus status base quanto “encanta-los” com pedras especiais, concedendo danos elementais, efeitos negativos de status nos inimigos, dentre outros.

O portal para um mundo de puro caos.

Apesar dos problemas técnicos que são, infelizmente, constantes, o jogo todo é muito bem desenhado, os modelos dos personagens são bonitos, os cenários são cheios de detalhes, passagens secretas, partículas, coisas acontecendo toda hora como névoa e cachoeiras, além do rico back-ground de tudo que permeia aquele universo. Cidades são bem coloridas e legitimamente interessantes de explorar e falar com os NPCs, são coloridas no sentido sombrio da coisa, claro, não espere arco-íris e unicórnios nesse jogo. Igualmente competente é a trilha sonora, as faixas trazem o meio termo de Symphony of the Night e Dark Souls, um pouco de melancolísmo agitado talvez.

O jogo tem um tamanho legal e é desafiador completa-lo, há simplesmente bastante coisa para se fazer nesse game, são inúmeras quests opcionais que são habilitadas quase sempre que concluímos uma parte importante da história que sempre vão nos recompensar com um artefato útil e uma parcela legal da lore e outros contextos, tampa-buracos satisfatórios.

Eu acredito que alguns fixes irão fazer que o jogo fique mais suavizado de se jogar, haverão menos travadas durante a exploração e a redução, espero eu, do tempo de carregamento das coisas no game.

No geral, eu adorei o jogo, além disso que eu citei acima, não tenho mais o que reclamar dele. Gosto de heroínas, gosto dessa pegada dark e tudo o que envolve, então no geral estou bem satisfeito, acho mesmo que vai fazer muitos jogadores legitimamente felizes. Confiram, por favor, vale muito a pena.

Pros

  • Gráficos bonitos, excelente arte e animações.
  • Level design inteligente e bem montado.
  • Gameplay fluído e cheio de formas de se lutar.
  • Trilha sonora tá muito boa mesmo.

Contras

  • Muito tempo de carregamento.
  • Quedas frequentes de framerate atrapalham de verdade.
  • Textos com erros de digitação me dá um pouco de angustia.

Fábio Kraft
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